segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não assine o canal, não dê joinha e não assista o último vídeo!


Aaaaaaaaaaaaaaaaeeeeeeeewwwwwwww cambaaaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaaaaa!!!!!

Eis que estamos a menos de dois anos do fim do mundo! E o blog chega neste que será (ou não) o ano em que completará 24 meses (é, pois é) de "vida". Mas sem mais delongas, vamos aos já costumeiros avisos de início de post.

Não teve links da semana semana passada (uma vez que Domingo é o primeiro dia da semana) por um motivo bem simples: esqueci e só lembrei tarde, momento no qual a preguiça falou mais alto. É isso aí, começando o primeiro post do ano já falando que não fiz o que deveria ter feito. De qualquer jeito, a partir do post de hoje já aviso que os posts serão (?) postados como sempre: com atrasos, desculpas idiotas e textos gigantescos e chatos... o que me lembra que eu preciso fazer mais 3 Acordes.

E também esqueci de trocar o banner de Natal pelo de Ano Novo (que estava pronto)... é uma vergonha, eu sei. Mas fazer o quê? Vocês estavam se embebedando com champagne barata e não estavam aqui lendo! E não, eu não bebo champagne. E também não mudei o fundo do Twitter (lê-se "esqueci de entrar naquela merda e só notei isso agora que estou escrevendo o post"), o que me lembra que eu ainda tenho que fazer um background para este ano.

E sabem o que mais? Não tenho ideia para o post de hoje! YEEEEEAAAHH!!!!!!!!!!!!!!!! Isso sim é começar o ano no melhor estilo clássico do blog, tô até orgulhoso de mim mesmo!

...

E como já se passou umas horas desde que comecei o post e já falei bastante, vai aí uma música para alegrar vocês (e demorei mais 3 horas para achar esta música):



E já tenho o tema do post de hoje!!! E sem mais enrolações e avisos, vamos ao post!

Simbora!!!!!


Vlogs

Videoblog nada mais é que um formato de blog para quem não sabe escrever e um formato de podcast para quem não sabe falar. Ter um blog escrito significa que sua vida social beira o zero, enquanto que ter um vlog significa que sua vida social sequer chegou a existir. Para deixar mais claro para vocês, coloquemos da seguinte maneira: enquanto blogueiros apanham na rua, vlogueiros (se isso não existe, que os créditos sejam dirigidos à mim a partir de agora) além de apanharem na rua também apanham dos familiares, em casa.

Só para contextualizar um pouco, os vlogs surgiram na década de 90 e graças ao YouTube ganharam uma fama maior. Obviamente que se você é brasileiro e tem mais de 9 dias de vida, você sabe que ano passado os vlogs viraram mania aqui no Brasil graças ao PC Siqueira, então não há muito o que falar (notem aqui a ironia entre a frase e o tamanho do post).

De um jeito ou de outro, um vlog é o meio termo entre o escrito e o falado. O vlog vai te servir para uma única coisa apenas: passar o tempo. Enquanto textos e áudio podem te fazer adquirir cultura (só para deixar claro, é algo difícil considerando a internet atual, mas ainda sim possível), um vlog é um programa de TV que é ruim demais até para a TV. Um vlog é pior que o Zorra Total, pensem nisso.


De 2010 para cá

Ano passado milhões de pessoas descobriram os vlogs graças ao sujeito vesgo que não viu Avatar (e que não sabia - na época - que não estava perdendo nada). E como brasileiro não suporta ver algo velho fazendo sucesso, lá foram todos os donos de perfis "u bonde nóis rexpeita" e "Belo minha vydah" pegar suas respectivas cybershot de 3.0 megapixels e fazer vídeos para o "IuTube" (que obviamente seriam colocados no Orkut posteriormente). Já falei da internet de 25 kbps comprada a gato do vizinho?

Com o sucesso dos vlogs crescendo (devido ao número absurdo de gente fazendo vlogs - um mais ruim que o outro), é claro que o formato chamou atenção das empresas de TV (as quais - interessantemente - alegam ser para o público jovem mas só noticiam o que acontece na internet se o troço for EXTREMAMENTE "famoso" e contar com algumas - umas 4 ou 5 - semanas de "vida") que mais uma vez nos presenteou com tops do vídeos mais vistos na internet e entrevistas no nível Hebe Camargo de qualidade.

Uma pausa aqui. Só eu me irrito com jornalistas atualmente? Deixando de lado a palhaçada de não precisar de faculdade para trabalhar no ramo, ainda somos presenteados com perguntas dignas de unhas encravadas (só para citar uns exemplos, deixo aqui a "como você está se sentindo com isso?", a "o que você quer agora?" e "você tem mais informações, NÃO É?!"), porque sejamos sinceros, NINGUÉM é obtuso a este ponto naturalmente. Creio que a culpa seja das faculdades realmente... aulas na linha de "como fazer perguntas imbecis", "porque fazer perguntas decentes é errado" e "como não pensar em absolutamente nada sobre o qua você vai dizer" devem ser parte obrigatória do currículo escolar (aliás, as respostas para as perguntas do parênteses anterior geralmente se referem aos fatos "sua família morreu", "reclame por justiça" e "leia o que acabamos de te mandar ler", respectivamente) em todas as faculdades do país... e tem gente que gosta do MEC!

E não, não é Chuck Norris.

E Negão, se você fizer perguntas ao nível das exemplificadas aqui, favor comparecer no dia seguinte para execução sumária.

Voltando ao assunto, o "boom" (e viva as expressões da década de 70!!!) dos vlogs é claro que não durou muito (afinal, nego não tem capacidade de fazer algo bom, ainda mais por tanto tempo), mas meio que deu lugar para a formação de um cartel no mundo dos vlogs: "grandes" nomes comandando um grande grupo... quase que uma Guerra Fria, só que sem a corrida armamentista. E bem como na Guerra Fria, os vlogs (e seus... vlog tem "telespectador"?) aqui no Brasil se dividiram entre o PC e o Felipe Neto (que é meio que os EUA: surgiu já na metade da brincadeira e tomou conta - é que nem o dono da bola de futebol em campinho de várzea...). Pois é, e foi aí que o troço começou a desandar.


Nem tem um ano ainda!

A história toda começou com o PC Siqueira, há 10 meses atrás. O blog tem o dobro de vida que isso (2 anos em Maio!), o que me faz ter certeza de que meus problemas sociais são realmente graves...

Não me orgulho em dizer que fui um dos primeiros a ver os vídeos de ambas as "celebridades da internet": o PC não contava com mais de 350 visitas quando resolvi assistir o primeiro vídeo (que pipocou - e olha outra gíria antiga aí - em 90% dos blogs na época) e o Felipe Neto sequer passava de 40 visitas... crescimento espetacular, devo admitir. Nesses 10 meses foram entrevistas, matérias, contratos e o caralho a quatro para os dois (se eles reclamarem de 2010, façam o favor de atirar nos olhos deles).

Em 10 meses, coisas que eram por pura falta do que fazer deram origem à isso (75 MANGO!!!! SETENTA E CINCO!!!) e a isso aqui. Não tenho absolutamente nada contra ganhar dinheiro na internet (coisa que aliás será tema de um post este ano... espero...), mas aquela maldita frase, "tudo tem limite", é, feliz ou infelizmente, verdade e esse limite foi ultrapassado respectivamente pelo preço e pela falta de noção do ridículo (e estou usando o "respectivamente" bastante hoje). O foda não é querer vender os produtos, afinal, dinheiro é necessário e esse é um meio fácil, o foda é quando o telespectador (é... é a melhor alternativa...) deixa de ser o MOTIVO para fazer o que quer que seja e passa a ser visto só como consumidor. Porra, vocês realmente acham que quem deu fama para uma pessoa quer ser explorado comercialmente por ela?



Se nem com Buffalo Springfield der para entender, eu realmente acho melhor comprar munição desde agora.

Me emputece (eu tenho que parar com essas gírias...) quando o fator que torna algo possível na internet, ou seja, os leitores, telespectadores, enfim, os fãs, passam para um outro plano que não o de fã. Realmente, é justo pegar alguém que gosta do que você faz e falar para essa pessoa que o reconhecimento dela por você só será válido se ela comprar algo? Tá certo que eu vivo xingando vocês, leitores imaginários, mas nunca fiz nenhum de vocês comprar caneca, camiseta e muito menos toalha de banho... até porque, quem usa CANECA atualmente? Porra, o copo já existe faz tempo!

O mais impressionante realmente é a evolução da coisa: de desconhecidos (bem, quase... o Felipe Neto escrevia o Controle Remoto) para sub-celebridades de primeiro escalão (taí algo estranho... e coerente...) em menos de um ano. Em 10 meses o troço mudou de descompromisso quase que total para abandonar o passado e iniciar uma nova geração de políticos no país... realmente impressionante... botam alguma coisa nas canecas para fazer lavagem cerebral, é a única resposta.


Inscrever-se, gostar e link do último vídeo

Você realmente acha que a intenção original do YouTube não era ter adolescentes idiotas rebolando nos vídeos?

A sessão de pura implicância aqui no post. Acho interessente o costume dos vlogs (e seus respectivos donos) de falar sempre a mesma coisa: "se inscreva no canal aqui em cima", "clique no 'gostei' aqui em baixo" e "assista meu último vídeo que tá 'aqui'!"... sabe aquela história de sujestão mental e tudo mais? Pois é, soa assim aos meus ouvidos... meio que "assina o feed, fala que gostou dessa porra, vai no outro vídeo e faz a mesma coisa, mas assistir não precisa, beleza?!"

Como sou um tremendo (caralho viu...) chato, digo que seu eu quisesse me inscrever, se eu gostar do vídeo e se eu quiser ver outro vídeo da mesma pessoa, eu simplesmente clicaria nos botões, não preciso de ninguém me dizendo isso... não ainda, afinal, o Alzheimer pode chegar quando menos se espera... mas sempre há o jogo da cobrinha para nos alegrar (e eu sei que soou gay, mas se você já jogou pelo YouTube, você sabe o que eu estou falando).


Zoar a si mesmo não é para qualquer um

Algo que muitos tentam mas poucos conseguem é o título de Filho da Puta. Tal "cargo" inclui várias habilidades (como boa memória, velocidade de raciocínio e ser um bom mentiroso), mas uma das principais habilidades é a capacidade para se auto foder (no bom sentido)... porra cara, fazer um vídeo se xingando é tão tosco... porra, Felipe Neto, porra!

Acompanhando os dois nesses 10 meses deu (pelo menos para mim) para notar a diferença entre como eram as coisas (em relação aos vlogs, a internet e aos fãs) e como era o vlogueiro (em parte, claro...) antes de todo o circo armado em cima dos vlogs... sempre gostei mais do MASPOXAVIDA - acho mais natural. Quando o Felipe Neto começou a fazer o Não Faz Sentido pensei que seria algo na linha do blog, algo mais voltado para o intelectual... ahh, a inocência... com o desenvolver do vlog, o Não Faz Sentido passou de um programa de crítica para um programa atrás de fama: NINGUÉM fica famoso de um dia para o outro sem saber o porque de ficar famoso.

Depois do auge do Felipe Neto (o VMB, sua anta) o programa foi deixado de lado (assim como o blog também tinha sido). Pode ver, praticamente todas as atualizações lá (que aliás se tornaram raríssimas) são unicamente para fazer propaganda de alguma coisa. O MASPOXAVIDA obviamente que também tem propagandas de vários produtos, mas é algo mais... natural (é... de novo...), algo menos apelativo... sem falar que as atualizações continuam constantes. O ponto principal do MASPOXAVIDA é que o programa se desenvolveu, mudou do que era no começo, mas não foi buscando apenas os holofotes, não sei se conscientemente, mas ele manteve a base original que era justamente a vida de merda do PC Siqueira. Não tenho dúvidas de que ele também procurou e procura se manter "na mídia" (é, não achei expressão melhor), mas não creio que essa foi a única preocupação... provavelmente o programa se manteve igual pela preguiça de fazer algo mais, mas e daí? Deu certo.

 Se você acha que o Felipe Neto foi o primeiro a usar óculos escuros, você PERDEU.

Não sei se vocês sabem, mas no VMB do ano passado, na categoria que o Felipe Neto ganhou concorreram (além do PC Siqueira): a Katylene, O Criador e o Mystery Guitar Man. Seja sincero consigo mesmo e com o mundo: se o VMB fosse um prêmio sério, o Mystery Guitar Man ganharia aquela porra. De todos os 5 é o mais criativo e com mais popularidade na internet, além de ser o mais talentoso... e eu sequer assisto os vídeos dele para afirmar isso com 91247181294129571597% de certeza... esse sou eu puxando o saco de um cara cujo trabalho eu só vi uns 3 minutos... 2011 será esquisito.


Minha conclusão

Cambaaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaaaa termino o post ao som desta porra:



Sei lá porque só resolvi fazer este post agora... tenho a ideia há uns bons 6 meses... vai ver que é só para ser chato mesmo.

Vlogs são mais um meio de comunicação, e aliás seguiram o mesmo cronograma: surgiram pequenos, tiveram um auge foda e depois de toda a moda terminar, apenas os que realmente fazem parte daquele meio continuam naquele meio... nada de mais... e creio que os vlogs terminaram como os blogs: substituidos por algo mais dinâmico e mais fácil de fazer. De um jeito ou de outro, quero que seja bom enquanto durar... afinal, quando eu for velho, quero olhar para este blog de merda e saber que desperdicei boa parte da minha vida com algo que foi minimamente bem feito... este blog será uma das merdas que contarei para meus netos... é, nem deles eu tenho pena.

De forma geral vlogs são o que os blogs são: diários virtuais, locais de desabafo e um jeito de passar o tempo. Não é nada que mereça um grande destaque, mas de vez em quando surgem coisas realmente boas. Entre Felipe Neto e o PC Siqueira, fico com o último... pelo menos ele não parou de fazer o que o deixou famoso quando a fama chegou no topo. Mas para mim não há dúvidas, Mystery Guitar Man é o melhor vlogueiro da atualidade e provavelmente será o melhor por um bom tempo ainda... ou não.

Mas é isso aí... fim do primeiro post do ano aqui no blog... e como não há nada para dizer (além de que o Negão é gay), despeço-me de vocês, frutos da minha imaginação, que tanto me alegrarão esse ano (é, eu gosto de me enganar).

See ya!!!
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