sábado, 14 de agosto de 2010

Vícios Matinais: Sting in the Tail do Scorpions

Aeeeeeeww cambaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaa!!!

Hoje começo uma coluna que eu queria fazer já faz um bom tempo, mas por preguiça e por não saber como começar, foi ficando de lado. É bem provável que esse post fique uma porcaria, mas o que me interessa mesmo é encher a internet com mais coisas inúteis (porem mais inteligentes do que na TV).

Bem, durante muitos anos vi, escutei e li coisas inúteis, coisas idiotas, coisas bem "cultura pop". Hoje em dia pratico menos esse exercício, mas nada que signifique que estou tão desatualizado. E em muitas vezes, é esse conhecimento em coisas sem noção que me ajudam aqui no blog, portanto, esta coluna será voltada não só para coisas inúteis (porém divertidas), mas também para análises de filmes, músicas, programas de TV, jogos e qualquer outra coisa do tipo.

Então, para começar bem, vamos de Scorpions:



Simbora!!!


A Banda

Scorpions é uma banda super foda pra caralho criada em 1965 na Alemanha e que anunciou (para a minha - e a de muitas pessoas - infelicidade e desespero) que irá encerrar sua carreira nesta última turnê, a Sting in the Tail, nome que também batiza o último CD da banda.

Com várias mudanças no elenco nesses 45 anos de carreira, atualmente a banda conta com Klaus Meine (vocal), Rudolf Schenker e Matthias Jabs (nas guitarras), Paweł Mąciwoda (no baixo) e James Kottak (na bateria).

Com 20 álbuns já lançados e mais de 120 milhões de cópias vendidas, o Scorpions varia entre o Hard Rock, Slow Rock e Heavy Metal (para ser sincero, essa história de classificação de estilo musical está tão desfigurada que fico com os dois pés e uma mão atrás), tendo como sucessos "Wind of Change", "Rock You Like a Hurricane" (o primeiro vídeo aqui do post) e "Still Loving You".


O álbum

Como falei alí em cima, Sting in the Tail é o último álbum da banda e é dele que falarei hoje. Foi lançado em 19 de março de 2010 e conta com a participação de Tarja Turunen:

A Islândia é ou não é legal?

O álbum possui 12 faixas e uma música bônus e será delas que falarei a seguir e no final uma conclusão sobre o álbum completo, com minha opinião sobre a banda, as músicas e tudo mais.


Raised on Rock



O álbum já começa com um solo de guitarra e uma letra que faz referêcia à alguns símbolos do Rock (e da história do mesmo), mas admito que não esperava uma música com tantas rimas quanto essa (guardem isso, é algo constante nas músicas desse álbum).

Com um bom casamento entra a letra e a música em si, é um bom começo... mais fraco do que eu esperava, mas de 0 a 10 dou um 9... mas só por causa que achei a letra meio "estranha"... boa, mas "estranha".


Sting in a Tail



A parte musical é muito boa, mas não gostei da letra... digo, mesmo sendo a música que nomeia o álbum e a turnê, e que tem tudo a ver com o nome da banda, ela é meio fraca. É o tipo de música que você gosta mas ouve sem notar que ouviu, portanto 7 para ela.


Slave me



A primeira grande letra do álbum erra (por MUITO pouco) na parte instrumental. A letra é excelente o que apaga um pouco a parte instrumental. Não que esta seja ruim nem nada, é boa sim, mas não ganha destaque por causa da letra, que é realmente incrível, o que lhe garante um bom 8.


The Good Die Young



A primeira grande música do álbum. The Good Die Young junta muito bem letra e instrumentos... é o tipo de coisa que eu espero do Scorpions (apesar da citação à Deus... o que me deixa meio irritado seja onde e como aparece).

É a primeira música "mais suave" do álbum, mas foi nela que pensei "acho que vale à pena comprar o CD" a primeira vez que ouvi... a nota não poderia deixar de ser 10.


No Limit



Esse é o tipo de música que se você está num carro e ela começa a tocar, você pensa "essa é legal" e fica balançando a cabeça enquanto canta em voz baixa, mas não passa disso. Mais um 7.


Rock Zone



Se você tem o Rock no coração e acha que está sozinho num mundo cheio de pessoas vestidas com as cores do arco-íris, essa música é para você. Infelizmente é outra que passa sem você perceber se não estiver prestando atenção à música, portanto, mais um 7.


Lorelei



Simplesmente não gostei. Tem rimas demais, "Lorelei" é um nome que não fica bom em inglês, é uma música bem mais lenta que as outras, o que quebra o rítmo do álbum. Falo com toda certeza que é uma das (2) piores ou a pior música de todo o álbum. Para mim, um 4 está de bom tamanho.


Turn You On



Sem sobra de dúvidas uma das melhores do álbum. Se quando eu ouvi The Good Die Young pensei se valia à pena comprar o álbum, em Turn You On minha certeza subiu para 90%.

Instrumentalmente é incrível, com uma letra no bom estilo do Rock de anos atrás: parece que a letra não tem nada a ver com o refrão, mas olhando com atenção você vê algumas insinuações e o bom espírito da boa música. Se for para ter qualquer "coisa a mais" com alguém no show dos caras, essa é a música. Simplesmente 10.


Let's Rock



Passei em branco por essa música quando ouvi também. Fiquei até meio surpreso ao ver o nome dela para colocá-la aqui no post. Não tem uma letra muito criativa (nem o nome) e por melhor que sejam os solos, não é uma música que chama atenção... é mais o tipo que se ouve ao fundo numa loja de discos antigos do que um lançamento, o que lhe garante 6 no boletim.


Sly



Outra que passou batido por mim e que quebra o rítmo do álbum. Não tem uma letra nem uma parte instrumental impressionante. Parece que foi feita apenas para dar um descanço para a banda durante o show, portanto, justifico aqui a nota 6... o pior é que é a música mais longa do álbum.


Spirit Of Rock



A melhor música do álbum, a que me fez querer comprar o troço, a que me deu esperanças em relação à vida do Rock. União perfeita entra letra e os instrumentos, rítmo incrível, rimas na dose certa. Um verdadeira obra de arte. 10 e somente 10 seria justo.


The Best Is Yet To Come



Outra música incrível. Com a energia já renovada por causa de Spirit of Rock, The Best is Yet to Come faz você realmente crer que o título da música é verdade. Outro 10, não só pela música em si, mas pela sensação que ela passa. Outra verdadeira obra de arte... ótimo final de álbum...


Thunder And Lightning (música bônus)



Uma música que segue os padrões: tem várias rimas, alterna entra partes lentas e partes "rápidas", tem solos, introdução, refrão, enfim, tudo certo e por mais incrível que pareça, não fica chata, não fica clichê. É uma boa música, não passa batido, mas também não chega a impressionar tanto... é uma música que deveria estar no álbum ao invés de ser bônus... nota 7 para ela.


Minha conclusão

Sting in the Tail varia entra músicas muito boas e músicas que passam despercebidas, o que não deixa de ser um erro de "programação", por assim dizer. O álbum encerra muito bem a carreira de uma banda tão foda quanto o Scorpions, deixando aquele gostinho de "quero mais" e de "POR QUE CARALHOS ELES VÃO PARAR?!".

Na primeira vez que ouvi o álbum, a maioria das músicas passou por mim como uma gota passa para o oceano. Se não fosse The Good Die Young, Spirit of Rock e The Best is Yet to Come, teria simplesmente ouvido o álbum inteiro, soltaria um "é bom" e já o colocaria entre meu arquivo, ouvindo apenas de vez em quando. Mas obviamente não vai ser assim. O álbum tem grandes sucessos e músicas muito boas (caso de Raised on Rock e Slave Me). Algo que já aconteceu bastante (e feliz ou infelizmente ainda acontece) é que a música que dá nome ao álbum, que era para ser a melhor, falha. Não que Sting in the Tail seja ruim, mas não chega aos pés de Rock Zone (apesar de eu ter dado a mesma nota para as duas).

Ouvi o álbum pensando no show, e não há dúvidas de que este álbum foi feito para a banda se despedir de seu público, coisa que fica clara em The Best is Yet to Come (que eu apostaria minha mão de que é a última a ser tocada no show) e Spirit of Rock. O álbum deixa claro, desde o começo, que a banda está no fim, mas que apesar disso, que os integrantes querem manter o Rock vivo, afinal, jamais veremos um "são o novo Scorpions" no mundo musical.

Aqui no Brasil a turnê passa por João Pessoa (11/9), São Paulo (18 e 19/9), Curitiba (21/9), Brasília (22/9) e São Luís (24/9) e (para variar um pouco) estou louco para ir, mas por ironia do destino, não disponho de 600 pilas para pagar um camarote, já que todo o resto está ocupado. Os ingressos podem ser comprados em diversos lugares e no site. Caso você ache ingressos, compre um para mim, ok?

Como nota geral, Sting in the Tail ganha um 8 (sim, arredondado) não só pelas músicas, mas pelo que as músicas passam. Apesar dos quebra-clima que tem no meio, definitivamente é um ótimo álbum, que vale à pena ser comprado e ouvido diversas vezes. Creio realmente que a banda encerra sua carreira com grandes músicas e uma grande turnê (a qual não vou me perdoar se eu não for). Se antes era incerto, agora não há dúvidas de que o Scorpions é uma grande banda e que ficará na hiostória da música.

Então, nada mais justo que termina esse post com a frase mais significativa, não só do álbum e da carreira do Scorpions, mas também de toda a música mundial: The spirit of rock will never die!

See ya!
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