domingo, 21 de agosto de 2011

Top X Músicas que devem fazer parte da sua trilha sonora!

 Aaaaaaaaaaaaaeeeeeeeeeewwwwwwww cambaaaaaaaaaaddaaaaaaaa!!!!!!!!

Pois então, fiquei sem internet, fiquei sem energia (elétrica) e fiquei sem ideias para o post de hoje (ainda são 23:36, portanto, sábado), e depois de várias horas, finalmente acho o tema para o post, mas falo sobre isso daqui à pouco.

Não falei para vocês antes, mas estou organizando um clube do livro lá no Bacon. Pois é. E já fizemos uma votação para saber qual será o primeiro livro a ser lido. Tudo será explicado num post que sai segunda-feira lá no Bacon, com o livro escolhido e como será a coisa, então caso vocês queiram participar, posso adicionar um "Entendendo transtornos psíquicos e a necessidade das pessoas que criarem seres imaginários" para vocês não se sentirem excluídos, então passam lá para ver a budega.

Indo para um assunto um tanto quanto mais sério (porém, de forma meio irônica, menos importante): o futuro deste blog. Não é surpresa para ninguém que o blog está meio abandonado este ano, mas como todo pai de 16 anos, gosto do pivete, mesmo que isso me obrigue a trabalhar num posto de gasolina, roubando o combustível recém colocado do tanque das Tucsons das peruas que levam seus poodles para a dog stylist. Ou seja, como já admiti aqui algumas vezes, gosto de escrever neste blog sem leitores (e gosto de não ter leitores), mesmo com todo trabalho que isso me dá. Não quero "fechar" este blog, mas sei que não posso continuar no mesmo rítmo, demorando MUITO para conseguir escrever um post meia boca, principalmente quando ninguém vai ler (além de mim mesmo, mas como já disse, com um post meia-boca nem eu mesmo leio essa porra).


Despropositadamente exagerado.

Não sei se entro em hiato, deixando o blog de lado por um tempo, ou se continuo como está, afinal, ao menos alguém nessa porra chamada "blogosfera" tem que postar alguma coisa que não seja copiada... é bizaríssimo pensar que eu sou um blogueiro... sei lá, isso, de certa forma, é para quem tem leitores... e comentários... e sérios problemas de definição quanto à "dignidade". Mas sei lá... seja qual for a decisão tomada, os avisarei, afinal, tudo que eu consegui nesse blog foi graças à vocês (notem a irônica e a debocha aqui inclusas). E ao Negão, é claro... e o quão gay ficou isso? Mas enfim, foda-se o futuro do blog, vamos ao post.

Vamulá!!!


Uma música sobre já ter uma música para tudo

Algumas das minhas curiosidades são um tanto quanto difícieis de serem sanadas, por exemplo, quantos atores já fizeram o papel de presidente dos Estados Unidos, se tem algum dia do ano em que nunca nasceu ninguém e se já foi feita uma música para cada momento do mundo, ou seja, se cada mínimo momento que possa ser vivido por alguém já tem sua trilha sonora, mesmo que a pessoa que viva tal momento não conheça essa música (ou "essas músicas").

Eu, obviamente, não conheço todas as músicas do mundo, então não tenho como responder à essa pergunta, mas o que eu sei é que tem músicas que servem de temas para vários momentos diferentes, e tem algumas músicas que devem (eu disse DEVEM) ser usadas com trilha sonora na vida de todo mundo, seja cedo seja tarde. O post de hoje vai para você, desocupado, que está aí pensando se tem alguma música que fale de um vagabundo inexistente que está lendo um blog de merda cujo post fala sobre trilhas sonoras para cada momento possível de ser vivido (peguem aí essa metalinguagem).


1 - Born to be Wild (Steppenwolf)


Para começar bem o post, um clássico.

Born To Be Wild, como o próprio nome (e o clipe) diz, é para aquele momento em que você chutou o balde e resolveu vender tudo que tem só para poder comprar uma Harley-Davidson para fazer inveja em motoboys babacas e suas CG 125... mas é claro que você pode usá-la para viajar de um extremo ao outro do continente, parando quando bem quiser para comer bacon.


2 - Like a Rolling Stone (Bob Dylan ou Rolling Stones)

 

Se você foi demitido, foi deserdado, foi roubado ou foi pego no golpe do baú, eis sua trilha sonora, que diga-se de passagem, é uma das poucas músicas cuja regravação por uma banda diferente é tão boa quanto a original, e bem, nada que tem Bob Dylan e os Stones pode ser ruim. Sem falar que tem gaita, e gaita é foda.

Pessoalmente acho que a música combina com qualquer momento (algo que se repete em boa parte das músicas deste post), mas se você está na merda e não está preocupado com isso, essa é a escolha certa.


3 - Pulsos (Pitty)


Algo que vocês notarão, é que as letras das músicas muitas vezes definirão totalmente o momento em que elas se encaixam e que eu só escrevo algo para fazer de conta que eu entendo pra caralho da coisa e para que o post não fique tão pequeno, e aqui é exatamente isso que acontece.


4 - I Wanna Be Sedated (Ramones)


Vocês não fazem ideia do quanto estou me segurando para não repetir bandas...

Momentos de espera, alegria, nervosismo e (por que não) crise de abstinência estão na lista principal aqui, mas Ramones sempre vai bem (bem como a maioria das músicas deste post), simples assim... mas se for 4 da matina e você já estiver com todos os seus "sensos" alterados, melhor.


5 - Like a Virgin (Madonna)


Cabe aqui uma observação sobre outro assunto: como a Madonna mudou nesses anos... porra, virou essa coisa bizarra que é hoje, tanto musicalmente quanto em comportamento. Tudo bem que ela tem dinheiro e tals, mas porra, quase tão perturbada quanto a Suzana Vieira e a Ana Maria Braga... aliás, vocês viram a Suzana Vieira no Fantástico outro dia?


Seria legal a |Globo passar isso quando ela morrer... mas obviamente que ninguém lá tem bolas pra isso.

Enfim, Like a Virgin é para toda primeira vez, e no caso de você ter esclerose, para toda sua vida.


6 - Tirei O Dia Pra Mim (Aliados)

 

Depois dessa nota introdutória, preciso dizer mais alguma coisa?

Interessantemente, essa é uma música meio destoante em relação aos demais trabalhos da banda, mas não tira o mérito da coisa, afinal, como já diriam os grandes poetas, as coisas simples são as melhores coisas da vida.


7 - Learn to Fly (Foo Fighters)


Não sei quantas vezes já coloquei essa música aqui, mas sei que foram muitas (aliás, vivo colocando Foo Fighters aqui no blog, não?).

Está de saco cheio do mundo? Sua vida não é como você queria? Está cansado de como as coisas são? Seu pau não sobe mais? Ligue para 0800 214 6127 e ouça a música até o final.


8 - School's Out (Alice Cooper)

 

O que eu posso falar? Essa porra é um hino! Pense em todo o tempo que você passa na escola, aguentando provas, trabalhos, professores, monitores-estraga-prazeres, "coleguinhas"chatos pra caralho e todo o resto, até que finalmente chega o último dia de aula, no qual você pode tocar o foda-se para a coisa toda, falando abertamente que odeia todo o universo e que está pouco se fodendo para sua média, notas e suspenções, então, meus caros, lembrem-se disso no dia da formatura.


9 - Wonderwall (Oasis)

 

Já falei sobre ela antes, e ela serve tanto para arranjar algué com quem fazer coisas não religiosas até explicar o quão importante alguém é na sua vida (para então fazer coisas não religiosas com ela). Wonderwall é praticamente tão clássico, mas tão clássico, que tudo que só de você saber que ela existe ela já vira parte da coletânea com a trilha sonora da sua vida.


10 - Have You Ever Seen The Rain (Creedance Clearwater Revival)

 

Creedance já é foda pra caralho, responsáveis por vários clássicos musicais e tudo mais, e esta aqui é, difinitivamente, a que tem a melhor letra dentre as famosas dos caras. A música encaixa em tantos sentidos diferentes que se bobear até como tema para funeral dá para usar... irônicamente gosto de ouvi-la em dias ensolarados, vai entender?


11 - Marvin (Titãs)


Titãs é uma das melhores bandas do país dos últimos, sei lá, 30 anos, e Marvin é uma das que tem a melhor letra: quantas bandas você conhece que conseguem falar o quão difícil pode ser a vida e ainda sim sacanear com costumes antigos da sociedade? Marvin é a música que eu ouviria no velório (digo, o lugar e não a "situação"), já que o velório da cidade é bonito (verdade, tem um jardim foda aqui)... estranho, eu sei.


12 - The Winner Takes It All  (ABBA)


Infelizmente a cena que eu queria (a que tem Our Last Summer) estava com a incorporação desativada, mas ABBA é uma banda foda, e quase todas as músicas valem à pena, tem um momento certo para cada uma delas e tals: fizeram um musical e um filme assim, que aliás é uma das melhores adaptações que eu já vi, e casa muito bem com o post, já que é a trilha sonora de cada momento específico da história.


13 - Rockstar (Nickelback) 

 

Seja com 16 anos, no auge das viagens na batatinha (sim, eu me decepciono bastante comigo mesmo) e do air guitar ou aos 45, quando você está em crise no casamento, com filhos que te odeiam e sua única alegria na vida é ir no bar cantar I Want to Break Free no karaokê. A capa do álbum exemplifica bem o momento de ouvir essa música: numa viagem de carro, no meio do nada, só para pensar no quão legal seria poder expludir sua guitarra em um amplificador.


14 - Here Without You (3 Doors Down)

 

Sempre gostei dessa música, e nem sei ao certo o motivo disso, e bem, não falarei como imagino o momento certo de ouvi-la por um simples e inocente motivo: envolve guitarras, amplificadores, fogo e (possivelmente) um BO (além de uma ordem de restrição).


15 - Tocando em Frente (Almir Sater) 

 

Almir Sater é um cara foda, e as músicas não ficam atrás, já que as letras são muito melhores que 70% das músicas já criadas pela humanidade, mas como só posso colocar uma de cada artista, vai a mais famosa, que é para dias de chuva, sentado na varanda, enquanto pensa na vida... um tanto quanto idílico, mas eu gosto.


16 - Sacrifice (Elton John)


Taí uma que foi difícil de escolher: bem que o Elton John poderia fazer uma música com letra E instrumentos fodas e não um melhor que o outro... e bem que esses caras poderiam deixar de ser preguiçosos e fazer músicas novas. E devo admitir, não sei exatamente o momento certo para ouvir essa música, então deixo a missão para vocês (tenho mimado vocês demais ultimamente).


17 - Welcome to the Jungle (Guns n' Roses)

 

Outro grande clássico da história da música, e como o preguiçoso senhor Turambar escreveu, é para chorar de "alegria" só por ouvi-la, e dentre as várias músicas do Guns, é a única que eu escolheria para ouvir de madrugada, andando à pé por algum beco clássico de cenas de assassinato... acho que isso é suicida o suficiente pelo post de hoje, né?


18 - Dust In The Wind (Kansas) 

 

Essa música, como define um amigo, é para relaxar, deixar no sofá e esquecer de absolutamente tudo que aconteceu no seu dia, desde o maluco na bicicleta que quebrou seu retrovisor até a colonoscopia que você teve que fazer para descobrir um câncer no baço (não me perguntem como é possível descobrir isso a partir do cu, afinal, o câncer é de vocês e não meu). Ah, e esqueçam as regravações, a versão original é muito melhor.


19 -  Satisfaction (Rolling Stones)

 

"Mas porra você não disse que não ia repetir nenhuma banda seu mentiroso do caralho?!"

Vejam bem, aquela música é do Bob Dylan, e os Stones fizeram apenas uma homenagem, mas essa aqui é a que conta de verdade. Sim, eu admito que lembrei da música por causa da morte do Léo em Insensato Coração (que eu só assisti o último capítulo, que fique bem claro), que aliás, seria muito mais foda se a novela terminasse naquela cena, enquanto a música tocava nos créditos, mas pelo jeito é pedir demais do diretor daquela porcaria.

Enfim, ela não é a música mais famosa dos caras à toa, e quando pode-se falar disso de uma banda que fará 50 anos (no ano que vem, porque só com o fim do mundo para eles morrerem), a coisa merece respeito. E esta é outra música que serve para tudo, tanto que acabei de falar da morte de alguém e ja a vi em várias listas de trilhas sonoras para a hora do vamuvê.


20 - Você Vai Lembrar de Mim (Nenhum de Nós) 

 

Outra que se auto explica (ou "auto-explica", sei lá) e com um dos meus riffs favoritos de todos os tempos, e o que é ainda mais legal, a parte musical é tão boa quanto a letra (e sim, isso foi um elogio)!!! Aliás, acho que já falei aqui antes, mas o Nenhum de Nós é uma das melhores bandas brasileiras, mas, como tudo que é bom nesse país, estão esquecidos... o que não me impede de tentar incutir um pouco de cultura na mente vazia de vocês.


21 - Back in Black (AC/DC)


Ok, eu preciso dizer isso mais uma vez: POR QUE CARALHOS EU NÃO FUI?!?!?!?!?!?!?!?!?!

Já falei aqui (e no Bacon) antes: toda volta triunfante TEM que ser ao som de Back in Black, simples assim, mas como vocês já sabiam disso, falarei de outra coisa: é um absurdo gigantesco o YouTube me mostrar a Amy Winehouse quando eu procuro por "back in black". Porra, ela morreu, todo mundo já sabe, mas trocar isso por uma das melhores músicas do mundo é sacanagem num nível que nem mesmo o Papa seria capaz (e olha que eles fizeram a Inquisição). Então, caros leitores imaginários, todos ajoelhem-se perante a foditude desta música.


Minha conclusão

Termino este post com a sensação de que não cumpri meu dever, e isso tem três motivos: foi fácil demais escrever este post, ele ficou curto demais e não falei de todas as músicas, bandas e artistas que merecem serem ouvidos em momentos importantes das nossas vidas. Não estou prometendo uma parte 2, já que a vez que me dispus a fazer isso foi difícil pra caralho (aqui e aqui), mas creio que poderá rolar algo do tipo sim, até porque gostei de escrever esse post... se reclamar do quão complicado está manter o blog tiver sempre esse resultado, as coisas por aqui melhorarão muito em breve.

Mas é isso aí, 21 músicas que deve fazer parte da vida de vocês, independente de como isso vai acontecer, já que a percebeção de mundo de cada um é diferente e tudo mais... vai ver que é por isso que não estou satisfeito com esse post, era para eu dizer em que momento exato essas músicas devem ser ouvidas, mas como isso é no mínimo "difícil" de fazer, deixo vocês escolherem. De qualquer forma, espero que vocês aproveitem o post de hoje para pensar nessa coisa de trilha sonora: não é todo dia que alguém desafia vocês a fazerem algo nesse nível de dificuldade.

Mas é isso aí cambada, domingão, 20:26 da noite, post entregue e nada mais para ser dito por agora. Lembrem-se de passar lá no Bacon para ver o Clube e de não comprar uma Tucson (que é um carro feio, brega e desvalorizado)... agora que me dei conta, nunca o banner dessa coluna deu tão certo num post...

See ya!
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sábado, 13 de agosto de 2011

Porquês e Afins: Deus usa fones de ouvido ou Intra-auriculares

 Aaaaaaeeeeeeeeewwwww cambaaaaaaaaddddaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!

E semana passada não teve post. De novo. E sim, eu sei que sou um merda.

Aconteceram duas coisas, a primeira foi que por algum erro na instalação de um programa, meu computador estava usando uma quantidade absurda da memória, o que, para quem não sabe, deixa o computador lerdo feito um bichinho virtual. Após acertar esse problema (que me tomou praticamente toda a tarde de sábado), me dei conta que simplesmente não sabia o que escrever. Não como uma folha em branco e sem ideias, mas como se nem o branco existisse, um "nada" fodendo o esquema todo. Para vocês terem uma ideia, o post introdutório que eu tinha feito era esse aqui:

"Então, este post começou a ser feito às 6:45 da tarde de ontem (sábado), mas graças a problemas com a memória RAM do meu computador, tive de passar meu sábado e o início de hoje (neste exato momento, são 1:50 da matina - e não tentem entender o tempo verbal aqui) concertando isso. Além disso estava (e ainda estou) sem ideia nenhuma para o post, simplesmente nada, nem mesmo a imagem mental de uma página em branco, mas como para tudo nesta vida tem remédio tarja preta, já sei sobre o que falarei (mentira, são 1:53 e não faço ideia do que escrever, sendo que este parágrafo só existe para encher linguiça e dar uma introdução ao post assim que eu tiver a ideia para ele). E bem, acho que não tem nenhum recado essa semana...sim, esta foi especialmente entediante."

Especialmente confuso, eu sei. Mas para manter outro bom e velho costume deste blog, recorri à ninguém mais ninguém menos que o Negão (que NÃO POSTA naquela merda de blog). Eis que ele me dá uma ideia, e por sorte (minha, não de vocês) eu já estava pensando (mesmo que de leve) num outro tema, e, para minha felicidade, minha mente anormal e problemática conseguiu unir ambas (quer dizer, vai conseguir, já que estou escrevendo isso exatamente agora e não o post em si), e o resultado vocês veem (MALDITA REFORMA ORTOGRÁFICA!) a seguir, portanto, sem mais desculpas, vamos ao post!

Simbora!!!


Esta não é uma daquelas coisas que não se discute

Sei que religião é um assunto um tanto quanto difícil de se tratar, mas não por si mesmo, mas pelas pessoas, pelos fiéis, e pode parecer um tanto quanto estranho falar sobre religião aqui no blog, blog este que mais reclama e xinga coisas que não gosta do que fala com uma certa quantidade de razão e realismo (na real sempre tem um pouco de ambas, mas são, em 99% do casos, usadas apenas para exemplificar um lado da coisa toda). Interessantemente (na verdade, nem tanto assim) não discorrerei sobre o fanatismo, a corrupção, o roubo, a ignorância e nem nada disso, do mesmo modo que não discorrerei sobre a falta de crenças, a separação do que é religioso do que é fato, do uso excessivo da razão (aproveitem, isso é algo que vocês não me verão falando com regularidade) e nem de teorias conspiratórias (de ambos os lados). É neste post que vocês irão entender (ou irão justamente não entender) um pouco da minha opinião sobre religião. Boa sorte para todos vocês.


Vamos quantificar algumas coisas por aqui

Sei que muitos de vocês (eu realmente tenho que parar com isso, né?) não entenderão (e muitos não quererão entender) o que direi em seguida, mas o ser humano não está (ou seria "é"...?) preparado sequer para ter noção do que é "tudo". Sabe quando alguém te diz para imaginar tudo que você conseguir e em seguida te pede para imaginar algo inimaginável? Pois é, aí você pensa em ETs sem corpo sólido, capazes de costruir (e destruir) coisas em um piscar de olhos, ler mentes e todo o resto? Então, isso não chega a ser 1% do que o "tudo" realmente é. Esse é mais um dos conceitos incrivelmente difíceis de explicar na escrita e fáceis de explicar na fala... vou simplificar ao máximo: o ser humano não é capaz de entender nem 10% do que existe no universo (e nos prováveis demais universos).
Outra coisa que o ser humano é incapaz de fazer é ter uma noção correta sobre o tempo. Digo, não sobre a teoria da simultaneidade ou de como a matéria altera o tempo, mas sim da quantidade de tempo. É fácil imaginar uma hora, um dia, um mês, dez anos e até mesmo 100 anos: o ser humano vive isso. Aumentando a coisa, é ligeramente mais difícil imaginar 5000 anos, afinal, são 1.825.000 dias, e isso é coisa pra caralho, mas tem registros disso, temos "provas", não se imagina os quase dois milhões de dias individualmente, mas se imagina os 5000 anos. Agora, sendo um tanto quanto humilde em relação à quantidade, é impossível imaginar 100 milhões de anos: tenho certeza que você pensou algo na linha de "aah, mas isso eu consigo", mas tenha certeza de que não consegue, ninguém consegue. 36.500.000.000, se você é burro e não sabe ler isso, escrevo para você: trinha e seis bilhões e quinhentos milhões de dias, ninguém, absolutamente ninguém está preparado para saber o que é isso, não em anos, em dinheiro sim, mas não em anos, e há áreas da ciência que lidam com coisas muito maiores que isso: dizem que a Terra tem mesmo 3,5 bilhões de anos (1.277.500.000.000 dias, só para constar), mas não conseguimos imaginar nem um décimo disso, saudosismo levado ao limite é isso aí.


Seria Pedro Bial, Deus?

Esse é um dos raros momentos em que eu queria que vocês existissem mesmo, só para ver vocês me xingando.

Estava pensando outro dia sobre psicopatas com síndrome de deus, Watchmen e aquela questão de ser e poder literalmente tudo: onipresença, onipotência e onisciência. Pensem um pouco nisso: estar em todo lugar, poder fazer qualquer coisa e saber de tudo, agora lembrem-se que nós, meros humanos mortais fracos e inferiores baseados em carbono, não somos capazes sequer de IMAGINAR quanto mais fazer qualquer uma dessas três coisas: obviamente não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo, não temos mínima noção temporal e somos quase tão burros quanto nossos parentes cromossomicamente próximos, as maçanetas. E Deus pode tudo isso e muito mais (Polishop style, eu sei), basta dar na telha!

Pensem assim: todas as vezes que você brigou com a sua mulher, Deus já sabia que ia acontecer e estava lá, ao mesmo tempo em que sabia que estava do lado do seu vizinho assaltante de banco e enquanto sabia que sua tia-avó vai estar tendo um ataque cardíaco, e acreditem vocês ou não, o gerúndio está certo nessa frase! Pode-se dizer que há centenas de bilhões de Deuses (é, eu sei) por aí, e todos eles sabem tudo que já aconteceu, que está acontecendo e que vai acontecer, além de poder fazer com que tudo aconteça do jeito que ele quer, sem que ninguém (a não ser ele mesmo) se dê conta (diga-se de passagem, ele sabia que seu vizinho ia roubar o banco/estava roubando o banco/vai roubar o banco, não gostou disso e fez/já tinha feito/vai fazer algo para mudar isso exatamente agora/ontem/amanhã). Deu para entender?

Nunca tinha notado no tamanho da orelha do Vegeta...

Não sou exatamente a pessoa mais religiosa do mundo, de fato, devo estar na lista dos mais hereges em ao menos umas 12 religiões diferentes (incluindo a que deveria ser a minha "por criação"), graças à minha certeza absoluta de que religião nenhuma está certa sobre tudo, ou seja, acertam em uma coisa ou outra e todo o resto está errado (e tem as que só falam merda mesmo). A consequência disso é que minha visão religiosa é uma mistura de culturas completamente diferentes umas das outras (e várias repetidas), o que me garante um número relativamente alto de "gente" capaz de fazer absolutamente qualquer coisa. E sabem à que conclusão isso me leva?


Ser Deus deve ser chato pra caralho

Você sabe tudo, logo, não precisa aprender. Você está em todo lugar, logo, não deixou nada escapar. Você pode tudo, logo, esforço é desnecessário. Ter literalmente todo o tempo do universo para fazer tudo que você quiser ao mesmo tempo: nos primeiros, sei lá 30 milhões de anos (pelo menos sabendo de absolutamente tudo o tempo passa rápido) deve ser legal, mas depois deve enjoar, e você já sabe que vai enjoar (e exatamente quando e como também).

Agora pensem que você estava de saco cheio de não fazer nada e resolveu criar o universo, para depois surgir por lá um planetinha esverdeado e sem graça, no qual a população está constantemente descontente com algo e/ou alguém. Felizmente essa população criou algo chamado Timmy (se você entendeu isso, parabéns) para poder reclamar de tudo que quisessem. O principal motivo de reclamação dessa população (depois dos relógios digitais) era suas próprias vidas. Sim, eles eram infelizes, e pior que isso, eram propensos à auto-depreciação e à estados melancólicos de espírito, e tudo isso era jogado na Timmy, que ligava, mesmo que indiretamente, todos nesse planeta, que com o passar do tempo (pois esta população não era nada comparada à Deus) foi aumentando e aumentando, até chegar à um ponto controverso: todos deixavam para reclamar da vida (e de quanto Deus era injusto) apenas na Timmy, enquanto que em seu dia a dia, eram mais alegres, felizes e divertidas.

 Porra cara... olha o que fizeram com o Do Contra... porra, e eu achava que o gibi do Mickey que era ruim.

Agora imagine que o mesmo acontece em ao menos um planeta de cada galáxia (a estimativa mais baixa é que existam 1 bilhão de galáxias), o que significa que Deus tem que aturar um bilhão de planetas, e fazendo uma média, isso dá 5.000.000.000.000.000.000 de pessoas (18 zeros - sim, eu sei que você foi contar) falando o quão ruim são suas respectivas vidas, o quão chatos foram seus dias e o como a Timmy (e semelhantes) é a única "válvula de escape", já que ninguém mais os entende e eles não podem falar com ninguém sobre seus problemas. E Deus não só já sabe disso tudo como está do lado de cada uma dessas pessoas, vendo tudo isso.

Absolutamente tudo.


Mas não temam

É interessante essa coisa de separar "jeitos de ser" entre a vida real e a vida na internet, quero dizer, agir de formas diferentes tudo bem, afinal são meios diferentes, mas separar a sua vida dos seus sentimentos ou opiniões e depois jogá-las na internet, assim, sem motivo (e sentido) é simplesmente idiota. E como o ser humano não se contenta em ter uma vida de merda e mostrar isso para o resto do mundo na internet, ele tinha de resolver a coisa, e foi aí que deram um novo uso para nada mais nada menos que os fones de ouvido.

Siiiim, senhoras e senhores, os mesmos objetos que já foram sinônimos de troços grandes e pesados que tampavam as orelhas (com plugs do tamanho de dedos), que já serviram para impossibilitar conversas em fila de banco e que em certos lugares do mundo (COF Rio de Janeiro COF COF) estão em extinção. Armados com seus MP3 (ninguém usa mais essas porras né...? Se bem que não usam nem MP4, MP5, MP6, MP7, MP8, MP9, MP10 e MP11 - e não, não estou exagerando), celulares, iPods e rádios a pilha, essas pobres almas (dica: inverta a ordem destas duas palavras e verá o real significado da frase) enchem seus cartões de memória com músicas depressivas e suicidas, pronto para, na primeira oportunidade, ligarem o wi-fi, roubarem um sinal aberto e despejar na internet suas lamúrias e ameaças prematuras de fazer um bem para o resto da sociedade.



Sabem, às vezes acho que eu deveria atualizar meu conhecimentos do cenário musical, mas basta ligar o rádio pra essa vontade passar.

Andando por aí de cabeça baixa, fones num volume que equivale à não está-los usando e fazendo de conta que todas as outras pessoas são as culpadas por esbarrões, estes são os responsáveis por tornar o mundo, tanto o virtual quanto o real, num muro das lamentações gigante, sempre pronto para acolher reclamações e pedidos (infundados) de justiça a ser servida via update no Tumblr. Fotos em sepia, janelas molhadas e (irônicamente) tênis coloridos são o símbolo deste grupo, que provavelmente irão organizar um suicídio em grupo daqui há alguns anos (entende-se por "quando for hora de arranjar um emprego").

Devo dizer que é um "movimento" que tem futuro (considerando os que não se mataram), já que a tecnologia sonora dos dias atuais é impressionante, com fones cada vez melhores e a internet, como todos sabemos, está em constante evolução, ou seja, com o passar do tempo, não só a quantidade de pessoas que se monstram depressivas irá aumentar, como a qualidade e a quantidade das reclamações vai ser maior, e com essa monofocalização, irá criar (ou "aumentar") um ciclo vicioso, no qual uma vida de merda leva a pessoa a ser depressiva, o que a leva a ter uma vida de merda e assim por diante.



Não confundam os tipos de música sim?

 Aliás, vamos analisar mais à fundo essa coisa: por que só na internet? Tudo bem que só te enche o saco quem você deixar que encha o saco, que não há deveres cívicos e nem morais (ao menos para quem tem bom senso e não o grupo dos defensores dos bons costumes) e (em teoria) ninguém na internet te conhece, mas como falei lá em cima, usar a internet para falar o quão bosta você é, e fora da internet fingir que está tudo bem é simplesmente burrice sem sentido. E tem algo pior que isso: fingir que sua vida é uma merda para poder ficar na internet reclamando e no mundo real agir de forma normal. Porra, qual a dificuldade de ser normal? E vejam a que ponto chegamos: eu falando que ser normal é fácil. E sabem qual o mais legal disso tudo? Vou ter que dar um pouco de razão pra esses filhos da puta.



As moscas somos nozes

Eis a questão do post: o mundo está uma merda gigantesca, e é quase que inerente ao ser humano ser afetado por isso, afinal, boa parte da culpa é nossa. Com todos os problemas sociais, políticos, econômicos, musicais, trabalhísticos e afetivos passando por uma fase mais densa e duradoura do que foi nos últimos anos (lê-se "décadas"), a consequência óbvia é que a qualidade de vida das pessoas caia, em todos os sentidos. Claro que a sociedade está cada vez mais bundona e sem graça e que os diversos meios de comunicação estão tomando o lugar da convivência, mas ainda sim, nada disso é desculpa para alguém decretar que a internet é um local totalmente seguro e confiável, no qual pode-se contar que o Jorginho comeu a Roberta e foi embora sem pagar a conta.

De forma bem simples, a internet é um local público. Segurança é um troço relativo, e do mesmo jeito que numa praça ou num parque, as pessoas da internet não estão interessadas no quão ruim sua vida é, primeiro porque ninguém tem saco para aguentar outra pessoa reclamando o tempo todo, e segundo porque as outras pessoas estão ocupadas reclamando das próprias vidas.

Piada ruim, eu sei.

Forma-se portanto um ciclo vicioso: quando pior fica o mundo, pior fica a vida das pessoas e pior é o uso que as pessoas fazem de ferramentas que deviam facilitar a vida de todo mundo, e conforme essas ferramentas vão deixando de funcionar (ou passam a funcionar mal), pior fica o mundo. Claro que nada disso é desculpa para as pessoas serem imbecis no mundo virtual (se você já for um imbecil na vida real, feito eu, está perdoado), mas ao menos é uma explicação, afinal, ninguém fica idiota da noite para o dia.

E só para encerrar o tópico, se além de você ficar contando cada pequeno datalhe da sua vida na internet, e ao sair dela passa a se comportar normalmente, você é triplamente idiota: a primeira é porque acha que a internet é um bom lugar para gente feito você, a segunda é pela estupidez misturada com a inocência misturada com a falsidade e a terceira é porque você é o tipo de pessoa que faz a internet ficar insuportável. Em uma frase? Nem digna de ser mosca você é.



Supressor de ruídos, som claro e bons graves

Deve ser realmente chato saber todas as merdas que acontece com todo mundo no universo inteiro, saber o que cada um vai fazer, ver a reação de todo mundo em relação à qualquer coisa e ver que tudo que você fez está indo para o buraco (às vezes literalmente), graças à incompetência e incapacidade das suas próprias criações... sem falar que boa parte dela vai botar a culpa em você, mas você já sabia disso (e estava lá pessoalmente para levar a culpa)... claro que você pode esmagar quem quer que seja com uma chuva de atuns recheados de tratores e com molho de catupiry e antenas parabólicas, mas deve dar trabalho demais.

Um tanto quanto irônico pensar que a onipotência, a onisciência e a onipresença fazem você ter uma vida de merda, e como você sabe tudo e está em todo lugar, sabe tudo sobre você mesmo e está junto de você mesmo (um clone... ou um viajante no tempo). No fim das contas, o que resta é reclamar da vida, para então mudá-la como você bem quiser e reclamar dela também, e inicia-se outro ciclo, até que se escolha não ser mais "oni" em nada, para daí poder usar a internet. Ser Deus deve ser a coisa mais chata jamais criada por Deus.


Minha conclusão

Admito que estou com um certo medo de ler o post que acabei de escrever (lê-se "que ainda estou escrevendo"): não tenho sequer noção de como ele ficou, mas gostei de escrever. Não o post em si, mas voltar a escrever aqui : blogs, caros leitores imaginários, é feito droga, você começa gastando 5 reais e depois de um tempo já vendeu sua TV, o liquidificador e a máquina de lavar, e ainda sim quer ver a fuça feia do traficante todo dia.

Enfim, não lerei o post, você que se fodam aí com os erros de português e com tópicos sem sentido. Sei que não deixei claro durante o post qual a pergunta deste Porquês e Afins (são duas aliás), mas a primeira é "Por que Deus precisa de nós e nós dele, se temos a internet e fones de ouvido?" e a segunda é "O que caralhos está acontecendo comigo em relação ao blog?" (e não, a resposta não é "caralhos"). Esta é uma das raras vezes em que nem uma teoria tenho como resposta... perguntarei ao Google enquanto ouço Steppenwolf (mentira, mas combina com o post).

Bem, é isso aí cambada: post entregue no sábado, antes das 11 da noite (são 22:09), após uma semana de sumiço... caralho, como 2011 está sendo ruim (sabem como é, depois de um post como esse não dava para perder a chance).

See ya!
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