sábado, 24 de abril de 2010

Testes vocacionais e bombons

Aeww cambaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaa!!!!!!!!

Irei aproveitar o motivo de eu não ter feito os links da semana mais cedo para fazer o post de hoje: teste vocacional.

Pois é. No post (chato) de hoje vocês verão (ou não) reclamações e constatações acerca deste teste que supostamente lhe diz no que você é bom.

Simbora!


O que é


Teste vocacional é um teste (jura?) que tem como objetivo avaliar suas afinidades e capacidades e lhe mostrar em que profissões você se sairia (supostamente) melhor. É basicamente o que um vidente faz, só que ao invés de cartas e bola de cristal são usados gráficos e estatísticas.

Num teste vocacional você responde perguntas em relação ao que gosta de fazer, classifica profissões, faz exercícios de lógica, avalia seus hábitos, enfim, são testes nos quais você fala do que gosta e o que não gosta, seja em relação a profissões, atividades, costumes, características.


Como

Durante um teste vocacional são feitos vários tipos de testes, como falei alí em cima. Desde múltipla escolha até ordenar preferências, passando por pirâmides, perguntas e respostas, nível de identificação com algo e questões de lógica e raciocínio.

Há centenas de testes vocacionais na internet, muitos são de múltipla escolha e/ou de identificação. De forma geral, o que todo teste vocacional faz é avaliar sua pontuação e lhe dar uma lista de aptidões suas, ou seja, características que são necessárias em determinadas profissões.


Internet VS laboratório

Falta de uma foto boa para por mesmo.

Temos milhares de testes vocacionais na internet, basta uma pesquisa rápida em qualquer motor de busca e centenas de sites aparecerão (não vou por os links, folgados!), mas quando comparados com os testes feitos ao vivo, "em laboratório", eles são bem incompletos.

Na internet, o que lhe dá o resultado do teste é um código pré-programado, ou seja, imparcial. Sendo um teste vocacional, o resultado tem de ser, obrigatóriamente, parcial, afinal, ninguém é igual a ninguém (feliz ou infelizmente). Esse é o principal fator pelo qual o teste de laboratório é melhor: cada pessoa é avaliada de uma maneira, individualmente, sendo assim, o resultado pode ser completamente diferente do que daria na internet.


Tempo e resultado

Os testes vocacionais costumam demorar para serem feitos. Não que sejam difíceis ou complicados, mas pelo simples motivo que você tem que avaliar tudo com cuidado: uma resposta errada pode alterar o resultado final, e eu duvido muito de que alguém goste de ser limpador de esgoto.

Num teste assim, você faz basicamente 2 tipos de teste: o de raciocínio e o de auto-conhecimento (com ou sem hífen...), então vamos por partes:


Raciocínio

Os testes de raciocínio são os de português, matemática, ciências, enfim, coisas do tipo. São aqueles que lhe mostram uma sequência e te pedem para falar qual o próximo na ordem, aqueles que lhe dá uma imagem e pede para marcar a opção que melhor corresponde à mesma ou ainda a que lhe dá uma sequência de números e lhe pede os próximos números desta sequência.

Normalmente são esses os testes que tem um tempo determinado para serem feitos e variam entre "ridiculamente fácil" e "PUTA MERDA!".


Auto-conhecimento

Nesses testes você tem que marcar características que você possui, classificar coisas em ordem de preferência, responder à perguntas, definir suas principais características e fazer uma análise sobre você mesmo. É meio que ir à um psicanalista, sentar no divã e fazer um resumo de si mesmo para alguém que você nunca viu... É, o cara que consegue fazer uma mulher fazer isso é realmente um gênio... Salve, Mestre Freud!!!

Enfim, estes são os testes mais demorados, pois como falei, é o tipo de teste minucioso, que pode facilmente alterar o resultado se for feito errado.


O teste que eu fiz

Pois bem, esta sexta-feira (dia 23/4) e na sexta-feira passada (16/4) fui fazer junto com o Negão (e mais umas 50 pessoas) um teste vocacional (que agora chama "orientação profissional") e isso explica o atraso nos links da semana (aqui e aqui).

Enfim, na primeira fase do texte fizemos a parte de raciocínio lógico. Aliando o tempo curto para fazer os testes (terminei todos antes do tempo, HÁ!) e uma conversa do caralho por parte de acéfalos incapacitados de calar a boca, tive uma maravilhosa dor de cabeça o que é muito interessante, pois se formos parar para pensar, nenhuma adolescente alega dor de cabeça na "hora do vamuvê", mesmo falando mais alto que uma turbina de avião e mais rápido que a velocidade do som.

Ontem (sendo hoje um sábado) foi a segunda, e final, parte do teste. A parte de auto-conhecimento é a mais fácil, uma vez que é sobre você (a pessoa que mais conhece a si mesmo) e não envolve pensar em soluções, ou seja, não há certo e errado. Depois de ter que refazer o primeiro teste (porque escrevi errado - pode rir, Negão - na folha) e fazer o segundo e último teste, eu e o ser afro-descendente mais famoso neste blog ficamos esparando (foi a vez dele ter dor de cabeça...) o senhor Ricardo.

Deixem eu lhes apresentar: Ricardo é nosso professor de química. É um filho da puta. Aliás, é gay. E também esclerosado e FDP por deixar nós dois esperando. Diga-se de passagem estava ventando e chovendo. É.

Enfim, nesta última parte do teste nos deram chocolate. O resultado sai apenas em julho, o que também é interessante, pois não são nem 70 testes, e até julho há pelo menos um mês. Obviamente a examinadora (nem sei o nome dela...) só vai trabalhar nestes testes lá pro final de maio.


Testes vocacionais são individuais

Individual
adj. 2 gén.
1. Do indivíduo.
2. próprio do indivíduo; peculiar; particular.

Pois bem, eis algo que perturba tanto à mim quanto ao Negão: a incapacidade das pessoas de entenderem o que significa "individual". E não falo apenas de testes vocacionais, mas em absolutamente tudo na vida (e sim, incluo provas nisso).

Um teste vocacional tem como objetivo mostrar as SUAS características e no que VOCÊ se sairia melhor profissionalmente. Agora me responda: de que adianta você fazer um teste assim SE VOCÊ VAI COLAR A RESPOSTA DE OUTRA PESSOA?!?!?!?!

Sério mesmo, é completamente ilógico! Você além de ter o trabalho de colar, vai ter um resultado que não é seu e ainda por cima atrapalha quem entende para que serve um teste desse tipo. Mas até que é bom, porque se julgarmos as aptidões dessas pessoas seguindo esse rumo, com toda a certeza o resultado será algo como "vagabundo profissional", "bucha de canhão" ou "incapaz de exercer qualquer profissão", pois tem que ser MUITO burro e idiota para colar num teste vocacional.


Os testes e a escolha da profissão

Muitas pessoas confundem a função de um teste vocacional: pensam que o resultado do teste é o que você deve fazer, e isso, obviamente, está errado. Um teste vocacional tem como função mostras suas principais características e ligá-las a profissões que pedem estas características, ou seja, os testes apenas lhe mostram profissões nas quais você pode vir a se sair bem e não o que você tem que fazer.

Já vi várias pessoas achando que, depois de ver o resultado de um teste, que seu futuro estava decidido, que uma daquelas profissões seria a de sua escolha. Claro que isso está errado. Sim, você pode vir a seguir uma dessas profissões, mas pode seguir outras completamente diferentes, e se dar bem nela. Já vi vários casos assim também: alguém tem características "boas" para (por exemplo) engenharia e segue como profissão letras (que deve ser chato pra caralho, mas tem quem goste...), ou seja, o teste deu uma profissão na área de exatas, mas isso não significa que você não saiba fazer outras coisas, no caso, uma profissão da área de humanas.

Para resumir: um teste vocacional não escolhe sua profissão, só te mostra no que voce pode se sair bem.


Resultados dos testes e suas escolhas

Como falei alí em cima, um teste não determina o que você tem que fazer na sua vida, entretanto pode influenciar sim na sua escolha. Se você não tem as características mais prezadas para uma determinada profissão, mas se estas mesmas características são "valiosas" para outra profissão, completamente diferente da primeira, talvez (e só talvez) você deva pesquisar acerca dessa nova profissão.

Não quer dizer que o teste vá mudar sua escolha, pode mudar, mas não é algo necessário. Mas na maioria das vezes, o teste vocacional pode lhe dar sua primeira escolha (ou não) e mesmo antes de descartar a ideia, seria melhor você pesquisar sobre ela também. Claro, você pode descartá-la também e dizer que o teste é um lixo, mas ninguém poderá falar que você não tentou.

De qualquer modo, o teste deve lhe ajudar a escolher ou lhe dar opções para escolher, nunca escolher por você. Num primeiro momento, o resultado pode não lhe agradar, mas se você pesquisar pode encontrar o que gosta. E pode acontecer o oposto também: o resultado pode lhe agradar, mas depois você pode notar que não gostou de nenhuma das escolhas. Para resumir a história, é bem provável que o teste vocacional te deixe mais indeciso do que antes.


Fazer o teste cansa

Como o Negão bem lembrou, testes vocacionais cansam. Os testes costumam ter longa duração, o esforço mental é grande, precisa de muita concentração, enfim, é mentalmente exaustivo. Aliados com os infelizes que não calam a boca dos quais já falei, dor de cabeça e sono são sintomas comuns.

Deve ser chato para o examinador também, afinal, ele (ou ela) fica olhando você fazer o teste, apenas marcando o horário. Só depois que todo o teste é feito é que o trabalho do examinador realmente começa, ou seja, o tempo que você leva para fazer o teste é o tempo que o examinador fica fazendo porra nenhuma. E quem, assim como eu, já ficou horas sem fazer nada, sabe o quão cansativo é.


Profissões desvalorizadas

O cara acima, como você deve saber, é Jaime Rascone: o testador de prostitutas profissional.

Os testes vocacionais estão infinitamente atrasados em relação às profissões existentes no mercado. Profissões como a do senhor Rascone não existem em testes vocacionais. Nem gamer, testador de camisinhas, fotógrafo de modelos, provador de comidas (comidas de verdade, seu tarado!), zelador de ilha, testador de cama, analista de parque de diversões nem muitos outros empregos excelentes que existem no mundo. Isso, caros leitores, é uma completa heresia!!!

Como alguém pode escolher entre isso:

E isso:

Se este último não é uma das escolhas disponíveis no teste?! Eu sei, vocês não estão pensando em provador de comidas como profissão, mas este é um blog de família. Tá... quase.


Minha conclusão



Para comemorar este post, Men at Work!

Depois desse clássico, vamos ao resumo do post: testes vocacionais, por mais chatos e cansativos que sejam, são muito úteis na hora de lhe dar escolhas e ideias de profissões, mas precisam ser atualizados. Deixando de lato toda (ou quase toda) a putaria, nos últimos 10 anos surgiram centenas de novas profissões no mercado de trabalho, não é mais medicina-engenharia-direito.

Em relação aos testes vocacionais, as pessoas tem de ter 3 coisas em mente: é individual, não é o teste que escolhe seu futuro e os testes não são à prova de falhas. Não adianta colar num teste vocacional, do mesmo modo que não é um papel escrito que decide sua profissão e do mesmo modo que os testes são falhos. Veja bem, se for um teste feito na internet, ele será programado para dar um determinado resultado, não é um teste seu. Já se for feito "em laboratório", o examinador é humano, humanos erram. Logo, não é um resultado absoluto.

Enfim, testes vocacionais são bons e úteis, mas não devem ser levados tão a sério (nada deve...). Quem escolhe é você (ou se você for muito burro, seus pais), afinal, é seu futuro, seja este uma merda ou não. No final o que importa mesmo são as festas na faculdade, então pra que a preocupação, não?

Para terminar o post (é tão bom terminar antes das 10 da noite...) quero dizer que pretendo matar meu professor na próxima aula, então não estranhem uma parada súbita nas atualizações aqui.

See ya!
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