sábado, 3 de abril de 2010

Destruindo Sonhos: Redações Escolares!

Aew cambaaaaaaaaaaaada!!!

Falarei hoje sobre algo que destrói centenas de sonhos ao redor do mundo, um mal que persiste há décadas, e que se não for sanado, criará mais e mais viciados (seja em drogas, internet, sexo com personagens de animes, álcool e viagra).

Destruindo Sonhos: Redações Escolares!

Çumemo!


"Do que você tá falando?"

Pero Vaz passou de primeira no vestibular.

Com toda certeza, você já teve que fazer uma redação. Seja na escola, no trabalho ou até mesmo em casa, caso você seja um capacho.

"Redação é o processo de redigir (escrever) um texto." As redações são divididas ("primariamente") em três categorias:

Narração: no qual é criada uma história fictícia (ou não), com personagens, locais, cenas, falas e tudo mais. São as que você faz na primeira série.

Descrição: como o próprio nome já diz, é uma descrição de algo, alguém e/ou alguma coisa.

Dissertação: é nesse tipo que você defende suas ideias, mostra seus argumentos. De forma simples, é o tipo de redação que te fode a vida.


Dissertações e o porque delas foderem tua vida

"Porra, mas por que você vai falar só das dissertações?!"

Simples: porque ao menos que você ainda esteja na primeira série ou pagou para passar de ano ou seja muito burro ou esteja morto, você só irá fazer dissertações.

Narrativas são mais fáceis de se fazer, mesmo tendo outras preocupações (personagens, locais, desenvolver a história, etc), ainda sim você pode "fazer o que quiser na história", afinal, a história é sua. Descritivas são de longe as mais fáceis, basta você ver/ler/ouvir/sentir/etc algo ou alguém e botar no papel o que você viu/leu/ouviu/sentiu/etc.

Dissertações não, você não pode fazer o que quiser, pois "não seria uma solução viável ao problema". Você não pode descrever suas ideias, afinal, ideias não são matéria. Numa dissertação você tem obrigatoriamente que falar de fatos. Usar pesquisas, dados, testemunhas, enfim, nada de histórias novas nem descrições elaboradas como "A toca tinha uma porta perfeitamente redonda como uma escotilha, pintada de verde, com uma maçaneta brilhante de latão amarelo exatamente no centro.".

Em suma, uma dissertação é exatamente igual aos outros dois tipos: só que sem a liberdade de expressão e a possibilidade de representação.


Dissertações e como elas fodem tua vida

Eu sinto saudades dessa fonte... era divertido...

Dissertações escolares (que são o alvo deste post) costumam ser compostos por 3 e/ou 4 parágrafos, divididos em:

Apresentação: 1º parágrafo, é onde se expõe a ideia a ser defendida.

Argumentação: 2º e (talvez) 3º parágrafo, como o próprio nome demonstra, é aqui que vão os argumentos para convencer as pessoas de que a ideia defendida é a correta.

Conclusão: 3º e (talvez) 4º parágrafo, é um resumo de toda o texto, expondo (ou não) uma solução viável para/sobre a ideia.

Tá, vamos por partes:


Apresentação

Infelizmente não achei uma foto "num ângulo melhor".

Como já disse, é na apresentação em que a tesa é exposta aos leitores. Como em todo texto, há a síndrome da folha em branco, a terrível síndrome que acomete (tá certo isso...?) todas as pessoas que tem que escrever um texto, por menor que seja. Quem acompanha o blog há um tempo (nota para mim mesmo: se algum dia o blog crescer e ficar foda, a categoria de fotos, ideias e posts dos leitores irá chamar "Quem acompanha o blog há um tempo...") já me viu (já me leu) dizendo (digitando) sobre essa falta de inspiração repentina, que várias vezes atrasou em muitas horas um determinado post.

Tirando esse problema inicial, que assim que é sanado, só reaparece (tudo junto, pela regra da reforma ortográfica, não?) no próximo texto. É bem comum que assim que as primeiras linhas são feitas, o texto "apareça pronto na sua cabeça".

Mas não numa dissertação.

Sendo o primeiro parágrafo, a apresentação do mesmo tem que mostrar a ideia geral que você tem sobre a tese para o leitor, tem que apresentar sua opinião a ele, mas ainda sim, mesmo que o leitor tenha uma opinião diferente, tem de prender a atenção do mesmo. Não adianta começar uma dissertação com "O aborto, ato de tirar a vida de um ser indefeso e que já está vivo...", você provavelmente terá de refazer o que você já levou muito tempo para fazer (graças à sindrome).


Argumentação

A argumentação é a parte principal de uma dissertação: é quando você expõe o que você sabe sobre o assunto e tenta convencer (mesmo que inutilmente...) o leitor a te apioar.

Numa dissertação, não pode usar a primeira pessoa (Eu). Pausa.

Dissertação é a defesa das suas ideias, com base em argumentos, baseados em fatos.

SE É A PORRA DA MINHA IDEIA, POR QUE CARALHOS EU NÃO POSSO USAR "EU"?!?!?!?!

E aí vem a contra-argumentação "porque se você usar o "eu" estará deixando claro que é só o que você pensa, e que ninguém precisa concordar com isso."

Mas É o que EU penso e realmente, NINGUÉM precisa CONCORDAR comigo!!!

E aí entra a segunda contra-argumentação "você pode usar o "nós" (1ª pessoa do plural) de vez em quando, assim você dá a ideia de que mais pessoas te apoiam."

A Terra tem quase 7 BILHÕES DE SERES HUMANOS, ALGUM DELES concorda comigo.

Voltando, também não pode usar um vocabulário "mais informal".

Vocabulário "mais informal" o qual me refiro não é o "iae mano, firmeza til?", é o "coisa", expressões "meu Deus!", ditados populares e repetições.

Novamente, vamos por partes:

O "coisa" é um substantivo (na verdade, seria "a coisa", no feminino), que entre seus muitos usos, pode ser útil numa frase, tipo "ele fez alguma coisa!". Agora imagem a escrotidão da frase "ele fez alguma ação indeterminada!". Porra, estraga a coisa toda!

A expressão "meu Deus!" (ou qualquer outra) na verdade não faz parte da forma culta da língua portuguesa (pelo menos não aqui no Brasil). Entretando, como a palavra "você" (que também não faz parte da norma culta) é tão difundida que é praticamente impossível uma comunicação sem essas partículas. Tá certo, nem todo mundo acredita em Deus, mas "meu Bill Gates!" não soaria tão bem assim.

Ditados populares também não são aceitos. Digamos, hipoteticamente, que no meio de uma dissertação, o tema "case" com o ditado "É só falar do Diabo que ele aparece". Experimente agora trocar tal ditado por "É só falar na figura mitológica provida de cornos que ele aparece" e veja se continua "casando" com o tema.

Repetição é um recurso linguístico extremamente útil, e por isso, extremamente utilizado, seja em músicas, em poemas, em narrativas. Sendo estes dois últimos, dois dos principais tipos literários existentes, seria até lógico o uso da repetição numa dissertação. Se, por exemplo, você quer fazer uma enumeração, uma lista, assim "um pato de borracha, um shampoo, um sabonete, uns sais aromáticos e um balde de água gelada", você seria empalado, pois repete muito a palavra "um". Então você teria de trocar os "um" por sinônimos ou alterar a frase. Aliás, tentei alterá-la, mas adimito que não consegui, o que só prova que estou certo.



Você OUSA dizer que estou errado agora?

Novamente, voltando, além dessas limitações, há outras, como não usar religião, não ser radical em relação ao tema e não usar experiências próprias.

Indo novamente por partes:

Tenho um pensamento extremamente diferente sobre religião, o que gera diversos problemas para a minha pessoa. Mas e se "religão" for o tema da dissertação? Posso, por exemplo, expor minha opinião de que "Deus é bixa e Alá é fodão"? Posso dizer que "todos os padres católicos são pedófilos nazistas"? Ou ainda posso argumentar que "os crentes são estúpidos por usarem saias bregas e tocar músicas extremamente tediosas"?

Só para ficar claro, não sou muçulmano, não sou protestante, não sou budista e nem tenho nada contra essas religiões ou outras religiões. Contra ATOS, CRENÇAS que elas PREGAM, sim, mas não contra as religiões "em si" nem contra as pessoas que as praticam (deixando aqui uma observação: posso odiar uma pessoa que pratica tais religiões, mas esse não é/será/foi o motivo para tal ódio). Os exemplos acima são exatamente isso: exemplos idiotas em um blog idiota, não expressam minha real opinião.

Quanto ao radicalismo:

E sendo uma dissertação, o que tenho que fazer SE EU FOR RADICAL em relação ao tema? Tenho que negar (três vezes, diante do espelho) minha crença? Tenho que falar que sou contra a venda de armas e a legalização das drogas?

E às experiências próprias, digamos por um momento, que eu sou um historiador extremamente famoso, mesmo fora desta área de pesquisa. Se vou escrever um livro, é a minha opinião que está lá, sendo eu um "exemplo" no campo, porque não posso colocar uma das minhas pesquisas como argumento?

E, finalmente, só para concluir esta parte e passar para a "conclusão", "argumento" é algo do qual se tira uma conclusão. Sendo assim, os argumentos demonstram (em parte) qual será a conclusão geral de uma redação. Mas e aquela história de "cada um entende de um jeito"?


Conclusão

Isso não faz parte do assunto mas... é nessa hora que acaba a tinta da impressora, é nessa hora que o office trava, é nessa hora que você bate duas letras ao mesmo tempo, é nessa hora que dá queda de energia, é nessa hora que a folha enrosca, é nessa hora que você escreve errado à caneta, é nessa hora que rola isso:



Aliás, fodona essa música... Mestre Raul, eu o saúdo!

A conclusão, como já disse antes, é o resumo e (talvez) a solução viável para o problema exposto no texto.

Tudo na vida é relativo, tudo, tudo mesmo. Qualquer dia explico isso melhor, mas deixarei assim por enquanto. Dentre tudo que é relativo, a "solução viável", é umas das que apresenta mais "relatividade": para você, a "solução víavel" do racismo é a mudança do governo e da educação, enquanto que para mim, "solução viável" pode ser o assassinato de todos os amarelos, rosas, pretos, rosas, vermelhos e, novamente, são paulinos.

E se você me acha racista por usar a palavra "pretos" (e/ou "amarelos" e "vermelhos"), VÁ PRA PUTA QUE LHE PARIU seu moralista otário! Você devia mais é ter ORGULHO de ser o que é. Você devia ser (pelo menos nessa parte) como o Negão. E FODA-SE se "negão" também lhe ofende.

Enfim, "solução víavel" é uma parte horrível das dissertações, só alguém muito babaca para resolver implantar isso na gramática. Aliás, se essa (as) pessoa (as) foi (foram) babaca (as) à esse ponto, provavelmente ela (as) tinha (tinham) vergonha de sua etnia.


Temas idiotas

Taí algo que me irrita: os temas das dissertações.

Já pararam para pensar o quão idiotas e clichês são esses temas? São sempre os mesmos: corrupção, aborto, política, consumismo, armas, violência, drogas, meio ambiente e "Minhas Férias".

"Minhas Férias" é de longe o pior.

É a primeira dissertação que você faz (verdade, é uma dissertação) e é bem capaz de ser a última que você fará.

O mais incrível em relação aos temas dissertativos, são os textos de apoio para tal dissertação. É realmente espantoso o qual monocromáticos são tais textos. São sempre as mesmas idéias: vamos reclicar garrafas PET, vamos votar em partidos melhores, não vamos usar drogas, vamos botar mais políciais nas favelas, não vamos deixar derrubarem a Amazônia.

Quantas vezes você já não viu isso? Ou melhor (ou pior...), quantas vezes você já não USOU isso?
Foi porque você quis? Ou não estava com saco para pensar? Ou foi forçado a isso (já falo sobre esse tópico)? Qual a divina influência que te levou a ser tão criativo à esse ponto?

E só para ser chato: quantas vezes você fez uma "Minhas Férias"?


Os carrascos

Ahhh... professores! Responsáveis por tantos sofrimentos em nosso período escolar... desde provas surpresas até "vou recolher o trabalho que era pra hoje" (que óbviamente é descendente do "trabalho para amanhã, das páginas 5 a 17, feitos à mão", obviamente proferido no último minuto da última aula do dia).

Nossas professores são os que nos dão (ou não) nota, seja em trabalhos, provas e em redações. Normalmente, este cargo fica por conta do professor de Português, mãs há exceções.

Basicamente, o prefessor lê sua redação, aponta seus erros gramaticais, lê mais uma vez (lembrando, eles estarão vestindo a cara de "nooossa... tá uma porcaria! olha só o "m" desse um aí, parece uma cobrinha!") e lhe dá sua nota.

Digamos que uma redação tenha valor 5, é uma dissertação e o tema é "corrupção". Se você tenha fazer uma disposição diferente, se tenta ser criativo, se você se expressa de um método que seu professor nunca viu antes, sua redação é logo catalogada como "indgna de atenção."

Toda sua criatividade, toda a sua vontade de fazer a redação é imediatamente MINADA pelo professor. Ele não lhe dá a chance de mudar, de inovar. Você TEM que fazer do jeito "certo", e se você pergunta o porque, recebe como resposta um "porque sim!". É simplesmente frustrante ser cortado assim, já perdi tantos pontos com isso, que fecharia facilmente 2 matérias com esses mesmos pontos. E sabem o que me deixa mais puto nisso tudo? É que GRANDES ESCRITORES, tidos pelos professores como "gênios","ídolos", NÃO SEGUEM tais regras.

Já pararam para pensar nisso? Vários dos grandes artistas simplesmente jogaram no lixo as regras de suas respectivas áreas. Veja se Vinicius de Moraes estava ligando para repetições, veja se Agatha Christie ligava para deixar suas próprias experiências fora de seus livros. E por que esses caras (e mulheres) são tidos como gênios? Porque ELES RE-CRIARAM A PORRA DE SUAS ÁREAS!!!!

Como é que os professores esperam "novos gênios" se eles fazem questão de acabar com toda a criatividade, com todo o "cérebro inventivo" dos alunos? Porra, Carol, VAI SE FODER!


Capacidade, forma de pensamento e ideologia

Agora terei de me esforçar para fazer vocês entenderem (mesmo que só um pouco) o que estou para escrever, por isso será uma explicação meio longa... isso seria tão mais fácil se fosse ao vivo...

Todo ser vivo tem um limite de compreenção: ninguém pode exigir de uma formiga os 5 primeiros dígitos de pi, por exemplo. O mesmo vale para nós, seres humanos (porque não valeria...?): individualmente, todos temos um limite.

Esse limite é como uma barra de vida num jogo: com experiência é possível aumentar tal limite. Não depende de tempo, de idade, depende de disposição, vontade. Por exemplo, o limite de Alfredo pode ser 15, enquanto o do irmão gêmeo dele (o Carlos), pode ser de 17 (não necessariamente em números). O único jeito de ganhar experiência, é fazendo coisas.

Não importa o que seja: desde cortar a grama até ler O Guia dos Curiosos (série muito boa aliás), o que importa é que você está fazendo. Mas tem um "porém" (claro, nada é tão perfeito assim): enquanto uma coisa "A" dá 3 de experiência, "B" dá "1". O que quero dizer é: de nada adianta insistir em coisas sem valor real.

Sendo mais específico, seu ganho, sua experiência não vai aumentar (ou vai aumentar pouco) se você só fizer coisas idiotas e sem sentido: ouvir músicas ruins, ler coisas ruins, pensar coisas ruins. Respectivamente: funk, Paulo Coelho e "muito gostosa a irmã do Alberto!" (ela é mais nova que ele e o Carlos).

Pois é... eu também não acreditei... E não, não botei a foto por causa dos peitos dessa garota.

Esse limite (como qualquer outro "limite") não pode ser ultrapassado, é praticamente impossível para uma pessoa entender, pensar, fazer algo além de se limite. Lembra da formiga e o pi? É a mesma coisa. Forçar algo para além desse limite faz com que a pessoa entre num tipo de "coma": ela passa pelos 4 primeiros estágios de Kübler-Ross, mas TRAVA no 4º, não chegando na "aceitação".

Outra coisa muito importante: depois de algum tempo fazendo as mesmas coisas, elas param de lhe dar experiência, param de aumentar seu limite. E por isso é SEMPRE bom aprender coisas novas, fazer coisas novas. Quem ouve funk e faz churrasco em cima da laje a vida toda tem mais é que morrer no buraco mesmo.

E sim, tenho um tremendo preconceito contra pessoas sem capacidade intelectual.

Agora que já expliquei esse limite, vou para o próximo passo: a ideologia.

Com base no limite de cada um (sempre que escrevo "limite" aqui no post lembro dos "limit" em Kingdom Hearts 2), as pessoas formar sua opinião sobre as coisas. Com menos experiência, com um limite menor, menor, mais sem importância e sobre menos coisas é a opinião. Se seu limite é 15, você terá opinião de valor "C", com influência "D" e sobre "F" coisas.
O oposto também vale: quanto mais experiência, quanto maior o limite, maior, mais importante e sobre mais coisas é sua opinião.

Por exemplo, uma pessoa com experiência "15" diria que Kingdom Hearts é um jogo "legalzinho":



Enquanto uma pessoa com experiência "45" falaria dos prós e contras do jogo. Os prós são os personagens e a jogabilidade, enquanto os contras são os mapas e o tempo de jogo (que é bem parecido ao seu "pai", Final Fantasy).

Quando juntamos "ideologia" e o "limite" temos a limitação da ideologia: Uma pessoa com limite "15" não terá uma ideologia de valor "17". Não sei se vocês entendem o que eu quero dizer (se você ouve funk, lê Paulo Coelho e/ou fica desenhando a irmã do Carlos pelada, pode se considerar ofendido), mas vou tentar explicar melhor:

Digamos que a irmã do Carlos e do Alberto tem uma amiga chamada Renata. Renata tem limite "25". Ela vai estudar na casa da amiga e pede ajuda para o Alberto, numa questão de filosofia. Só para deixar claro: ambas estão estudando na sala, enquanto o pai de Carlos, Alberto e da irmã deles está no sofá ao lado, o que impossibilita qualquer "gracinha". Enfim, Alberto vai explicar para Renata o significado da frase "Os males não cessarão para os humanos antes que a raça dos puros e autênticos filósofos chegue ao poder, ou antes, que os chefes das cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente.", que é de valor 30.

O mesmo vale para os professores: se, numa dissertação, usarmos uma ideia, uma forma de pensamento de valor "40" e o professor tiver limite "35" ele não vai entender o que você quis dizer, ele não vai processar a informação.

O meu é um Core 2 Duo T5750.

Por melhor que seja sua ideia, seu professor irá rejeitá-la. Não que ele faça isso por mal (mesmo que ele odeie você), mas ele não consegue - não é "não quer" - entender o que você tenta mostrar a ele. É como em muitos jogos (inclusive Kingdom Hearts): há um limite de habilidades que pode ser aumentado, mas não ultrapassado (diga-se de passagem, já upei o Sora até poder usar todas).

Você "não pode" propor que a solução do aquecimento global é encher a órbita da Terra de espelhos, enquanto seu professor acha que isso é físicamente impossível. O mesmo vale para as dissertações (que podem tratar o aquecimento global e ter como "solução viável" os espelhos - e é aí que entra aquela história de relatividade): não adianta você apresentar uma dissertação boa, com um bom conteúdo, se esse conteúdo ultrapassa o limite do seu professor. Essa dissertação será enviada, devolvida, pedida de volta, perdida, encontrada de novo, abrir um inquérito a respeito, perdida de novo e finalmente deixada três meses sob um monte de turfa, para depois ser reciclada como papel para acender fogo.

Agora acho que vou meio que puxar o tapete de vocês: nessa explicação toda falei de valores (15, 25,40, A, B, C...). Foi só para explicar realmente. Não há um valor real para esse limite, não há como medi-lo. Outra coisa (da qual já falei) deve ser levada em conta: a relatividade. O limite varia de assunto para assunto: enquanto o limite é "A" (lá vamos nós) em questões sobre religião, em questões de esportes pode ser "K".

O que eu quero dizer com tudo isso é: não importa se a sua dissertação for o melhor texto já feito do Universo, se seu professor não tiver a capacidade, o limite, para entendê-lo, seu texto será tratado como lixo.


Pós-trauma

Desde que eu era pequeno (lááá na primeira série) gostava de escrever. Redações idiotas (em sua maioria, eram narrativas) e "Minhas Férias" (que também é idiota) enchiam horas e horas de aulas. Por volta de 5ª série tudo desandou: iniciou-se as dissertações "de verdade".

Feliz ou infelizmente, consegui passar "sem muitos problemas" por isso, mas tem quem não consegue.

Após ter todos os seus sonhos pisoteados, suas ideias revolucionárias destroçadas e sua inspiração metralhada, há quem não consiga resistir. Conheço várias pessoas que sabem (relativamente) bem o Português, mas na hora de criar um texto, travam. E não apenas dissertações, mais descrições e narrações também. É como uma fileira de dominós: derrubou um, derrubou todos.

E por que isso é ruim? Porque aí essas pessoas escrevem coisas assim:



Tá, a culpa não é só dos professores, mas eles não ajudam em nada.


Minha conclusão

Todos os "ideia" que você viu neste post tiveram de ser corrigidos, pois agora não tem acento.

Enfim, redações escolares costumam ser extremamente frustrantes de escrever: os assuntos são chatos, os critérios da avaliação são chatos, as "soluções viáveis" são chatas, enfim, quase tudo é chato. Não há espaço para novidades, é o mesmo problema do comércio, da indústria, dos serviços: os revolucionários são agora os que comandam, e como lucram, deixam de fazer revoluções.

Mário de Andrade seria esquartejado hoje em dia. Machado de Assis passaria por torturas dignas da Idade Média. Blogueiros não existiriam... ainda bem que ninguém me considera (nem eu mesmo) blogueiro...

Centenas de grandes ideias são apresentadas em texto, mas não tenho dúvida que muitas são rejeitadas, seja por professores ou qualquer outro "juiz", o que pode fazer com que a pessoa que teve tal ideia, desista da mesma. Imaginem por um momento se isso acontecesse (ou já aconteceu) com a cura do câncer, com a emissão extra de CO2 na atmosfera (que fique claro: nem todo CO2 é maléfico para o planeta), com um veículo 100% ecológico, com o uso de células tronco, com nanorobôs, com qualquer outra coisa importante (ou não), que faz (ou não) diferença.
Pois é.

Para alegrar as coisas e comemorar os 55 anos (foi dia 31 de Março) do Mestre Angus Young:



Eu sei que não tem nada a ver com o tema do post, mas não posso deixar passar em branco. E convenhamos, AC/DC nunca é demais.

Mas por pior que seja, redações são úteis, mas só se bem feitas, com temas e soluções decentes, bem como "jurados" decentes. De nada adianta mostrarmos a solução definitiva da a apendicite para uma formiga, e acreditem, isso seria muito útil (né não, Negão?). O que nos resta fazer é proporcionar o aumento do limite de cada um, criar experiências, e isso sim é uma "solução viável" de verdade.

Só para constar: Carlos, Alberto, a irmã deles e a Renata são personagens fictícios.
Carol é minha professora de português.

See ya!
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