domingo, 29 de maio de 2011

Porquês e Afins: A razão de viver, 30 Seconds to Mars e triângulos amorosos

 Aaaaaaaaaaaaeeeeewwwwwww cambaaaaaaaaaadddaaaaaaa!!!!!!!

Eis que estamos aqui para o post da semana e eis que notei que tenho usado muito o "eis" ultimamente. Enfim (uso bastante o "enfim" também né?) para manter o costume, quase esqueci que hoje era dia de post, o que explica que estou começando este post agora, quase duas da tardes, então resolvi fazer um Porquês e Afins porque, bem, primeiro porque eu quero, segundo porque eles são menores e terceiro porque faz um tempo desde o último. Mas adivinhem só? Não sei sobre o que escrever!!!!!!!!!!!

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Um dia e tanto para os bons e velhos costumes deste blog.

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E eis que tenho o tema do post de hoje (sim, foi de propósito).

Simbora!!!


Um culto é...?


Lembro da primeira vez que vi esse clipe (ou seria "clip"?), estava passando na TV e praticamente uma das primeiras cenas que vi foi a dos 3:14 minutos. Na época achei uma pretenção foda, afinal 30 Seconds to Mars não era grande coisa (e ainda não é) e a música me parecia um tanto quanto sem importância (explico isso depois).

Quero dizer, é uma banda muito melhor que muita coisa que se tem atualmente, mas não representa tanta coisa e nem tem tanta influência quanto, sei lá, The Clash, por exemplo. É claro que toda banda tem fãs (mesmo que seja a mãe dos integrantes) e também tem fãs apaixonados (que é o caso dos infelizes do clipe acima), mas porra, 30 Seconds to Mars? Sério? Eu sei que tem bandas muito piores com fãs igualmente (ou até mais) idiotas, mas é realmente tão difícil gostar de coisa boa? 


Arco e flecha

Das muitas... pessoas (é... chamemos de "pessoas"...) que são grandessissimas filhas das suas respectivas putas, uma delas é o Cupido (lembrando aqui que anjos não possuem sexo). O Cupido é encarregado de uma simples função: fazer pessoas se apaixonarem, mas por uma ironia do destino (ou seria de propósito?) o Cupido é péssimo em organizar a papelada, o que faz com que ele faça as pessoas se apaixonarem uma pela outra e pouco tempo depois faz apenas uma dela se apaixonar por uma terceira pessoa, fodendo completamente a vida da primeira pessoa. O que isso tem a ver com 30 Seconds to Mars? Nada, mas tem a ver com os fãs do 30 Seconds to Mars.

O que quero explicar com tudo isso, é que as pessoas passam a gostar de outras coisas (e pessoas) com muita frequência, deixando de lado as primeiras coisas (e pessoas) que elas gostavam. Atualmente quase tudo é feito para estragar, com uma data de validade estampada num local escondido, para as pessoas esquecerem de olhar com é, mas sabem que está lá em algum lugar. Eu ficava impressionado por ver a quantidade de gente que entrava e saia da escola enquanto eu continuava estudando lá, e agora sou obrigado a ver pessoas entrando e saindo dos holofotes em questão de dias.

Imagem meio solene essa, não?

E não tenho dúvida alguma que acontecerá o mesmo com o 30 Seconds to Mars. Obviamente sempre há a (pequena) parcela que será fã "eternamente", mas é a minoria (e a única que realmente importa, diga-se de passagem), e no final das contas, será só mais uma coisa guardada no fundo de algum armário, juntando pó e ocupando espaço, que após décadas, a pessoa irá achar por acaso, falar algo como "noss verdade!!! E eu olvia içaê!!!" e vão guardar em outro armário, para juntar mais pó e ocupar outro espaço. Arrisco-me a dizer que menos de 1% das pessoas que reencontrarem tal banda irão ouvi-la antes de esquecerem ou se livrarem dela novamente, e sequer faço ideia de quantos ouvirão e irão passar a ouvir de novo... ironicamente, são estas mesmas pessoas que vencem rápido, que para continuar "ativas" contam com remarcações (falsas) do código de barra e da data de validade... e um viva para as etiquetadoras de preço (que cada vez mais colocam valores menores)!


Fundação e pilastras

Outra coisa que me chamou a atenção são os depoimentos dos supracitados fãs apaixonados (usar "xiitas" para representar opiniões radicais é tão... preconceituoso... e simplório...). Na real, mal sei por onde começar (coisa que é um tanto quanto rara aliás), tem a aparência, o "estilo", a constante esperança - burra e inútil - de utopia e para fechar com chave de ouro, a questão da razão de viver.

Razão de viver é uma coisa muito simples e poderosa, tipo o poder do amor, que tem uma função bem simples (e óbvia): dar um motivo de viver para uma pessoa. Basicamente todo mundo tem um razão de viver, e pode ser qualquer tipo de coisa: um trabalho, um objeto, uma palavra, um objetivo, uma pessoa, um conceito abstrato, um sentimento, uma vontade, um filme, uma foto e uma música. Para exemplificar, digamos que a razão de viver de Adamastor é E o Vento Levou, porque ele gosta MUITO de romances e de chuvas com leite, enquanto que a razão de viver de Maricleide é o Adamastor, já que ela ama muito ele e, por fim, a razão de viver de Dionilson é matar Maricleide e Adamastor, porque eles são felizes demais e Dionilson não pode suportar ver Adamastor com outra pessoa. Deu para ficar claro como a coisa funciona?

De forma simples, a razão de viver é o que faz uma pessoa não se suicidar (mas pode fazer uma pessoa cometer homicídios, afinal, vai que essa é a razão de viver dela). E é realmente ótimo ter uma razão de viver, mesmo que você não saiba qual é, mas de um jeito ou de outro, essa razão irá te levar à algum lugar na sua vida. Caso você perca a razão de viver (seguindo no exemplo, Dionilson já matou Maricleide e Adamastor e já fugiu da polícia) é o mesmo que dizer que você não tem mais uma função no plano da existência, ou seja, você está na mais cremosa e palpável merda que alguém pode estar.

O "estar na merda" de não ter razão para viver é muito diferente do "estar na merda" de não saber nada da prova, de terminar um namoro ou de estar literalmente na merda por três motivos: é infinitamente mais difícil arranjar um motivo para viver do que colar na prova, é muito mais destruidor que ser trocado por seu amigo mecânico e é estupidamente mais longo do que os banhos que você terá de tomar para tirar o adorável cheiro de fezes de você.

Eu sei que é lama, vão à merda.

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Foi sem querer, juro.

...

É relativamente difícil perder a razão de viver por outros três motivos: a razão pode mudar (e muda) várias vezes na vida, pode-se ter mais de uma razão de viver e em alguns casos (como o dos conceitos abstratos, das palavras e dos sentimos) é praticamente impossível "destruir" a razão de viver. Por outro lado, se a sua razão de viver for uma pessoa ou um objeto, é extremamente fácil acabar com elas (vide o Dionilson). No caso de filmes, fotos e um trabalho, a coisa fica no meio termo: pode-se, com facilidade, perder o trabalho e ter filmes e fotos queimadas, entretanto, é relativamente fácil arranjar outro emprego e conseguir outra cópia da foto ou do filme.

"Ahh, mas e se for foto da família que morreu no acidente de carroça quando ela tinha 4 anos e eles tavam viajando do Piaí pra Santa Catarina, passando por Mato Grosso?!"

Uma coisa tem que ficar clara aqui: é totalmente diferente se sua razão de viver for um objeto do que um sentimento e/ou uma lembrança relacionada à um objeto, afinal, o objeto é apenas um catalisador (para os ignorantes, catalisador é um purificador de ar) para os sentimentos e lembranças.

Um catalisador chique.

Quando sua razão de viver é evaporada da face distorcida do universo isso se torna um grande problema, afinal, como eu já disse, você fica na merda, mas essa merda é muito menos pior quando se tem mais de uma razão para viver. Para falar a verdade, a maioria das pessoas tem mais de uma razão de viver, e como dificilmente identificam uma delas, achar alguém que tenha identificado (corretamente) mais de uma é extremamente raro.

Entretanto, se você tem uma única razão de viver e a perde, este sim é O grande problema, aliás, este é também o motivo de eu estar fazendo este post. Perder a única coisa que faz com que você não se vista de Maricleide e Adamastor significa que você está na segunda maior merda possível (a primeira fica para outro dia) e é dela que eu falo à seguir (sim, só notei agora o tamanho desse tópico).


Fundo como piscina de mil litros



Sim, Negão, para sua felicidade.

Não sei se vocês sabem, mas o Porquês e Afins surgiu com um propósito: colocar minha opinião de merda sobre algo que eu não tenho certeza e/ou que não cheguei à uma conclusão satisfatória para que os leitores pudessem comentar e, quem sabe, iluminar a vida de todas as pessoas que tivessem a mesma dúvida. Depois de tanto tempo, podemos tirar duas conclusões disso: a primeira é que eu era extremamente ingênuo, achando que teria leitores, e a segunda é que vocês, leitores imaginários, não sabem porra nenhuma sobre merda alguma.

Enfim, o mundo está cheio de coisas, está entulhado (quase que literalmente) de coisas que podem servir de razão para se viver, na realidade, é um número quase infinito de coisas e todas, absolutamente todas, podem ser a razão de vida de alguém, e ainda sim tem quem insiste em ter apenas uma razão de vida, ou seja, que fica dependente de uma única coisa, uma única coisa, que pode ser quebrada a qualquer momento (e em grande parte das vezes, realmente é!).

Peguemos o exemplo dos infelizes no clipe lá (sim, esqueçam o Dionilson por agora). Utopias chamam "utopias" por um único motivo: são impossíveis de acontecer, haverá guerras, mortes, desastres e tudo mais, e assim como o poder do amor, o poder da música não vai te salvar. Sabe quando falam coisas como "o esporte mudou minha vida", "a dança mudou minha vida" e "a música mudou minha vida"? Pois é, tudo besteira, só três coisas mudam sua vida: ações, pensamentos e forças universais humanamente incompreensíveis.

Então, fazendo a ligação com o começo do post, cedo ou tarde, o 30 Seconds to Mars vai cair, e assim será como a música em sí, pode demorar milênios, e com absoluta certa os fãs do clipe já terão morrido, mas haverá sim o dia em que a música será deixada para trás e os fãs apaixonados da música dessa época terão sua razão de viver destroçada. E no fim de tudo, a pergunta deste post (porque todo Porquês e Afins tem uma pergunta) é como alguém pode ser idiota (no sentido mais "bobo" da palavra), raso e (usando aqui uma expressão que eu odeio) infantil ao ponto de confiar toda a sua vida em algo tão frágil e (usando a melhor expressão que encontrei agora) boba quanto a música? Porra, tanta coisa mais sólida e útil... e foda-se o ponto de vista, guitarras, violões, baterias e o caralho a quatro ficarão, gostem vocês ou não, obsoletos cedo ou tarde e serão esquecidos.

E essa é a parte interessante, quando a razão de viver de alguém vai pro saco, a pessoa tem três opções: o já mencionado suicídio, arranjar outra razão de viver (coisa que é difícil pra caralho) e passar a viver no saudosismo (que é a mais fácil, a mais escolhida e a mais ridícula). Como eu já falei várias vezes aqui no blog, suicidas não merecem respeito, logo, podemos cortar essa opção. Se você perdeu sua razão de viver e conseguiu encontrar outra, parabéns, você é foda e merece um troféu joinha e se você decide pelo saudosismo, bem, digamos apenas que você deve torcer para não ter amnésia.

Seja como for, o resultado será o mesmo: estamos todos fudidos (vocês sabem, para manter mais esse costume nos posts). De um jeito ou de outro, nos próximos meses ou nos próximos milênios, todas, absolutamente todas as razões de viver vivarão passado, e quando isso chegar, não sei se será melhor começar tudo de novo ou desistir (seja lá o que isso signifique)... serão tempos legais... bem, 2012 tá aí, pode ser que não aconteça nada, mas pode ser que aconteça, então, seja ano que vem seja no próximo século, algo vai acontecer, mas sei lá, gostaria de estar aqui para ver. 


Minha conclusão

Foi (ou "está sendo", como preferirem) um tanto quanto estranho escrever este post... comecei há várias horas atrás e realmente não achei que demoraria tanto. Provavelmente o post não faz muito sentido, já que misturei um monte de coisa nele, mas como não tem leitores aqui creio que não há nenhum problema nisso.

Não sei se ficou claro durante o post (e para ser sincero, estou sem vontade de descobrir) o que motivou a escrita do post. Em poucas linhas, as perguntas são "como as pessoas podem ser tão simples?" e "o que vai acontecer quando tudo vier abaixo?". Não sei quando, nem como e nem porque, mas tenho certeza absoluta que tudo (ou quase tudo) vai mudar, afinal, tudo no universo está em constante mudança... talvez os seres humanos vivam pouco para passarem por uma dessas grandes mudanças: no infinito tempo-espaço 90, 100 anos é pouca coisa. Ainda sim mantenho o que disse no último parágrafo: eu gostaria de estar vivo para presenciar tais mudanças... ainda não escolhi se prefiro acreditar se será uma anarquia ou uma aniquilação do que conhecemos como realidade, mas seja como for, será divertido... só não sei em que sentido de "divertido", mas definitivamente será um deles.

Mas é isso aí cambada, eis o final do post (porque tinha que ter mais um "eis" aqui). Se for para dar um conselho sobre isso tudo, creio que seria "não esqueçam suas toalhas".

See ya!
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