domingo, 11 de setembro de 2011

Gírias de uma juventude emancipada

 Aew cambada.

Então, duas semanas sem postar. Até alguns minutos atrás estava pensando seriamente em aumentar isso para três, mas feliz ou infelizmente surgiu uma ideia relativamente boa e relativamente fácil de fazer... aliás, tenho tido boas ideias até, só não consigo escrevê-las aqui, tipo adolescente que trava na hora de falar com uma garota... bem, já tava na hora desse blog entrar na puberdade.

Não vou prometer que semana que vem vai ter post, nem darei alguma desculpa por esse hiato... o que me impressionou foi que desde que não postei mais aqui, as visitas caíram praticamente pela metade, e bem, se você for leitor desta porra, sua vida definitivamente é uma merda e você é um filho da puta, já que me impede de dizer que tenho leitores imaginários... creio que seja oficial agora: este é um blog sério, com responsabilidades. Sim, isso tira um pouco da graça, mas eu nunca fui engraçado, então não faz muita diferença.

Para manter o costume, vamos com uma música foda:


Não custa nada ser um pouco otimista (e não é que hoje é um verdadeiro milagre?).

E sem mais reclamações, desculpas, explicações, músicas, piadas e enrolações, ao post!

Simbora!!!


Da casa de boneca ao hotel virtual

Na minha época (sim, eu tinha que começar desse jeito) infância significava brincar, ralar o joelho, comer porcarias e (eventualmente) ficar acordado até às altas horas da madrugada (lê-se "onze e meia"). Claro que já existia computador, TV, video game e (mesmo que pouco) internet, e é claro que eu já não era um grande fã de esportes, mas meus joelhos já beijaram muito paralelepípedo nessa vida. Basicamente, na minha infância eu era criança, sem responsabilidades, sem cobranças e principalmente sem ter que acordar antes das 9 da manhã.

Claro que naquela época os que seriam grandes clássicos dos anos 80 e início dos 90 já tinham efeito na sociedade, os valores culturais estavam mudando e Meu Primeiro Amor ainda era foda demais para a Sessão da Tarde, mas de forma geral, infância ainda era infância, a Disney fazia filmes fodas, o Glam Rock ainda era inspiração e a molecada comia os biscoitos da TV Colosso aos baldes. Em suma, eram tempos nos quais crianças ainda podiam sair na rua e ganharem doces de estranhos sem serem raptadas, estupradas, vendidas, esquartejadas e jogadas num rio (não necessariamente nessa ordem).

E não, não tinha uma criança aí. Tinha uma mulher.

Acontece que em questão de pouco mais de vinte anos, passamos do "seguro sair à noite para ver vagalumes" para o "bora sair de madrugada para botar fogo em mendigos e dar para caminhoneiros na beira da estrada!", e não, não estou exagerando. A infância de hoje em dia foi extremamente encurtada: aos 12 eu brincava de atropelar meus bonequinhos com um jipe de madeira (é... eu sei), enquanto que com 12 anos as "crianças" de hoje já sabem o que é pompoarismo e como você deve proceder ao entrar numa sex shop (coisa que eu não sei até hoje e tenho um certo orgulho disso).

Vejo garotos e garotas de menos de 10 anos falando sobre maquiagem e videos pornô (de novo, não necessariamente nessa ordem), e porra, nego ainda reclama que o número de abuso de menores aumentou! É meio surreal pensar que aos 7 anos eu brincava com meus dinossauros e que as crianças de hoje tem perfis em redes sociais, saem à noite, ganham mesada (Isso, meus caros, é o maior tapa na cara do socialismo) e ouvem funk (coisa que dá outro post aliás)... quero só ver como vai ser a nostalgia dessa galera daqui há 20 anos.


Faço animação de festa infantil

Bons tempos aqueles que "festa infantil" era pão com carne moída (com molho, obviamente, pra criançada sujar devidamente a roupa) e não lanche natural de caviar.

Tem uma coisa que me preocupa: os pais, digo, não meus pais, mas os pais "atuais". Tenho certeza absoluta que não é implicância minha, mas cada vez mais os pais estão mais imbecis e incapazes de criar uma criança. São totalmente estúpidos e despreparados, seja financeiramente seja emocionalmente, e quando se coloca um retardado na frente de um controle de foguete, é claro que só pode dar merda. E o pior disso tudo é que eles conseguem achar jeitos novos de foderem com a criança todo dia: superproteção, abandono, mimo em excesso, paranóia, violência, falta de violência (nada que um bom tapa não ensine), maus exemplos (isso sim é categoria abrangente...), impaciência, falta de compreensão e abuso sexual (porque eu sei que você pensou isso ao ler "jeitos novos de foderem com a criança todo dia").

Sem falar que cada vez mais os pais deixam de exercer o papel de pai, que tem a OBRIGAÇÃO de ensinar, educar e cuidar da criança. Realmente me impressiona a quantidade de crianças que crescem tendo os exemplos através da TV, da internet, da mídia e não dos pais, porra, claro que criar uma pessoa é difícil, mas se você é um bosta incapaz de tal tarefa, ao menos tenha a dignidade de não ter um filho (isso quando é só um)!!!

Quase isso.

E ainda tem aquela coisa de estar sobrando para a escola ensinar coisas básicas para os pivestes, como respeito, igualdade, não jogar lixo na rua e, se bobear, até como limpar a bunda. É aquela questão de ter uma criança criando outra criança, que sempre, repito, SEMPRE dará errado, não importa as condições. Pode ser que essa criança cresça e se torne uma pessoa (e um pai) decente? Claro que sim, mas será na base do "não serei um pai tão bosta quanto meus pais foram", e depois de 50 anos o desgraçado ainda tem a audácia de reclamar porque não vê os netos.

Tenho a impressão também de que cada vez mais as pessoas tem filhos mais cedo, e não estou me referindo às adolescentes burras que tem filhos aos 16, mas a galera entre 18 e 25 anos. Sei lá, anos atrás alguém tinha filho depois dos 30, depois de já ter feito um monte de merda na vida, para então querer algo melhor para seus filhos (o que é um erro, como eu já disse aqui), mas hoje não, primeiro o infeliz tem o filho com uma outra pessoa qualquer, a criança já nasce com os pais separados (porque ela obviamente foi fruto de uma bebedeira), e aí esses país largam toda a responsabilidade para a creche (ou para os avós, que deveriam sentar o catece em seus filhos) para que eles possam continuar fazendo uma idiotice atrás da outra (incluindo mais filhos), e não venham me dizer que isso é por falta de instrução, porque SE VOCÊ NÃO SABE USAR UMA CAMISINHA, VOCÊ NÃO MERECE VIVER.

E depois, mesmo que a criança consiga, quase que por milagre, virar gente e resolver não ser como os pais dela foram (e não morrer por inanição), a probabilidade de ela resolver não ter filhos é realmente alta. Sem falar que, graças aos vários anos de tortura constante, ela provavelmente será estéril... que aliás é algo realmente bom, pois acaba de vez com a chance do ciclo todo recomeçar... se bem que sempre há a possibilidade da adoção... a paternidade é algo incrível galera, satisfação garantida ou seus gametas de volta!


A síndrome dos botões

Sei que os próximos parágrafos parecerão repetitivos, mas esse é um assunto que quero falar faz tempo e ainda pretendo fazer um post só sobre ele: crianças se comportando como adultos. Já falei disso várias vezes aqui no blog, mas é algo que simplesmente me estarrece (e eu não fui procurar isso no dicionário para escrever), que, ao menos para mim, é de dificílima compreensão (caralho, tô arrasando no português hoje). Entendo que tem gente estúpida no mundo, entendo que as crianças são facilmente influenciáveis, entendo também que tem gente que deveria ser proibida de viver (eufemismo é isso aí) e que a sociedade exerce uma forte influência, principalmente quanto à comportamento, modo e imagem, mas só na base de muito esforço consigo juntar tudo isso para entender algo assim:

E caso você acompanhe o blog faz tempo, você sabe que para eu dizer que alguma bizarrice é incompreensível precisa de MUITO.

Claro que há vários níveis, mas eu contantemente me assusto ao ver garotas de 9 anos se vestindo assim:

E o problema aqui não é o "assim", mas o "constantemente"! Eu sei que moda é um troço que muda ao menos 23 vezes por dia, e não estou dizendo que as crianças de hoje deveriam usar coisas assim:

E nem as dessa época para falar a verdade...

Mas é absurdo uma criança se vestir como alguém que tem, literalmente, o DOBRO da idade dela!!! E se fossem só as roupas seria um problema pequeno, brega, mas pequeno, mas obviamente que junto da roupa vem o comportamento, e eu fico puto pra caralho, ou melhor, PUTO PRA CARALHO ao ver uma garotinha falando para a imbecil da mãe dela comprar A PORRA DUM BATOM, e para passar no SALÃO para fazer a PORRA DUM ALISAMENTO. PORRA, tá totalmente errado isso!!! Ok, eu aceito que as crianças de hoje não gostam de rodar pião e de criar histórias altamente violentas com bonequinhos de plástico, mas uma criança fazendo tratamento de beleza, se vestindo feito hipster (eu ia dizer "vagabunda", mas nem curto pleonasmos... e piadas clássicas) e dizendo que "seria foda um show do Jorge e Mateus" é demais até para mim. E só como observação, criança falando palavrão não é "bunitinho" nem "owwnti" nem nada dessas porras.

Quero dizer, é totalmente normal que os pais queiram que seus filhos estejam bem vestidos e tals, mas a partir do momento que esse desejo dos pais (porque as crianças na real sequer ligam para essas coisas) toma conta da vida da criança, já é um problema. Lembro de quando a Katie Holmes começou com uns exageros pra cima da filha dela e a galera caiu matando, coisa que, aparentemente, deu certo, já que ao menos a garota não sai por aí com bojo (e nem sutiã - ou soutien, sei lá - já que ela tem só 5 anos).

Fazia muito tempo que eu não dava uma desculpa idiota para colocar mulher num post...

Outra obviedade é que a pessoa (lê-se "mãe") que faz isso com os próprios filhos é, além de desequilibrada, uma potencial sociopata e com absoluta certa uma homicida. Basta adicionar isso ao fato de que, por serem mal comidas frustradas na vida, elas projetam seus desejos no mínimo doentios em quem não tem nada com a história (e sim, eu sei que isso tudo soou bem moralista, mas, acreditem ou não, é a mais pura realidade). Algum tempo atrás deu o absurdo rolo por causa da piada do estupro, e repito aqui: você já viu alguma mulher bonita levar sua filha na porra dum concurso de beleza? Você por acaso já viu alguma mãe sã fazer seus filhos passarem por os mais diversos tipos de absurdo (coisas como carreira de modelo, atriz, líder de torcida e demais futilidades)? Claro que não!!! Gente normal não faz os próprios filhos de objeto cacete!!!!!

E ainda por cima tem gente que acha totalmente normal e compreensível que uma criança tenha sua infância e adolescência tomada pela parte mais chata e sem graça da vida, que é a fase adulta (só para vocês verem como Deus é filho da puta, esta é a maior fase também). Aliás, nunca entendi essa coisa que algumas crianças tem (ou que é incutida nelas) de querer crescer, querer usar salto, ter barba e trabalhar, porra, salto é desconfortável, fazer barba é um saco e trabalhar só é legal se você não precisa trabalhar. No fim das contas tudo se resume à isso: botar crianças para fazer o trabalho de adultos incompetentes... e tem gente que usa "infantil" como xingamento. 


Do símio ao ereto

Já disse que eu adoro metalinguagem?

Pense por um momento que o mundo não irá acabar, que as crianças de hoje vão crescer, que os adolescentes de hoje serão pais (se já não forem) e que você será um tiozão ou uma tiazona (interessante a diferença aqui: tiozão é aquele cara foda com um carro caro, já tiazona é aquela gorda solteirona que faz BOLINHO DE CHUVA bem pra caralho). Pense também que o mundo continuou no mesmo rítmo, dando importância para coisas inúteis e/ou temporárias e deixando de lado coisas ligeiramente importantes como a quantidade de petróleo ainda existente no platena. Pense ainda que ninguém mais novo que você sequer sabe fazer alguma coisa que não seja via internet e que incrivelmente o "sistema" é tão poderoso ao ponto de sair do ar sempre que quiser tomar um café. Agora imagine o quão glorioso e gratificante será ver que os seus filhos fazem parte dessas novas gerações.

Esse é o velho questionamento que gente pessimista vem se fazendo há alguns anos: se hoje está assim, o que vem depois? Tem outro velho companheiro, o "lembra quando a gente achava que X que era ruim?!". Se a minha geração foi a responsável por matar a comunicação analógica (lê-se "sem uma tela entre as pessoas"), e as gerações mais novas são responsáveis por tornar a imagem algo extremamente importante e deixar de lado coisas básicas para a humanidade, como a política, o combustível, a energia e o trabalho manual (e quando não as esquecem, as deturpam completamente), o que será que essas gerações ensinarão para seus filhos e netos? Qual a grande merda que essa galera toda incutirá nas gerações vindouras, para que nossos netos e bisnetos estejam mais afundados na merda que chão de fossa? Considerando que essas gerações saberão o que é uma fossa e o que fazer com todo o lixo produzido pela humanidade, já que provamos que as gerações atuais não conseguem resolver isso.

Como o masoquismo é inerente à minha pessoa (e do jeito que as coisas vão, às novas gerações também), quero ver o que isso vai dar, afinal, cedo ou tarde a coisa tem que quebrar para alguém levantar do sofá e ir lá concertar tudo (para então se auto-eleger governante do mundo, mas isso é um detalhe). Se as coisas continuarem como estão, aconselho à todos vocês que não tenham filhos, e caso você já tenha um filho, castre-o, para que você não veja seus netos se fodendo com o resto da população mundial... que deverá chegar, "se tudo der certo", à marca dos 10 bilhões de pessoas, já que o mundo não está lotado, quente e barulhento o suficiente.

Sabiam que a quantidade de mulheres no mundo é maior que a de homens? Pois é, e com esse aumento de mais de 3 bilhões de pessoas (3.000.000.000, só para esclarecer) a quantidade de gente estúpida no mundo vai aumentar também, o que significa que não só acontecerão mais coisas ruins (pode-se ler como "nascimentos", mas fica à seu critério), como a quantidade de coisas boas também diminuirá, e sim, a culpa é toda das mulheres... pelo menos por enquanto, já que algum "gênio" provavelmente tentará fazer com que homens engravidem também... numa sociedade futuristica perfeita, todos serão hermafroditas, e assim a humanidade irá finalmente acabar com a "eterna" guerra dos sexos. 


Minha conclusão

 De certo modo, é estranho imaginar que tudo que entendemos por "mundo", todos os conceitos básicos, os ideais, o formato de entendimento, as perspectivas adotadas e conhecimento de causa, vão, cedo ou tarde, gostemos ou não, mudar. A humanidade não está (e acho que nunca será) preparada para lidar com a mudança de pensamento e de existência, pelo simples fato que por mais que 90 anos demorem para passar, ainda é pouco do ponto de vista da Terra ou mesmo do universo, ou seja, reclamaremos das coisas até que não sobre mais ninguém para reclamar.

Por mais que desenvolvamos estudos psicanalíticos e todo o resto, vamos sim renegar ao o último minuto a ideia de que as pessoas estão disposas a sacrificar a parte mais importante da vida de outras pessoas (pessoas essas que deveriam ser as pessoas mais importantes do mundo para as primeiras pessoas) por motivos tão ínfimos e desimportantes quanto a aparência (seja esta no sentido físico seja no sentido moral) e o desejo de atenção. Criança TEM que ter infância, tem que sujar as roupas, se machucar, brincar na chuva (e no seco), ficar doente (e experimentar os mais diferentes xaropes) e se darem conta de que os adultos são muito complicados e os adolescentes são muito chatos, afinal, à menos que eles morram, esse é o futuro deles (e muito provavelmente a morte seria bem mais fácil de se viver).

É, sem resalva nenhuma, um total e completo absurdo que cada vez mais crianças passem por esse tipo de coisa, passem por concursos idiotas e por situações incabíveis. É um absurdo que a adolescência comece aos 8 anos de idade, é um absurdo que os pais criem seus filhos para serem o que eles queriam ser, é um absurdo que crianças queiram deixar de serem crianças e é um absurdo que eu tenha que escrever um post inteiro sobre o assunto e seja obrigado a dizer que daqui há alguns anos a coisa só vai piorar. Dedici, há muito tempo, que não quero ter filhos, e só tem um único motivo para isso: não quero botar uma criança num mundo que está como o mundo está. Mas acho que daria um bom pai... ao menos deixaria meus filhos escolherem por si mesmos o que eles iriam ser quando crescerem.

Mas é isso aí cambada, final de mais um post. Creio, com total sinceridade, que este é um post para marcar a história deste blog: é o primeiro que escrevo em um bom tempo e é o primeiro de que tenho um orgulho como conteúdo e não simplesmente como entretenimento... seja isso bom ou ruim. Não prometo outros posts, e muito menos outro post tão bom quanto esse (humildade nunca foi um ponto forte do blog mesmo). Então é isso, caros leitores existentes, são 3:44 da matina, este post vai ao ar às 8 e eu tenho que acordar cedo em pleno domingo... o que eu não faço por vocês pqp.

See ya!
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