sábado, 23 de janeiro de 2010

Músicas e as lembranças que elas nos trazem

Aew Cambaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaada!!!!

Como falei no post anterior, eu TENHO que fazer um post sobre músicas e as lembranças que elas trazem. Caso você tenha visto o link no qual o comentário está escrito, terá uma idéia básica de como será esse post.

Então... Músicas e lembranças!


O que é

Creio eu que nunca consiguiremos definir exatamente o que é música.
Segundo a Wikipedia é "uma forma de arte que constitui-se basicamente em combinar sons e silêncio seguindo ou não uma uma pré-organização ao longo do tempo", mas que no mesmo artivo diz "Definir a música não é tarefa fácil porque apesar de ser intuitivamente conhecida por qualquer pessoa, é difícil encontrar um conceito que abarque todos os significados dessa prática."
A melhor definição que eu já vi, foi do canal MultiShow, numa vinheta de uns 2 ou 3 anos atrás, a qual não consegui achar para colocar aqui.

Para esse post, consideremos a definição de música sendo "Uma forma de expressar sentimentos, emoções e comportamentos", sem aquela história de "música é arte", "música é um jeito de ser", "música é barulho".


Lembranças e Memória



Segundo a Wikipedia, memória é "a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial)."
De forma resumida: é a capacidade de aprender e lembrar-se de coisas".

Lembranças são memórias: coisas as quais já vimos, ouvimos, falamos, etc. as quais podemos "evocar" em nossas mentes, seja isso de forma arbitrária ou não.

Devivo à anos e anos de evolução, o ser humano passou a considerar as lembranças como sendo memórias de seu passado e passou a utilizá-las para as mais variadas coisas: de saber uma data de aniversário até usar as lembranças para "remontar" o passado da civilização.
É mais ou menos isso que você irá aprender numa faculdade de História: irá estudar tudo o que os filósofos gregos falaram, remontando o início da astrologia tal qual conhecemos hoje, por exemplo.

Nesse post, tomaremos memória como "Capacidade de armazenar informações" e lembranças como "Capacidade de evocar tais informações".

E para deixar claro: lembranças podem ser boas ou ruins.


Músicas e nossas vidas

Passamos nossa vida inteira ouvindo música. Claro, se você for surdo, você não ouve, mas se colocar a mão nas caixas de som sentirá mais ou menos a batida da música.

...

Se você for surdo e aleijado, bem... aí, este blog não poderá ajudá-lo, desculpe.

Voltando: Passamos nossa vida toda ouvindo músicas dos mais diferentes rítmos, tipos, remix, acústico, de andamentos diferentes, durações diferentes e estilos diferentes, o que não quer dizer, é claro, que gostamos de todos, até porque, é impossível.

Em MUITOS momentos da sua vida, você se vê (e se verá) cercado por músicas: seja durante um churrasco, um aniversário, uma viajem, de uma estação a outra no metrô, durante casamentos, numa reunião com os amigos, enquanto usa o PC, enquanto assiste TV, enquanto dorme, durante shows ou quando um FDP resolve ligar o som do celular no máximo dentro do ônibus.
Graças à essa "participação" da música na nossa vida, é meio óbvio que, cedo ou tarde, um momento importante da sua vida será marcado por/com uma música: a música do seu casamento, a música daquela viajem para a Disney, a música de um churrasco, a música que você ouviu depois de ser promovido, a música tema de um filme, a música do primeiro encontro com sua namorada, até mesmo uma música que gostamos, sem precisar de uma situação "especial", entre diversos outros acontecimentos pelos quais passamos em nossas vidas.

E são essas músicas que ficarão marcadas em nossas memórias, trazendo lembranças sempre que as ouvimos. Exatamente por isso, músicas podem trazer lembranças agradáveis, como por exemplo a foto acima na qual a gosGAROTA aparenta estar ouvindo uma música que a relaxe, ou lembranças desagradáveis:

 Que nos fazem ficar tristes, irritados, tensos ou qualquer outra coisa que tire nosso conforto.

O que quero dizer é: cada música nos traz reações diferentes.

A música do aniversário do seu tio pode lhe trazer desconforto, pois é uma música brega e tosca:



Já a música do seu primeiro encontro com sua namorada pode lhe trazer alegria, pois ela é areia demais pro seu camihão:



...

Sim, assisti Click ontem, mas conhecia essa música há muito tempo.

Um exemplo real: sempre que o Negão ou essa música:



Ele lembra de certas noites... Noites as quais eu estava MUITO longe dele, que fique claro.

...

Sabem... as vezes eu tenho certeza que o Negão me odeia...


Momentos

Acho que todos nós passamos por momentos em nossas vidas dos quais sempre nos lembraremos, não importa se foram bons, ruins, rápidos, demorados, chatos, divertidos, bobos ou entediantes.

Não sei vocês, mas grandes viagens (pricipalmente as que usam meios de transportes terrestres comuns) são, para mim, chatas. Claro que sempre rola coisas divertidas (e eu sempre acho a viagem a melhor parte no final), mas é entendiante se não há nada para fazer, por isso encho meu celular com um monte de músicas as quais não ouvirei nem a metade.

Resumindo: gosto de ter uma "trilha sonora" quando estou fazendo qualquer coisa que seja.
Minha tese principal é que existe uma música para TUDO (tá...não TUUUUDO, mas isso é outra história...), uma música para cada mínimo momento pelo qual passamos.

Ou seja: quando você está comendo brigadeiro, há uma música "perfeita" para esse momento. Se você está fazendo uma caminhada, há uma música para isso também:

Isso AINDA não existe, mas espere algum tempo e você verá!

Assim como existem músicas para quando você está comendo, viajando de avião, escrevendo, assistindo idiotices na Internet, se casando, tendo sua primeira vez (acreditem, há MUITAS músicas para esse momento), comendo espeto de frango com farofa ou para quando você está carregando uma TV 21'' da Panasonic.

Falando sério, ache um momento que não tem uma música "para ele" e eu corto minhas mãos, eu te desafio!

E de forma bastante simples: um momento que marque a sua vida (pra bem ou pra mal) é SEMPRE bom (não discuta, eu tenho razão) e fica melhor se tem uma música que combina com ele.


Músicas e as lembranças

Eu gosto de ser "do contra" e sendo assim, gosto de ouvir músicas num volume baixo/médio.
Se você não gosta disso, que se foda.

Nosso cérebro é o responsável pelas lembranças que temos. Assim como os cheiros, as texturas, as imagens, os sons fazem com que nosso cérebro retenha informações sobre aquele som, juntando essas informações com o que estamos fazendo naquele momento, e é isso que faz com que associamos uma música com um momento, que posteriormente será uma lembrança.
Quando nos lembramos de um momento, automaticamente nosso cérebro busca a música relacionada com aquele momento e é assim que a "trilha sonora" é formada.

Pare para pensar um pouco e verá que muitas músicas fazem parte da sua vida.
Coloque sua playlist para tocar e verá que várias lembranças virão a tona em sua mente, fazendo você se recordar de coisas que já passaram na sua vida.

Se você leu o segundo link, láááá no começo do post, viu que o Rafa Barbosa não está no melhor momento de sua vida, e há alguns dias, a música que melhor caiu para aquele momento foi essa:



Aposto meu controle sem fio do PS2 que você também tem uma música que lhe lembre de um amor que já passou (ou ainda não passou, mas acabou).

Mas pode ser o outro lado também. Sempre que ouço essa música:



Lembro de dois colegas meus, durante um acampamento, perguntando se alguém a sabia tocar no violão, o que é uma coisa boa, pois, apesar da música, ninguém sabia tocá-la!

Quero propor aqui uma brincadeira: pegue TODAS as suas músicas e coloque-as numa playlist para tocar com a opção "aleatório" ligada. Dê play e veja que música que é e se essa música lhe traz alguma lembrança, seja boa ou ruim. Se sim, poste-a (a música e a lembrança) nos comentários, se não (não é "senão" é "se" e "não") traz, crie vergonha na cara e arranje uma lembrança para essa música.


Clips

Atualmente a maioria das músicas tem clips, que em sua grande maioria são "médios".
São relativamente poucas as músicas com clips que você assiste e diz "Clip dahora véio!".

Quando um clip é bem feito, divertido ou "icônico", é bem capaz de você se lembrar mais do clip do que da música em si. Há uns 2 meses atrás mais ou menos, um amigo queria saber que música que tinha um clip que se passava na rua, acabou que minha primeira sugestão foi a certa:



Há também músicas que relacionamos com cenas de filmes, peças de teatro ou shows específicos os quais já vimos:



Se você nunca ouviu essa música, SAIA DAQUI, SEU VERME!!!!

Enfim, clips complementam músicas, mas o contrário deve ser inaceitável.

Sim, sou chato.


Porque nos preocupamos

Quero dizer... por que nos preocupamos em achar músicas que combinem com o que estamos passando? Se estamos com depressão, ouvimos emo (hahahahahahahahahahahahahaha), se estamos felizes ouvimos pop e se estamos "normais" ouvimos rock.

Por que tem pessoas (assim como eu) que gastam parte de seu tempo procurando uma música que expresse o que queremos expressar? Tá certo que graçás à Internet e à TV, a grande maioria da população mundial ficou incapaz de se expressar apenas numa conversa, mas porque mesmo assim as pessoas pensantes (novamente, assim como eu) insistem em procurar por músicas que façam isso por elas?

Desde o início da humanidade, a música esteve presente. Óbviamente não era com guitarras e baterias, mas ainda sim estava lá. Creio eu que era comum os hominídeos voltarem de uma caçada com carne, juntassem todos do grupo, desenhassem na parede e cantassem um tipo pré-histórico de:



...

PQP... quanto não me obrigaram a cantar isso... e pensar que agora ouço isso:



POR QUE EU NÃO FUI?!?!?!

...

Sacaram? Sempre me mortifico quando vejo algo dos shows deles dessa última turnê...

Enfim, o ser humano é uma espécie que precisa de entretenimento para sobreviver (acredite, isso pode parecer absurdo mas é a mais pura verdade), logo, sendo a música uma das mais antigas formas de entretenimento (ficando logo após matar e sobreviver), nada mais normal do que usá-la para o que queremos.

O que não justifica certas merdas que temos atualmente...


Momentos para cada música ou música para cada momento?

Taí uma questão interessante mas fácil de responder.

Quando uma coisa complementa outra, como num quebra-cabeça (com ou sem traço), a dúvida "quem veio primeiro?" pode aparecer.
Enquanto não descobrem a disputa entre o ovo e a galinha, a questão música-momentos é bem simples.

A vida surgiu há milhões e milhões de anos atrás e como há vida, há experiências de vida. Não posso afirmar que um ser unicelular comemore seu aniversário, mas garanto que os primeiros seres pluricelulares não gostariam de morrer para seu predador na cadeia alimentar.

A música a qual me refiro nesse post é a "única música existente": a que é feita pelo gênero Homo.

"WTF?!"

Google, meu filho, Google.

Não que eu considere que não há outros tipos de música (...), mas não vou perder tempo explicando a diferença de música para música.

E sim, amaldiçôo a falta do tom de voz numa coisa escrita.

Enfim, o ser humano (como ainda acontece - algo que a evolução ainda não deu conta) não nasce sabendo das coisas, logo, demorou muito para que nossos antepassados aprendessem a criar a música. E como eles não poderiam ficar parados esperando (pois morreriam de fome ou seriam mortos), os momentos do seu tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara bisavô começaram bem antes da tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara tatara bisavó da música.

Não adianta: vivemos em constante evolução, e com isso evoluimos tudo que precisamos para nos manter como a espécie dominate do planeta.

E pra ficar marcado: gostosa + Sony = perfect.


Música X Momentos

Incrível como as gostosas de hoje, com todos seus peitos e bundas, não chegam aos pés das mulheres bonitas de verdade.

E aquilo, caso você seja uma toupeira com câncer, é uma vitrola.

Aí você diz: "Má pera lá!!! Como assim "Música X Momentos"?!?!"

Simples: O que nos faz escolher um determinado tipo de coisa para um determinado tipo de momento?

Se estamos tristes, ouveremos músicas mais lentas, com tons graves.
Se estamos alegres, ouviremos músicas mais rápidas, com sequências de notas maiores, mais distorções.
Se estamos "normais" ouviremos todo tipo de música que nos agrade.

Conheço várias músicas que apesar de tristes, são rápidas, com solos, inversões e todo tipo de coisa, mas apesar disso, se você estiver chateado, procurará algo mais "solene", mais sério.
E o contrário também ocorre: por mais que gostemos de uma música mais calma, com uma letra divertida, procuraremos as mais frenéticas.

Há centenas de tipos de músicas, entre eles:


Para relaxar




Para nos divertir




Para irritar os outros




Para momentos tristes




Para declarações




Para nos irritar




Para quando estamos "voando"





Para quando estamos reflexivos




Para quando estamos irritados




Para nos divertir




Enfim, há um monte, e eu ficaria aqui por mais tempo falando sobre eles... quem sabe um post excluisivamente sobre isso algum dia, certo?


"Transição Normal-Alternado"

Aí você diz: "Que merda de título é esse?!"

Quando que não temos/estamos nenhum problema emocional (seja doença ou não), é o que trato neste post como "Normal".
É quando seu estado de espírito não está influênciando as escolhas das músicas que você está ouvindo.

Esse talvez seja o ponto principal deste post: como uma música altera seu estado de espírito.

Considere que você está "normal", ouvindo as músicas que você gosta, quando começa a tocar esta música:



Aí você se lembra que na época que a música foi lançada, você gostou dela pracaraio e se identificou, pois você queria ter um conversível que estava à venda na agência perto da sua casa, mas ele foi comprado por uma pessoa que chegou 10 minutos antes que você.

É normal dizer, que com a lembrança desse fato, você fique chateado e passe a ouvir músicas "para quando você está chateado".

Outro exemplo agora, mas o contrário:

Você está escutando suas músicas normalmente, quando essa aqui toca:



E aí você se lembra da aposta que ganhou, na qual seus amigos teriam que dançar esta música no pátio da escola, com as roupas do clipe e tudo mais.

Logo depois, é possível que você passe a escutar músicas "para quando você está alegre".

Quando nosso cérebro reconhece uma música e a liga com um momento, automaticamente manda comandos para que seu corpo reaja como se estivesse revivendo aquele momento: se você se lembrar de quando for pular de bungee-jump, é capaz de sentir aquele frio na barriga, se se lembrar da música do elevador do prédio da sua tia-avó, é capaz de sentir tédio e assim por diante.

Nosso corpo é impelido por ele mesmo a recriar tudo que sentimos num momento da mesma forma quando lembramos de tal momento. Consequentemente, passamos a fazer parte da lembrança: a lembrança passa a nos influenciar.
Por isso quando ouvimos uma música que nos lembre que nosso papagaio morreu, ficamos tristes e passamos a ouvir músicas tristes. É por isso também que quando ouvimos uma música que nossa namorada gosta, ficamos contentes e liguemos para elas para propor outras coisas.

Não seja hipócrita!!! Você não vai mais estar pensando em música!!!!

Experimente, por exemplo, ouvir a música que tocou no seu Bar Mitzvá e veja se você irá ouvir outras músicas que lembrem o Bar Mitzvá ou demais comemorações judaicas.


Minha conclusão

No final não acabei antes das 5...

De qualquer forma, acho que passei o básico do que penso sobre a influência da música em relação à nossa memória.
Não é algo complicado de entender, mas pode ser algo complicador para se viver... sempre tem coisas as quais queremos esquecer, mas nunca conseguiremos (seja isso bom ou ruim).

É interessante como uma música que alguém que nem nos conhece pode significar tanto para nós. E é algo recíproco: se não fosse pelos fãs, os cantores, cantoras, bandas, grupos, etc. não fariam sucesso, logo não ganhariam milhões.
Como eu disse num outro post, cantores, cantoras, bandas, grupos, etc. tem vida própria, logo, se identificam com músicas de outras pessoas também. O que é ótimo, pois esse é um dos fatores que salva a boa música.

Esse provavelmente é o primeiro de muitos posts sobre música que farei aqui, mas tento me segurar, senão (agora é "senão" e não "se" e "não") ficarei dias aqui escrevendo. Digitando.

Para comemorar vai aí uma boa música:



Que vocês passam a considerar esta uma lembrança "daquele blog de merda que eu li por acaso quando tava procurando pornô gratis".

É tão bom fazer um post sem colocar mulher boa só por colocar...

Bom... divirtam-se com as músicas deste post.... espero que as coisas melhorem por aqui em breve...

See ya!
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