sábado, 13 de agosto de 2011

Porquês e Afins: Deus usa fones de ouvido ou Intra-auriculares

 Aaaaaaeeeeeeeeewwwww cambaaaaaaaaddddaaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!

E semana passada não teve post. De novo. E sim, eu sei que sou um merda.

Aconteceram duas coisas, a primeira foi que por algum erro na instalação de um programa, meu computador estava usando uma quantidade absurda da memória, o que, para quem não sabe, deixa o computador lerdo feito um bichinho virtual. Após acertar esse problema (que me tomou praticamente toda a tarde de sábado), me dei conta que simplesmente não sabia o que escrever. Não como uma folha em branco e sem ideias, mas como se nem o branco existisse, um "nada" fodendo o esquema todo. Para vocês terem uma ideia, o post introdutório que eu tinha feito era esse aqui:

"Então, este post começou a ser feito às 6:45 da tarde de ontem (sábado), mas graças a problemas com a memória RAM do meu computador, tive de passar meu sábado e o início de hoje (neste exato momento, são 1:50 da matina - e não tentem entender o tempo verbal aqui) concertando isso. Além disso estava (e ainda estou) sem ideia nenhuma para o post, simplesmente nada, nem mesmo a imagem mental de uma página em branco, mas como para tudo nesta vida tem remédio tarja preta, já sei sobre o que falarei (mentira, são 1:53 e não faço ideia do que escrever, sendo que este parágrafo só existe para encher linguiça e dar uma introdução ao post assim que eu tiver a ideia para ele). E bem, acho que não tem nenhum recado essa semana...sim, esta foi especialmente entediante."

Especialmente confuso, eu sei. Mas para manter outro bom e velho costume deste blog, recorri à ninguém mais ninguém menos que o Negão (que NÃO POSTA naquela merda de blog). Eis que ele me dá uma ideia, e por sorte (minha, não de vocês) eu já estava pensando (mesmo que de leve) num outro tema, e, para minha felicidade, minha mente anormal e problemática conseguiu unir ambas (quer dizer, vai conseguir, já que estou escrevendo isso exatamente agora e não o post em si), e o resultado vocês veem (MALDITA REFORMA ORTOGRÁFICA!) a seguir, portanto, sem mais desculpas, vamos ao post!

Simbora!!!


Esta não é uma daquelas coisas que não se discute

Sei que religião é um assunto um tanto quanto difícil de se tratar, mas não por si mesmo, mas pelas pessoas, pelos fiéis, e pode parecer um tanto quanto estranho falar sobre religião aqui no blog, blog este que mais reclama e xinga coisas que não gosta do que fala com uma certa quantidade de razão e realismo (na real sempre tem um pouco de ambas, mas são, em 99% do casos, usadas apenas para exemplificar um lado da coisa toda). Interessantemente (na verdade, nem tanto assim) não discorrerei sobre o fanatismo, a corrupção, o roubo, a ignorância e nem nada disso, do mesmo modo que não discorrerei sobre a falta de crenças, a separação do que é religioso do que é fato, do uso excessivo da razão (aproveitem, isso é algo que vocês não me verão falando com regularidade) e nem de teorias conspiratórias (de ambos os lados). É neste post que vocês irão entender (ou irão justamente não entender) um pouco da minha opinião sobre religião. Boa sorte para todos vocês.


Vamos quantificar algumas coisas por aqui

Sei que muitos de vocês (eu realmente tenho que parar com isso, né?) não entenderão (e muitos não quererão entender) o que direi em seguida, mas o ser humano não está (ou seria "é"...?) preparado sequer para ter noção do que é "tudo". Sabe quando alguém te diz para imaginar tudo que você conseguir e em seguida te pede para imaginar algo inimaginável? Pois é, aí você pensa em ETs sem corpo sólido, capazes de costruir (e destruir) coisas em um piscar de olhos, ler mentes e todo o resto? Então, isso não chega a ser 1% do que o "tudo" realmente é. Esse é mais um dos conceitos incrivelmente difíceis de explicar na escrita e fáceis de explicar na fala... vou simplificar ao máximo: o ser humano não é capaz de entender nem 10% do que existe no universo (e nos prováveis demais universos).
Outra coisa que o ser humano é incapaz de fazer é ter uma noção correta sobre o tempo. Digo, não sobre a teoria da simultaneidade ou de como a matéria altera o tempo, mas sim da quantidade de tempo. É fácil imaginar uma hora, um dia, um mês, dez anos e até mesmo 100 anos: o ser humano vive isso. Aumentando a coisa, é ligeramente mais difícil imaginar 5000 anos, afinal, são 1.825.000 dias, e isso é coisa pra caralho, mas tem registros disso, temos "provas", não se imagina os quase dois milhões de dias individualmente, mas se imagina os 5000 anos. Agora, sendo um tanto quanto humilde em relação à quantidade, é impossível imaginar 100 milhões de anos: tenho certeza que você pensou algo na linha de "aah, mas isso eu consigo", mas tenha certeza de que não consegue, ninguém consegue. 36.500.000.000, se você é burro e não sabe ler isso, escrevo para você: trinha e seis bilhões e quinhentos milhões de dias, ninguém, absolutamente ninguém está preparado para saber o que é isso, não em anos, em dinheiro sim, mas não em anos, e há áreas da ciência que lidam com coisas muito maiores que isso: dizem que a Terra tem mesmo 3,5 bilhões de anos (1.277.500.000.000 dias, só para constar), mas não conseguimos imaginar nem um décimo disso, saudosismo levado ao limite é isso aí.


Seria Pedro Bial, Deus?

Esse é um dos raros momentos em que eu queria que vocês existissem mesmo, só para ver vocês me xingando.

Estava pensando outro dia sobre psicopatas com síndrome de deus, Watchmen e aquela questão de ser e poder literalmente tudo: onipresença, onipotência e onisciência. Pensem um pouco nisso: estar em todo lugar, poder fazer qualquer coisa e saber de tudo, agora lembrem-se que nós, meros humanos mortais fracos e inferiores baseados em carbono, não somos capazes sequer de IMAGINAR quanto mais fazer qualquer uma dessas três coisas: obviamente não podemos estar em dois lugares ao mesmo tempo, não temos mínima noção temporal e somos quase tão burros quanto nossos parentes cromossomicamente próximos, as maçanetas. E Deus pode tudo isso e muito mais (Polishop style, eu sei), basta dar na telha!

Pensem assim: todas as vezes que você brigou com a sua mulher, Deus já sabia que ia acontecer e estava lá, ao mesmo tempo em que sabia que estava do lado do seu vizinho assaltante de banco e enquanto sabia que sua tia-avó vai estar tendo um ataque cardíaco, e acreditem vocês ou não, o gerúndio está certo nessa frase! Pode-se dizer que há centenas de bilhões de Deuses (é, eu sei) por aí, e todos eles sabem tudo que já aconteceu, que está acontecendo e que vai acontecer, além de poder fazer com que tudo aconteça do jeito que ele quer, sem que ninguém (a não ser ele mesmo) se dê conta (diga-se de passagem, ele sabia que seu vizinho ia roubar o banco/estava roubando o banco/vai roubar o banco, não gostou disso e fez/já tinha feito/vai fazer algo para mudar isso exatamente agora/ontem/amanhã). Deu para entender?

Nunca tinha notado no tamanho da orelha do Vegeta...

Não sou exatamente a pessoa mais religiosa do mundo, de fato, devo estar na lista dos mais hereges em ao menos umas 12 religiões diferentes (incluindo a que deveria ser a minha "por criação"), graças à minha certeza absoluta de que religião nenhuma está certa sobre tudo, ou seja, acertam em uma coisa ou outra e todo o resto está errado (e tem as que só falam merda mesmo). A consequência disso é que minha visão religiosa é uma mistura de culturas completamente diferentes umas das outras (e várias repetidas), o que me garante um número relativamente alto de "gente" capaz de fazer absolutamente qualquer coisa. E sabem à que conclusão isso me leva?


Ser Deus deve ser chato pra caralho

Você sabe tudo, logo, não precisa aprender. Você está em todo lugar, logo, não deixou nada escapar. Você pode tudo, logo, esforço é desnecessário. Ter literalmente todo o tempo do universo para fazer tudo que você quiser ao mesmo tempo: nos primeiros, sei lá 30 milhões de anos (pelo menos sabendo de absolutamente tudo o tempo passa rápido) deve ser legal, mas depois deve enjoar, e você já sabe que vai enjoar (e exatamente quando e como também).

Agora pensem que você estava de saco cheio de não fazer nada e resolveu criar o universo, para depois surgir por lá um planetinha esverdeado e sem graça, no qual a população está constantemente descontente com algo e/ou alguém. Felizmente essa população criou algo chamado Timmy (se você entendeu isso, parabéns) para poder reclamar de tudo que quisessem. O principal motivo de reclamação dessa população (depois dos relógios digitais) era suas próprias vidas. Sim, eles eram infelizes, e pior que isso, eram propensos à auto-depreciação e à estados melancólicos de espírito, e tudo isso era jogado na Timmy, que ligava, mesmo que indiretamente, todos nesse planeta, que com o passar do tempo (pois esta população não era nada comparada à Deus) foi aumentando e aumentando, até chegar à um ponto controverso: todos deixavam para reclamar da vida (e de quanto Deus era injusto) apenas na Timmy, enquanto que em seu dia a dia, eram mais alegres, felizes e divertidas.

 Porra cara... olha o que fizeram com o Do Contra... porra, e eu achava que o gibi do Mickey que era ruim.

Agora imagine que o mesmo acontece em ao menos um planeta de cada galáxia (a estimativa mais baixa é que existam 1 bilhão de galáxias), o que significa que Deus tem que aturar um bilhão de planetas, e fazendo uma média, isso dá 5.000.000.000.000.000.000 de pessoas (18 zeros - sim, eu sei que você foi contar) falando o quão ruim são suas respectivas vidas, o quão chatos foram seus dias e o como a Timmy (e semelhantes) é a única "válvula de escape", já que ninguém mais os entende e eles não podem falar com ninguém sobre seus problemas. E Deus não só já sabe disso tudo como está do lado de cada uma dessas pessoas, vendo tudo isso.

Absolutamente tudo.


Mas não temam

É interessante essa coisa de separar "jeitos de ser" entre a vida real e a vida na internet, quero dizer, agir de formas diferentes tudo bem, afinal são meios diferentes, mas separar a sua vida dos seus sentimentos ou opiniões e depois jogá-las na internet, assim, sem motivo (e sentido) é simplesmente idiota. E como o ser humano não se contenta em ter uma vida de merda e mostrar isso para o resto do mundo na internet, ele tinha de resolver a coisa, e foi aí que deram um novo uso para nada mais nada menos que os fones de ouvido.

Siiiim, senhoras e senhores, os mesmos objetos que já foram sinônimos de troços grandes e pesados que tampavam as orelhas (com plugs do tamanho de dedos), que já serviram para impossibilitar conversas em fila de banco e que em certos lugares do mundo (COF Rio de Janeiro COF COF) estão em extinção. Armados com seus MP3 (ninguém usa mais essas porras né...? Se bem que não usam nem MP4, MP5, MP6, MP7, MP8, MP9, MP10 e MP11 - e não, não estou exagerando), celulares, iPods e rádios a pilha, essas pobres almas (dica: inverta a ordem destas duas palavras e verá o real significado da frase) enchem seus cartões de memória com músicas depressivas e suicidas, pronto para, na primeira oportunidade, ligarem o wi-fi, roubarem um sinal aberto e despejar na internet suas lamúrias e ameaças prematuras de fazer um bem para o resto da sociedade.



Sabem, às vezes acho que eu deveria atualizar meu conhecimentos do cenário musical, mas basta ligar o rádio pra essa vontade passar.

Andando por aí de cabeça baixa, fones num volume que equivale à não está-los usando e fazendo de conta que todas as outras pessoas são as culpadas por esbarrões, estes são os responsáveis por tornar o mundo, tanto o virtual quanto o real, num muro das lamentações gigante, sempre pronto para acolher reclamações e pedidos (infundados) de justiça a ser servida via update no Tumblr. Fotos em sepia, janelas molhadas e (irônicamente) tênis coloridos são o símbolo deste grupo, que provavelmente irão organizar um suicídio em grupo daqui há alguns anos (entende-se por "quando for hora de arranjar um emprego").

Devo dizer que é um "movimento" que tem futuro (considerando os que não se mataram), já que a tecnologia sonora dos dias atuais é impressionante, com fones cada vez melhores e a internet, como todos sabemos, está em constante evolução, ou seja, com o passar do tempo, não só a quantidade de pessoas que se monstram depressivas irá aumentar, como a qualidade e a quantidade das reclamações vai ser maior, e com essa monofocalização, irá criar (ou "aumentar") um ciclo vicioso, no qual uma vida de merda leva a pessoa a ser depressiva, o que a leva a ter uma vida de merda e assim por diante.



Não confundam os tipos de música sim?

 Aliás, vamos analisar mais à fundo essa coisa: por que só na internet? Tudo bem que só te enche o saco quem você deixar que encha o saco, que não há deveres cívicos e nem morais (ao menos para quem tem bom senso e não o grupo dos defensores dos bons costumes) e (em teoria) ninguém na internet te conhece, mas como falei lá em cima, usar a internet para falar o quão bosta você é, e fora da internet fingir que está tudo bem é simplesmente burrice sem sentido. E tem algo pior que isso: fingir que sua vida é uma merda para poder ficar na internet reclamando e no mundo real agir de forma normal. Porra, qual a dificuldade de ser normal? E vejam a que ponto chegamos: eu falando que ser normal é fácil. E sabem qual o mais legal disso tudo? Vou ter que dar um pouco de razão pra esses filhos da puta.



As moscas somos nozes

Eis a questão do post: o mundo está uma merda gigantesca, e é quase que inerente ao ser humano ser afetado por isso, afinal, boa parte da culpa é nossa. Com todos os problemas sociais, políticos, econômicos, musicais, trabalhísticos e afetivos passando por uma fase mais densa e duradoura do que foi nos últimos anos (lê-se "décadas"), a consequência óbvia é que a qualidade de vida das pessoas caia, em todos os sentidos. Claro que a sociedade está cada vez mais bundona e sem graça e que os diversos meios de comunicação estão tomando o lugar da convivência, mas ainda sim, nada disso é desculpa para alguém decretar que a internet é um local totalmente seguro e confiável, no qual pode-se contar que o Jorginho comeu a Roberta e foi embora sem pagar a conta.

De forma bem simples, a internet é um local público. Segurança é um troço relativo, e do mesmo jeito que numa praça ou num parque, as pessoas da internet não estão interessadas no quão ruim sua vida é, primeiro porque ninguém tem saco para aguentar outra pessoa reclamando o tempo todo, e segundo porque as outras pessoas estão ocupadas reclamando das próprias vidas.

Piada ruim, eu sei.

Forma-se portanto um ciclo vicioso: quando pior fica o mundo, pior fica a vida das pessoas e pior é o uso que as pessoas fazem de ferramentas que deviam facilitar a vida de todo mundo, e conforme essas ferramentas vão deixando de funcionar (ou passam a funcionar mal), pior fica o mundo. Claro que nada disso é desculpa para as pessoas serem imbecis no mundo virtual (se você já for um imbecil na vida real, feito eu, está perdoado), mas ao menos é uma explicação, afinal, ninguém fica idiota da noite para o dia.

E só para encerrar o tópico, se além de você ficar contando cada pequeno datalhe da sua vida na internet, e ao sair dela passa a se comportar normalmente, você é triplamente idiota: a primeira é porque acha que a internet é um bom lugar para gente feito você, a segunda é pela estupidez misturada com a inocência misturada com a falsidade e a terceira é porque você é o tipo de pessoa que faz a internet ficar insuportável. Em uma frase? Nem digna de ser mosca você é.



Supressor de ruídos, som claro e bons graves

Deve ser realmente chato saber todas as merdas que acontece com todo mundo no universo inteiro, saber o que cada um vai fazer, ver a reação de todo mundo em relação à qualquer coisa e ver que tudo que você fez está indo para o buraco (às vezes literalmente), graças à incompetência e incapacidade das suas próprias criações... sem falar que boa parte dela vai botar a culpa em você, mas você já sabia disso (e estava lá pessoalmente para levar a culpa)... claro que você pode esmagar quem quer que seja com uma chuva de atuns recheados de tratores e com molho de catupiry e antenas parabólicas, mas deve dar trabalho demais.

Um tanto quanto irônico pensar que a onipotência, a onisciência e a onipresença fazem você ter uma vida de merda, e como você sabe tudo e está em todo lugar, sabe tudo sobre você mesmo e está junto de você mesmo (um clone... ou um viajante no tempo). No fim das contas, o que resta é reclamar da vida, para então mudá-la como você bem quiser e reclamar dela também, e inicia-se outro ciclo, até que se escolha não ser mais "oni" em nada, para daí poder usar a internet. Ser Deus deve ser a coisa mais chata jamais criada por Deus.


Minha conclusão

Admito que estou com um certo medo de ler o post que acabei de escrever (lê-se "que ainda estou escrevendo"): não tenho sequer noção de como ele ficou, mas gostei de escrever. Não o post em si, mas voltar a escrever aqui : blogs, caros leitores imaginários, é feito droga, você começa gastando 5 reais e depois de um tempo já vendeu sua TV, o liquidificador e a máquina de lavar, e ainda sim quer ver a fuça feia do traficante todo dia.

Enfim, não lerei o post, você que se fodam aí com os erros de português e com tópicos sem sentido. Sei que não deixei claro durante o post qual a pergunta deste Porquês e Afins (são duas aliás), mas a primeira é "Por que Deus precisa de nós e nós dele, se temos a internet e fones de ouvido?" e a segunda é "O que caralhos está acontecendo comigo em relação ao blog?" (e não, a resposta não é "caralhos"). Esta é uma das raras vezes em que nem uma teoria tenho como resposta... perguntarei ao Google enquanto ouço Steppenwolf (mentira, mas combina com o post).

Bem, é isso aí cambada: post entregue no sábado, antes das 11 da noite (são 22:09), após uma semana de sumiço... caralho, como 2011 está sendo ruim (sabem como é, depois de um post como esse não dava para perder a chance).

See ya!
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