sábado, 15 de dezembro de 2012

Costumes

Aew cambada!

Esta é a primeira vez deste a criação do blog que o banner do mesmo permanece igual no fim de ano. É também a primeira vez que não há neve caindo, e já adianto que nada mudará para o ano novo, nem o banner e nem fogos de artifício. E, devo admitir, é estranho.

Eu realmente gosto de comemorar tais coisas. Claro, eu sacaneio com os costumes destas épocas, mas ainda sim, gosto de montar a árvore, perdurar luzes, ouvir canções... E também gosto de fazer novos banners, mudar o esquema de cores, e, claro, os posts comemorativos de fim de ano. Então, esta será a primeira vez em que não teremos um especial de Natal e nem uma retrospectiva. E acreditem, escrevo estas linhas com uma certa tristeza.

"Mas porra, o blog é seu, e já que você quer, faz as porras dos posts!". Então... Não. O blog não precisa mais disso. Não é porque eu gosto de chocolate que eu vou comer chocolate o tempo todo, ou seja, não é porque eu gosto de passar horas pensando num novo "slogan" que eu passarei horas pensando num slogan.

Eu provavelmente prometi que faria alguma coisa este ano, mas bem, eu não sabia como seria este ano. E já que estamos falando disso, sim, eu sinto falta dos grandes posts, com várias imagens, vídeos e tudo mais (meio que exatamente como eram os posts de final de ano). Talvez ainda role algum deles por aqui, mas porque eu quero fazer tal tipo de post, e não porque é o que eu faria normalmente.

Por fim, não me resta nada a não ser manter algo que falo todo ano: Feliz Natal, feliz Ano Novo. Este ano não tem agradecimentos, ou imagens, ou a Simone, mas foi tão interessante (senão mais) que os outros... Como sempre, não passem o Natal e o Ano Novo lendo este blog de merda, vão comerar. E see sobrevivermos ao dia 21, aproveitem 2013... Podemos escapar desta vez, mas vai saber da próxima?

See ya!
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sábado, 1 de dezembro de 2012

Teje Errado

Eu não gosto de pafletagem, comício, ativismo, militância, é chato. Simples assim.

A questão é que ninguém convence ninguém de absolutamente nada, e a coisa toda fica como estava porque quem tenta, fracassa, e quem é tetado não quer ter o trabalho e o incômodo de ter de repensar o que provavelmente já não pensou, provavelmente apenas englobou, juntando-se ao discurso pré-estabelecido, com uma ou outra mudança, só para não dar na cara.

Estou no Bacon há uns anos, e tenho certeza absoluta que não consegui convencer ninguém sobre nada. Talvez eu seja um incompetente, mas a questão não é a causa, é a consequência. Entratanto, como posso afirmar tal coisa, sendo que o único parâmetro é o outro? Simples, porque nenhum deles conseguiu me convencer de nada. Talvez eu seja duplamente incompetente, na hora de convencer e de ser convencido, mas aí já é demais até para mim.

Não vou mentir, o que gerou este post foi mais uma incrivelmente fantástica mensagem de pregação do ateísmo. Eu não queria transformar isto em mais um post sobre "ateus podem ser tão chatos (ou mais) do que religiosos", então para encerrar logo a conversa de religião e não-religião, digo apenas que odeio igualmente quem toca minha campainha às 8 da manhã de sábado para pregar a palavra do Senhor quanto odeio alguém que compartilha a porra da imagem da cédula de real e faz discurso por causa de três palavras.

Mas voltando ao tema, as pessoas não querem ser convencidas do que não são convencidas. Eu não quero, você não quer, o seu Lourival da padaria não quer, e se você não concorda com estas linhas, de nada adiantará lê-las, e portanto de nada terá adiantado eu tê-las escrito. "Uma verdade incoveniente", como diria aquele cara que curte uns filmes mais fortes.

É um tanto quanto triste a situação toda. Um "não vai e não racha", ou melhor ainda, um "não dá e não desce", num empata-fodismo total. É tudo muito bonito enquanto a coisa está relativamente boa para todo mundo, mas a partir do momento em que algo desanda, e deve-se tomar atitudes para reverter e/ou alterar tal quadro, todo mundo leva a pior, uma vez que não há ninguém preparado (ou com culhões) para tomar tais atitudes.

É a troca que gera o entendimento, se um não aceita (ou ao menos considera) o que não é seu, não há a compreensão, e portanto fica-se de mãos atadas. Há teorias que dizem que o avanço somente acontece quando há o choque entre costumes, culturas, conhecimentos diferentes, choque este amigável ou não, e que somente depois do choque, em que tais diferenças já foram acertadas, há a capacidade de sanar problemas (para depois criar outros).

Portanto, finalmente fecha-se o ciclo do post: não há a troca (ou embate) de opiniões, costumes, conhecimentos diferentes, porque ninguém quer aceitar o que é do outro, porque o que é do outro é chato. Mea culpa total isso aqui, mas não pensem nem por um momento que estou sozinho nessa: estamos todos no mesmo barco. E vamos naufragar se continuarmos assim, só restando decidir quem é, de fato, o capitão, que, como diz a tradição, deve ir para o fundo com seu navio.

See ya!
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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Carta aberta à quem também não sabe a resposta

Aaaaaaaaewwwwwww cambaaaaadaaaaa!!!!!!!

Não sei se já fiz um post assim por aqui, provavelmente não, mas quem liga?


Com absoluta certeza você já se deparou com propagandas na internet, desde os bons tempos dos milhões e milhões de pop-ups pulando na sua tela até o mais recente "evento" propagandístico: as inserções em meio à videos. É, aqueles que tomaram conta do YouTube e de vários outros sites de compartilhamento de vídeos, no caso do tio Google, uma evolução para o AdSense.

Pois então, tenho certeza absoluta que não falo só por mim quando digo que odeio propagandas em vídeos. Ok, eu sei que sou meio que extremista, mas estou fazendo um puta esforço para dizer isso aqui: Pop-ups não me incomodam, anúncios em barras laterais não me incomodam, banners, gifs, vídeos publicitários, aqueles troços que se expandam quando você passa com o mouse em cima deles, e nem mesmo propagandas "meça a temperatura do seu amor" ou "enlarge your penis". Sério, eu vivo muito bem com tudo isso. E até que vivo muito bem com os meus três centímetros e meio de pênis. Claro, tudo em exagero vira um problema, mas nos níveis normais, nenhum desses chega a sem um incômodo de verdade. Mas com as propagandas nos vídeos a coisa muda.

Até o momento em que as propagandas nos vídeos se limitavam à banners na parte de baixo dos mesmos, aquelas "anotações" coloridas, backgrounds modificados e os clássicos banners, tudo ia muito bem. De verdade: as pessoas podiam assistir os vídeos em paz, os donos dos canais e os anunciantes lucravam e todos ficavam felizes. Lá em 2009 quando Sony, Universal, EMI, E1 Entertainment e Abu Dhabi Media se juntaram, criou-se a (o?) Vevo, que qualquer um que use o YouTube atualmente conhece. Bem, só para contextualizar, o Google e a Vevo tem um contrato de divisão de lucros, e as três principais empresas por trás da Vevo (ou seja, Sony, Universal e EMI) apoiaram veementemente aquela coisa toda de SOPA/PIPA, retirando seu apoio quando viram que ia dar merda.

Mas deixemos isso para depois. O que importa aqui é que a Vevo é a maior representante do uso de propagandas em seus vídeos, usando para isso a plataforma do Google, que expande tal formato de publicidade para qualquer um que queira (usando uma palavra que eu odeio) monetizar seu canal. Seguinte: propagandas não me incomodam. Todos já vimos propagandas geniais, seja na TV, internet, revistas, etc., e, devo admitir, num passado longínquo eu até mesmo considerei cursar Publicidade e Propaganda, curso no qual, hoje sei, falharia miseravelmente. Mas se a propaganda em si não é o problema, este se manifesta no modo como a propaganda é feita.

Basicamente tais propagandas podem acontecer em três momentos: antes do começo do vídeo (o mais comum), no final do vídeo e no meio do vídeo. Todos eles podem se apresentar de três modos: o que você pode pular, o que você pode pular após um tempo mínimo e o que você não pode pular. Pessoalmente há dois que me irritam mais: os que vem antes e os que vem durante o vídeo. E obviamente o tipo que não pode ser pulado é o campeão máximo entre eles.

Sinceramente entendo o porquê de empresas, seja o Google, a Vevo ou qualquer outra de colocar propagandas em seus vídeos: o lucro é o objetivo, e é particularmente vergonhoso dizer que uma empresa não sabe gerar lucro. Ao mesmo tempo, isto também é válido para a empresa que tem um produto: ela precisa vendê-lo, e para tanto necessita das outras empresas, as de logística, (eventualmente) a de terceirização e, claro, a de publicidade, já que não se vende um produto que os consumidores não sabem que existe.

A verdade é que o sistema capitalista é adoravelmente intrincado. Não estou tirando "a culpa" de ninguém, mas também não posso colocar culpas à mais. O problema, para mim, não reside na empresa que faz grampeadores, nem na que o coloca em caixas, nem na que o coloca em outdoors e nem na que contrata gente para ouvir xingamentos por o grampeador não funcionar, mas sim no pensamento por trás disso tudo.

Já é evidente que estamos numa época interessante da humanidade: estamos muito desenvolvidos em relaçãos às ciências, estamos relativamente bem socialmente, avançamos a passas largos em diversas áreas do conhecimento e conhecendo novas áreas. A questão é que nunca antes a humanidade chegou onde está hoje, e isso quer dizer que estamos num impasse: não podemos retroceder, mas não temos ideia do que acontecerá daqui para frente. Ou seja, mudanças são necessárias: devem, e vão, acontecer, e viver em épocas assim é realmente problemático.

Antes podíamos afirmar que chegaríamos ao Polo Sul, e chegamos, e alguns anos mais tarde podíamos afirmar que chegaríamos à Lua, e chegamos. Mas ao chegar neste momento em que ainda não temos o "novo" e o "velho" não serve mais, simplesmente paramos. Não totalmente... é como se pisássemos no freio, e deixássemos o carro percorrer os últimos metros "sozinho". Reduzimos o avanço porque seus rasultados são desconhecidos. Isso já aconteceu antes, e várias vezes, mas nunca numa escala tão grande.

Enquanto nosso carro percorre lentamente os metros restantes, contiamos a viver pelo que já conhecemos, ou seja, "o velho". E eis o ponto: continuamos a usar o "velho", para viver no que não é nem velho e nem novo: o nosso presente. Equivale à dizer, de uma forma mais eloquente, que "tamo levando a vida né?". E é aqui que voltamos para a publicidade.

Como é o tema central do post, focar-me-ei (olha que bonito) na publicidade, mas que fique claro que ela está no mesmo barco que todo resto. Passamos o tempo dos outdoors e dos caras com megafones na mão, em cima de caixotes, chamando os compradores. Passamos pela revolução visual, estética e de valores. E passamos por reformas profundas na produção dos produtos à venda. Do mesmo jeito que o algodão e máquinas à vapor foram o máximo, cartazes, gifs, banners e pop-ups também já são "relíquias". É como minha velha máquina de escrever: funciona, faz um excelente trabalho, e eu realmente gosto dela, mas meu celular faz muito mais do que ela.

Chegamos, uns dois ou três anos atrás, à última novidade publicitária: as propagandas nos vídeos, que como todo o resto tenta se ajustar aos tempos em que vivemos e de nossas demandas, mas que, devo dizer, falhou. E não foi a única. Algumas felizmente foram deixadas de lado, afinal não representavam nada e os responsáveis por elas se deram conta disso. Acontece que os anunciantes e seus clientes ainda não se deram conta de que a publicidade nos vídeos não é a resposta para nada.

Como sei disso? Bem, aqui na barra lateral do blog há tipo uma "biografia" minha, e nela digo que não sou especialista em nada, e de fato essa "biografia" foi uma das pouquíssimas coisas que não mudou desde o começo do blog. Então, voltando à pergunta inicial deste parágrafo: Como sei que propagandas nos vídeos não são a resposta? Porque é para mim que elas tentam vender seus produtos. E não conseguem.

Eu sou o consumidor alvo, do mesmo jeito que você é, mas ao contrário de chamar minha atenção para o produto, ao contrário de me fazer querer consumir, ao contrário de me efetivar como consumidor, tais propagandas fazem o contrário. Eu não quero comprar seu novo modelo de picape, a sua nova picape me irrita, me cansa, me dá trabalho. A sua nova coleção de inverno desperdiça meu tempo, que eu poderia e queria estar usando com o vídeo que eu escolhi ver. Me contar sobre o lançamento de um novo filme cheio de explosões me impede de ver o curta de animação que é muito mais o meu estilo. E acima de tudo, o Hot This Week faz eu passar de AC/DC para Radiohead... só que estaria tudo se fosse, de fato, Radiohead.

Ou seja, sua propaganda não me torma um consumidor, não me faz gostar de você. É justamente o contrário: eu passo a criar uma antipatia à sua empresa, ao seu produto. Eu vou procuprar o produto concorrente, que ao contrário do seu, me deixa assistir o vídeo que eu quero. A cada propaganda, que me irrita, me cansa, me perturba, eu te odeio mais e mais. E isso não é uma estratégia de vendas inteligente. Ela é realmente estúpida.

Então, finalmente, fica aqui o apelo do consumidor: seja você o cara que faz um produto ou o que embala ou o que coloca numa prateleira ou o que ouve meus xingamentos (ou ainda tudo isso junto), por tudo que lhe é mais sagrado, seja Odin, Rá, os peitos da Fafá de Belém, sua mãe, o primeiro anel que seu marido te deu, seja até mesmo o próprio produto que você vende, por tudo que lhe é mais sagrado: me deixe assistir meu vídeo.

Eu não sei qual a resposta para a publicidade, e sinceramente creio que me livrei de sabê-la quando descartei a possibilidade de seguir tal carreira, mas como seu mercado alvo, eu imploro, não me faça te odiar. Sério, eu posso gostar pra caralho do que você vende, mas a partir do momento que ele pisca na minha frente antes de Angus Young, você estraga as suas chances de venda e a minha alegria em ver um velho acabado de roupa de escola.

Não sei se é melhor continuar tentando devagar, ou voltar ao "velho", e torcer para que este ainda dê no couro, só sei que o modo atual é ruim para todo mundo, e é melhor mudá-lo antes que o estrago seja grande. Eu não sou tão velho assim, então vocês ainda terão de me anguentar, como alvo, por pelo menos mais uns dez anos, e o mesmo se aplica às pessoas que pensam assim como eu. E, meus caros, sacanear com seus consumidores antes mesmo de eles serem consumidores é burrice. Deixem isso para o pós-venda: é o trabalho deles.

See ya!
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Como ser um ditador (ou um assassino)

Arranje mentes fracas para você. Garanta que assim o são, porque vai ser importante mais para frente.

A chave para o sucesso é saber identificar, saber escolher as pessoas certas, o que significa que é preciso saber identificar aquelas que estão numa situação deplorável, independente de quão boa seja a vida que estas pessoas levam: quanto melhor a vida de alguém, se esta for comiserável, maior será o sacrifício que esta pessoa pratica dia após dia.

Pessoas não fazem o que não querem fazer, o que, genuinamente, não tem coragem (ou força, ou sangue frio - chame como quiser) de fazer, e é por isso que é importante que tenham mentes fracas: para que você as convença de que elas realmente querem e podem fazer o que você quer que elas façam, queiram ou possam elas ou não.

Discurso é imporante: paz, liberdade e igualdade, são os objetivos, mesmo que haja guerra pela paz ou paz para preparar a guerra. Deve-se buscar um equilíbrio entre o que você quer (e/ou precisa) fazer e o que as pessoas querem ouvir, o que equivale dizer que simplesmente ordenar um massacre é muito menos efeitvo do que ordenar um massacre para preservar os direitos, os ideiais e os valores da sociedade criada.

Sim, "sociedade", pois não se planta uma roseira no deserto e nem um cacto num vaso de centro de mesa. Para usar mais uma metáfora, é preciso ter uma boa fundação para que o prédio não caia, então deve-se também (e com prioridade máxima) substituir a cultura, os valores, a moral e os costumes anteriores aos seus, permitindo assim que não haja nem objeção às suas ideias e nem, distorções, dúvidas e (principalmente) o sentimento de "estávamos melhor antes": Imagem.

Não importa a situação, por pior que se esteja, deve-se passar a imagem de mais perfeita ordem, poder, segurança e indestrutibilidade: fortalecendo sua base, esta lhe fortalece, e um ciclo vicioso é o seu sistema perfeito de manutenção do status quo. Diga-se de passagem, vencer (lê-se "exterminar") uma revolução e/ou revolda de vez em quando pega muito bem, além de não deixar seu séquito preguiçoso e acomodado.

Garantindo sua base, sua imagem e seu discurso você cria seu "estado" (não confundir com "Estado", que é, muitas vezes, o objetivo da coisa toda), o que lhe dá e mantém seu poder, e é aqui que entra a importância das já mencionadas mentes fracas. Poupar trabalho, no início, é quase certeza de fracasso, mas depois de já estabelecido deve-se fazer mais com menos: a manutenção é de alta prioridade, mas ao estabelecer uma nova identidade (de cultura, costumes, ideais e de valores), inclui-se aí a "auto preservação", estabelecendo assim que a própria sociedade se mantém, deixando-o livre para cuidar de assuntos urgentes (estes devem ser minimizados e, finalmente, erradicados através do tempo) ou de maior interesse, a se exemplificar com a expansão do Estado.

Já tendo tratado da manutenção, passa-se à expansão, que pode-se realizar através de vários modos, cada um com seus prós e contras: forçosamente, podendo variar entre a pressão por parte dos iguais ou através da aplicação direta pela força; através da propaganda, fortalecendo assim discurso e imagem, variando entre a benevolência e a onipotência; "manipulando a situação", apresentando-se assim como uma "salvação para as pessoas (independendo do que se salva), oferecendo assim uma "escolha";

É importante se lembrar de que mesmo que você falhe agora, sempre haverá, no futuro (seja este daqui meses ou décadas), gente disposta a apoiá-lo, independente de quão surreais suas ideias possam parecer. A grande questão é contar com os extremistas, mas não apoiar-se neles, afinal, serão os únicos a lhe defenderem após serem pegos, o que significa dizer que serão os primeiros a mencionar seu nome, mesmo que seja para louvar-lhe.

Tendo criado sua base, sua imagem, preservado sua posição e expandindo seus interesses (uma vez que "estabilidade" não deve significar "estagnação", mas sim crescimento e fortalacimento constante, variando de intensidade de acordo com o contexto aplicado), torna-se desnecessário sua participação no governo comum, ou seja, você não precisa mais se preocupar com tudo e pode ordenar a outros que façam o que seria seu serviço. Ao mesmo tempo que esta manobra facilita sua vida e lhe dá tempo para executar outras medidas, ela pode lhe trazer problemas, que acabam por se resumir em uma palavra: insubordinação.

Manter um certo afastamento do governo diário não significa que você pode relaxar e descuidar de tudo que criou: liberdade demais abre espaço para manobras, e isso é justamente o que você não quer. Deve-se portanto manter rédea curta, tanto com seus "ministros" quanto com a população e os demais cargos governamentais. Um dos maiores erros que se pode cometer é deixar que outras pessoas façam seu trabalho, mas de um jeito diferente do que você faria. Em suma, você diz o que cada um deve fazer, como deve fazer e após a tarefa ser concluída deve fiscalizá-la (bem como os resultados que ela traz) pessoalmente.

Ainda que seu governo esteja forte, sua imagem intacta e seu poder permaneça inquestionável, é indispensável a manutenção de suas forças armadas. Mesmo que você não precise utilizá-las na manutenção do Estado, esta deve estar sempre preparada, uma vez que por mais poderesoso que um líder, seu governo e/ou seu Estado seja, ele não está imune à ataques, sejam estes vindos de rebeldes internos (que como já foi dito, devem ser erradicados) seja de fontes externas. Não apenas defender seu poder, suas forças armadas devem defender a população e, ao mesmo tempo, ter equipamento, tropas, disciplina e treinamento necessários para revidar o ataque, o mais rápido possível, e de preferência de modo que um segundo ataque não seja necessário à você e nem possível ao inimigo.

Uma vez tratado da aquisição e da manutenção, chega-se à uma parte crítica: a transferência de poder para o próximo no comando. Feliz ou infelizmente, este é um momento que deve ser seriamente levando em conta, afinal, por mais que algo dure, nada é eterno, e isso se aplica à humanidade. Deve-se, portanto, desde cedo, preparar seu sucessor, ensinando-o, guiando-o e direcionando-o, garantindo assim que a hegemonia continue: trata-se de preparar seu legado, mas de nada adianta ter tudo e dar tudo nas mãos de alguém que não tem capacidade e habilidade para lidar com isso. O que nos leva à questão inicial: é preciso saber escolher. Seu sucessor, acima de tudo, deve fazer parte de seu séquito, ser leal à você, mas ao mesmo tempo ter as características que definem um líder.

É imensamente indesejável que a pessoa a governar depois de você não seja preparada para tal tarefa, o que significa dizer que este deve ser igual ou até mesmo melhor que você. Além de ser condicionado a pensar e agir de forma determinada, executando as funções que você lhe encarrega, este deve ter um preparo diferenciado: deve entender de política, de guerra, de paz, ou seja, tudo que a população já sabe, mas com a diferença que ele mandará e não obedecerá. De forma simples, você, pessoalmente, deve prepará-lo para ocupar tal posição, ensinando-o tudo que sabe e garantindo que ele tenha capacidade para realizar atos (independentes dos objetivos) por conta própria. Entretanto, como já foi dito, não pode haver espaço para a moleza: seu sucessor estará no comando apenas quando você disser que ele está no comando, e a melhor forma de fazer isso é garantir que ele assuma apenas após sua morte, e que a população tenha a subservência à ele que tem à você.

Tendo esclarecido os passos gerais, cabe afirmar o óbvio: cada situação é uma situação, o que quer dizer que as ações específicas a serem tomadas dependem quase que inteiramente do contexto, dos envolvidos, das causas e das consequências a serem obtidas. Uma verdade, que pode ser moldada, mas que de início deve-se prestar atenção é o governante depende do povo, ou seja, de nada adianta usar um molde que não se adequa à situação vivida, a não ser que já haja um trabalho de preparação da população. A ordem geral é de que tudo pode ser alterado, mas toda e qualquer mudança (antes do governo efetivo) leva tempo, e tanto a alteração almejada quando o tempo necessário devem ser levados em conta.

Finalmente, nesta parte final, há a obrigação de afirmar que os resultados, todos eles, dependem de três fatores-base: a já mencionada população, você, é claro, e, o que lhe é permitido. Em outras palavras, sua vontade pode ser exercida em qualquer lugar, a qualquer momento, mas fatores como o local, recursos, o clima, a economia, o ideário já presentente na população e a quantidade de chances que você terás. E obviamente que se você desperdiçar chances demais, antes ou depois de estar no poder, a possibilidade de você perder são altas.

Arraje mentes fracas para você: caso você erre, elas não serão perigo algum.
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domingo, 29 de julho de 2012

Aprendendo a ser pai (ou mãe)

Senhores, nesta madrugada de sábado para domingo fiz dois posts: o primeiro estava realmente bom, mas o Blogger perdeu, e o segundo era uma tentativa idiota de reescrever o primeiro, e o Blogger perdeu esse também... vai ver não devo fazer este post... então, como mandam as tradições, farei mesmo assim.

No post original, eu dizia várias coisas acerca do blog, e aquele post começava mais ou menos assim: pela primeira vez, desde que comecei este blog, não me sinto incomodado com a falta de posts aqui. Pois é, tinha até uma piada idiota sobre "quanto tempo eu não posto". A realidade é que aquele post estava ficando tão bom, que seria errado vocês lerem algo daquele nível depois de tanto tempo sem nada para ler por aqui.

Mas voltando ao tema, sim, pela primeira vez essa falta de posts não me atrapalha e/ou irrita em nada, aliás, essa falta de posts faz muito bem para mim e para o próprio blog. No antigo post eu comparava a "vida" deste blog com a nossa: ele foi criança, foi adolescente e agora finalmente é adulto. Eu comparava também com gelatina, mas isso fica para outro dia (o que significa dizer que jamais ocorrerá novamente).

Nesses mais de três anos (quatro, em Maio do ano que vem!), o blog nasceu, e era completamente diferente do que é hoje, tinham um objetivo diferente: reclamar das coisas. E bem, todos sabemos que compri esse objetivo. Na adolescência, esse período tão legal e conturbado, que não por acaso foi o maior deste blog, a base era uma só: xingar as coisas e pessoas, e compri isso também, mas por mais legal que seja xingar tudo (E é realmente legal), chega um ponto em que isso passa, e para mim e para o blog, esse tempo passou.

Finalmente chegamos à uma maturidade aqui, eu e o blog, porque bem, um é consequência do outro. Não posso dizer que sou "o adulto que sempre quis ser", mas posso dizer que o blog é. Os temas dos posts mudaram, minha escrita mudou, as opiniões mudaram, os layouts mudaram, enfim, este blog, com três anos, é quase velho. E apesar de eu saber que há blogs com muito mais tempo que este, creio que este possa dizer que cumpriu todos os seus objetivos.

No antigo post, eu falava acerca dos títulos daqui, dos títulos dos posts, dos tópicos e subtítulos, das colunas, enfim, dos títulos, e de como eu gosto deles. Dizia também que os títulos dos posts são a última coisa que eu escrevo. E bem, eu não gosto só dos títulos, mas gosto do visual, gosto da variedade de temas e gosto dos peixes no fim da página.

Aliás, algo que sempre quis, e consegui, foi criar uma "cultura interna" para o blog, ou seja, um conjunto de costumes, piadas, palavrões e "trejeitos" próprios, que caracterizassem o blog. Temos o tradicional "aew cambada" no começo dos posts, o clássico "see ya!" no final, algumas piadas recorrentes, o costume de botar horário nos posts, o "minha conclusão", e a lista continua. São esses pequenos detalhes que dão particularidade à um blog, todas elas vão muito bem por aqui.

No outro post eu também falava acerca do "sucesso" do blog, citando número de visitas e visualizações, bem como a orgulhosamente elevada taxa de rejeição, mas deixando de lado os números, a questão é que este blog é "grande". Claro que como todo mundo, como comecei, "sonhava" com um blog "grande" e de sucesso, mas com o passar do tempo notei que isso realmente não importava: se uma única pessoa tirou proveito de qualquer coisa que escrevi aqui, e essa coisa serviu para fazê-la pensar, mesmo que pouco, já valeu à pena.

Por mais que, durante um tempo, eu tenha dito que tinha sim leitores, digo com certa felicidade que não, que tenho apenas os bons e velhos leitores imaginários. Ou seja, vocês. Não há como comparar, mas creio sinceramente que a falta de "sucesso" deste blog foi muito bom para ele. As coisas seriam completamente diferentes do que são hoje, poderiam ser melhores ou piores, mas não iguais, e eu realmente gosto de como ele está hoje, e de como chegou aqui.

E neste "como está hoje", voltamos para o começo do post: este blog finalmente cresceu. A infância é, de fato, aquela "magia" toda, a adolescência é um saco, mas é uma época incrível, e a (suposta) maturidade é um período de calmaria e, como tantas vezes frisei, de equilíbrio. Como isso se aplica? Bem, chega de posts por "brincadeira", chega de posts só para xingar algo, chega de grandes análises de coisas. Tudo isso já foi, e foi incrível, mas não é mais a realidade. Não que as brincadeiras devam morrer e que o determinismo e conformismo devem reinar, mas não há mais o... ímpeto de antes.

Tudo, daqui para frente, é diferente. Não é mais uma época para aprender coisas novas (apesar que aprender coisas novas sempre é muito bom), de grandes revoluções. Daqui para frente não é "mudar", "criar", mas apenas adicionar: os que mais vier é lucro, e não base. Os posts, a partir de agora, serão escritos porque merecem ser escritos e porque merecem ser lidos. Isso não os isenta de ler os posts anteriores, mas aviso desde já que os melhores posts estão por vir. Não os mais revolucionários e ambiciosos, mas os mais bem escritos.

Nesses três anos, muita coisa passou por aqui, de teorias cientificamente embasadas até estórias completamente sem nexo e sentido, e acreditem, foi legal escrever tais coisas. Cansativo e demorado, é verdade, já que cada post aqui leva muito tempo e requer muita dedicação, mas gostei de os escrever, ainda que goste mais de uns que de outros. A questão é que, eventualmente haverão posts gigantescos, posts indignados, posts xingando coisas e posts que me comprariam uma passagem de ia para os braços da camisa de força, mas bem, já dizia Clarice Lispector: "nada do que foi será, de novo do jeito que já foi antes da Libertadores do Corinthians".

Enquanto eu escrevia o post original (a tentativa de reescrevê-lo não, já que, admito, estava totalmente desolado por ter perdido o original), pensava comigo mesmo se este não era um post de despedida, no qual eu diria "o blog nasceu, cresceu, plantou uma árvore, escreveu um livro, teve 12 filhos e agora está esperando a visita do Fantasma do Natal Futuro". Mas já enquanto o escrevia, pensava que não, e de fato havia planejado falar que o blog não acabaria, no fim do post. Entretanto, pergunto-me agora se essa escolha não era mais por costume e apego do que por dever, responsabilidade ou puro "não quero que morra".

Chegei portanto à conclusão que é uma mistura dos dois lados. Por mais que há muito eu não poste nada, vejo que o blog continua vivo, e sim, eu realmente gosto daqui. Ainda há questões que eu quero abordar, coisas sobre as quais quero discorrer, mas por outro lado, sei que não preciso fazê-lo: seria desnecessário, apesar de pessoalmente recompensador. Então, em suma, sim, há apego, foram três anos com vocês e comigo mesmo aqui, e há também o dever, afinal, eu me comprometi a fazer isto aqui. E sim, eu sei que há vírgulas demais na frase anterior. E sim, sei também que não é apenas uma frase.

Creio enfim, que seja a conclusão que já deixei subentendida: o blog continua, mas sem o dever, afinal os objetivos já foram alcançados. O blog já fez o que foi criado para fazer, e digo com certo orgulho de que fez mais do que eu esperava. Em outras palavras, não há mais porque ter posts aqui, mas ainda sim eles continuarão a aparecer, sem data fixa, sem compromisso, nem necessidade intrínseca. Existirão porque eu quero que existam, e não porque eles devem existir.

Logo no primeiro parágrafo do post original, junto com o "não me incomoda a falta de posts", havia esta questão: pela primeira vez, dentre as várias que já fiquei sem postar, pelos mais variados motivos, esta falta de posts, além de não me incomodar, não me pesa. É bem simples, já foi um enorme prazer escrever neste blog e já foi um enorme peso escrever neste blog. Se por um lado já fiz posts gigantescos, cujo tempo de escrita pareceu voar, por outro lado já houve posts que se arrastaram do início ao fim: (muito) mais de uma vez, ao final do post, disse que levei muitas horas para escrevê-lo e que ele não ficou como eu queria. De forma bem simples, há posts "bons" e "ruins" aqui, mesmo que isso contradiga o que disse alguns parágrafos atrás.

Ainda falando sobre o post original (e creio que esta seja a última vez), há muitas coisas que falei nele e que não apareceram aqui, muitas frases legais, algumas conclusões interessantes, então tentarei relembrá-las neste parágrafo, sem ordem (ou sentido) certo. Este post é um marco para o blog, que simboliza o fim de uma "era", era esta que eu não me lembro, bem como não me lembro o que tinha escrito, então faço aqui algo que não queria fazer no post original (e ainda reluto um pouco...): agradeço à todos os leitores imaginários, à todos os posts perdidos, à todas as piadas ruins, à todos os pouquíssimos comentários e à cada maldido segundo que perdi fazendo este blog. Um certo egoísmo, serei sincero, este final de parágrafo, mas não meu, do post (...), e usando o egoísmo do blog todo, obrigado, Negão.

No post original (ok, última vez, juro) comecei o último parágrafo (que foi quando o post se perdeu) com esta frase: Por fim, este é mais um post para avisar que não há post. E apesar de não começar este último parágrafo com esta frase, devo avisar-lhes que é verdade: não haverá post hoje, nem semana que vem e nem na próxima. Ou talvez haverá, não sei, e estou realmente feliz com isso. Mas acima de tudo, a frase mais importante deste parágrafo (e, talvez, do post todo) é também a última frase do post: nosso garotinho cresceu.
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domingo, 1 de julho de 2012

As incríveis opiniões inúteis

 Aaeeewwwwwwww cambaaaaaadaaaaaaaa!!!!!

Então, como venho falando nos últimos dias, a falta de tempo está minando a "vida" deste blog: se antes eu tinha ideias, agora nem tenho o necessário ócio para que surjam as ideias. Enfim, este blog já passou por coisas bem piores, e não pretendo parar de poluir vossas mentes assim tão cedo. Entretanto, isso não é assunto para post, logo, sem mais nenhum recado a ser dado, ao post!

Simbora!!!


A beleza da liberdade

Racismo véi.

Dia 3 de Maio é considerado o "Dia Mundial da Liberdade de Imprensa" coisa que na realidade não significa porra alguma (do mesmo modo que a gigantesca maioria dos outros "dia de"). Ao menos em teoria, este dia deveria ser o dia em que jornalistas, escritores, críticos e poetas defendem sua liberdade de dizer que governos são autoritários, que corrupção é feio, que justiça é um direito de todos e que Marx é um gênio, sem tomar porrada e/ou ser censurado por isso. Em tempos do famigerado "politicamente correto", essa utopia ridícula fica ainda pior.

Neste mundo em que é mais legal exigir do que fazer por merecer, a liberdade deve se submeter ao que é elogioso, que não ataca e/ou prejudica e/ou questiona ninguém. Em outras palavras, liberdade é ótimo, desde que não vá contra os interesses de ninguém. E sempre vai.

Pense por um momento o quão incrível seria se todo mundo pudesse falar (escrever, ditar, etc.) o que quiser, desde como foi legal levar o afilhado no parquinho até o quão bobo e feio o governador é por comer a secretária enquanto divide a grana (puta palavra feia e datada...) do caixa dois. Além do barulho praticamente constante, o que ia ter de assassinato ia ser impressionante (e rimou).

O tema aqui não é a liberdade para praticar tudo, mas a liberdade de falar sobre tudo (ou deixar de falar), acontece que o tal "poder das palavras" tem cada vez mais valor num mundo em que a repressão contra o que é "errado" é cada vez maior. Quanto mais autoritarismo há na hora de, de fato, fazer alguma coisa, mais o que só instiga, o que só ladra, ganha força, e também é necessário frear essa força. Quanto mais repressão há em cima dos atos, mais importante se torna a "teoria" e mais repressão esta enfrenta.


Aponte o dedo, e fodam-se os três que continuam virados para você

Sabe aquelas coisas bonitas que pais e professores nos diziam quando éramos crianças? Coisas como "fale obrigado", "olhe para os dois lados antes de atravessar a rua" e "todo mundo tem direito à opinião"? Pois então, todas essas coisas são o resultado da mais pura hipocrisia. Se funcionassem de verdade seria realmente bom, afinal, agradecer por coisas, tomar cuidado com veículos e ter um ponto de vista próprio são coisas boas, que de fato são direitos e deveres das pessoas. O problema é que há excessões e condições para isso tudo: seu pai não quer que você agradeça o babaca do vizinho por este ter abaixado o volume do axé, sua mãe não quer que você fique saindo de casa e nem seu pai nem sua mãe querem que você os contrarie e defenda o porquê de os estar contrariando. Nesses momentos, quando é conveniente, nada disso é válido.

Rola o mesmo com escolas, religiões, casas de parentes e locais públicos: você deve se comportar do jeito "certo", que, no caso, significa "como todo mundo". Acontece que é de conhecimento geral que a unanimidade é burra, que muitas coisas (atos, ideias, conceitos, opniões, etc.) estão completamente erradas, que foram deturpadas até o limite (ou passaram deste). Ironicamente a resposta é bem menos complicada do que parece: algumas vezes você simplesmente discorda de tudo aquilo, do canto mais fundo e estranho da sua alma, e não há absolutamente nada que poderia mudar isso.


Dos clichês bullyinísticos

Uma das maravilhosas máximas que temos é aquela que diz que "o diferente é excluído". Bem, claro que isso ainda acontece, afinal, antes a exclusão do que o linchamento, mas atualmente a coisa tem mudado: ficou feio excluir as coisas e pessoas, promover a integração, a igualdade e a inclusão é tarefa de todos, portanto não pode-se mais dizer que algo ou alguém é "excluído", mas que ela é "diferente", que vai "encontrar pessoas que concordam com ela" e que ela "não deve mudar para agradar os outros". Já falei isso em algum outro post, mas não custa repetir: tudo bobagem.

Voltamos ao tópico lá de cima: cada passo dado na direção contrária a maioria (portanto "a certa") significa que você está se condenando a "agir à margem da lei", a ficar de fora. Cada passo dado na direção da opinião própria te afasta das outras pessoas, e é aí que você passa de "diferente", de coitado, para "vilão", tipo o "monstro que sofria bullying e por isso saiu dando tiro dentro da escola". Não se trata de exclusão social, mas de apatia generalizada, baseada na criação de uma imagem que vende "errado, ignorante, rebelde e sociopata" no lugar de "direito de opinião própria". A conduta geral exige que haja uma opinião própria, mas esta só poderá ser válida se for totalmente baseada na opinião geral e comum, sem se desviar desta, e quando ocorre de uma opinião ser de fato própria, é comparada ao "estupro de criancinhas inocentes". E todos sabemos que as criançinhas inocentes são as maiores FDPs do mundo.

A história é mais um dos grandes relatos da hipocrisia monárquica atual, um excelente exemplo do clássico "faça o que eu digo, não faça o que eu faço". A parte que se diz correta, e que, segundo a própria visão, tem opinião sim senhor, é a principal responsável por criar e manter o ciclo da "exclusão", enxotando o que se "desvia do caminho" (soa familiar?). Pedófilos, assassinos, suicidas, revolucionários, malucos e estupradores simplesmente não mantém esse ciclo, pelo fato óbvio de fazerem parte da "sociedade marginal". A "corja da sociedade" age mais de acordo com os preceitos dessa "sociedade humana e civilizada" do que a própria. E isso passa da irônia: é humor negro da mais alta qualidade, uma tragicomédia que faz Shakespeare parecer Meg Cabot. E pouca gente (Thalita Rebouças) é pior que a Meg Cabot.


Concessões ou consseções ou conssessões

Pergunto-me a opinião dos pedófilos...

Como já diziam os ditadores, se você apertar demais a pasta de dente, sai mais do que você quer, e isso é um problema. Para evitar tais problemas, a galera igualitária e divertida criou um conceito: a "crítica construtiva". Crítica construtiva é a arte de falar bem (ou "igual à todo mundo"), fingindo que fala mal (ou "ter opinião"), só para ganhar uns pontos da tão valorizada "moral", e não fazer com que a galera-do-bem fique de mal e faça bico para você.

A estrutura é bem interessante... algo tão digno quanto uma dissertação: primeiro elogia-se, falando que qualquer que seja a coisa feita/dita foi realmente incrível, e logo em seguida diz-se que é um grande fã do "trabalho" daquela pessoa. Depois há a contextualização, onde explica-se para o "autor" do "trabalho" exatamente sobre o que vai-se falar, afinal este não tem obrigação nenhuma de conhecer a própria obra. Finalmente há a crítica, que não pode ser muito extensa, profunda ou inteligente, e que deve ser diluída entra "poréns" para que não fique algo "tão pesado". Em seguida há uma consideração da crítica em si, na qual o responsável pela mesma defende a quem está "atancando", dizendo que aquilo foi circunstancial, um fato isolado que provavelmente não se repetirá, e que muito provavelmente nem foi de propósito. Por fim há a retomada da primeira parte, na qual afirma-se novamente que realmente gosta de tudo que a pessoa "criticada" faz, e que espera "do fundo do coração" que o "mal entendido" seja solucionado, terminando enfim com o desejo de boa sorte, feliz ano novo e o clássico "contine o bom trabalho", que na verdade significa "como você é incrível por se sacrificar por nós".

Todo esse clima de amor e amizade é mútuo, o que significa que uma resposta igualmente falsa, oportunista e desimportante será dada, na qual há a promessa de que tal falha jamais voltará a acontecer, que sim, foi realmente um deslize e que "o amamos tanto quanto você nos ama". Há ciclos dentro de ciclos: enquanto este esquema é seguido por quem manja pra caralho, que se desvia disso ou é completamente ignorado (afinal, "contra fatos não há argumentos") ou é vilmente rechaçado de forma respeitável e fofa, na qual ironia e cinismo de baixo nível se aliam ao bom e velho "foda-se".


Ame-o ou omite-se

Há uma certa "regra" que diz que é preferível não falar nada, caso o que fosse ser dito não seja a favor do "alvo", ou seja, conveniência pura. Claro que isso pode poupar um certo trabalho, afinal, debater algo com alguém que você sabe que não vai entender nada (e nem quer) é um desperdício de tempo e saco, mas como já diz um ditado popular que eu odeio, "nenhuma luta é em vão enquanto houver um único tolo que lute por ela", e de tolos o mundo está cheio.

É um tanto quanto interessante pensar que o embate, seja físico seja através de argumentos, é totalmente evitado, não por medo ou falta de capacidade (o que é comum, mas não regra), mas porque isso é ir contra o que a outra pessoa pensa (ou o que fazem ela pensar que pensa). É pecado falar qualquer coisa que não esteja no manual, tipo quando seu celular dá pau e o tal problema não está na lista para que o atendente do SAC o resolva. É mais ou menos a mesma conversa de caixas, atendentes, operadores e técnicos: se tudo não está alí, escrito, memorizado, não há o que fazer. É a porra do sistema "que tá fora do ar" e ninguém mais tem capacidade para pegar o bloco e fazer o serviço à mão.

E entre o dabete, prefere-se a omissão, que "poupa" o tempo de quem tem algo realmente importante para falar e não "atrapalha" o sistema binário de quem não consegue lidar com o fato de que opinião própria não se consegue assistindo TV e vendo putaria na internet. É mais interessante que nada seja dito, para que não possa gerar a mínima dúvida, o mínimo questionamento, do que gerar qualquer coisa que não seja um "muito obrigado por concordar comigo". Essa galera da opinião-minha-pópria-de-massa sequer tem a dignidade de tentar esmagar quem tem opinião própria: ninguém quer "sujar as mãos", e para não ter de fazê-lo preferem a exclusão, deixando de lado, deliberadamente, toda e qualquer chance de sair "do sistema" e ir para o lado "bom" da Força. É mais do que estupidez, é ignorância por escolha, e o pior é que nem sequer adianta tentar explicar isso para alguém assim.


Abre a boca e feche os olhos

Seus mentes-sujas.

Imaginemos por um momento que opiniões são, de fato, como cus, que cada um tem o seu e tem o direito de fazer o que bem entender com ela. Você pode simplesmente dizer "curto pra caralho quando gente é dilacerada em explosões" ou "odeio chá de boldo", e por mais que discordem, ninguém, absolutamente ninguém, pode reclamar do seu mal gosto para chás ou da sua provável sociopatia. E aí temos a questão deste tópico: o que é diferente gera conflito. Sem "mas", sem exceções, é regra. Você tem o direito de falar o que quiser, mas inevitavelmente isso gerará algum problema e/ou desconforto para alguém, e como vivemos num mundo civilizado, todos sentarão em congresso para debater de forma plausível cada uma das opiniões diferentes, para que no fim ninguém mude em absolutamente nada, mas possa dizer que foi um debate muito bom.

A questão é que o ser humano simplesmente não consegue ficar sem a guerra, o que significa que basta uma fagulha para que a coisa toda exploda... muitas vezes literalmente. Sim, eu sei que parece que estou falando sobre religião, mas o ponto é o mesmo: discorde de mim e cairemos na porrada. Quem está incluso no sistema do bolsa-opinião nega diligentemente que a galera da ONG da opinião independente tenha razão em qualquer assunto, afinal eles só querer ver o circo pegar fogo, enquanto que a gente da ONG tem certeza absoluta que os bolsistas são completos imbecis sem opinião alguma, e que amam ser assim. A real é que vez ou outra os dois estão certos, mas o mérito é muito maior quando tal conclusão foi conseguida por meios próprios.

Mas como nada na vida é tão fácil, e uma briguinha sempre anima as coisas, os dois lados tocam o foda-se para a opinião em si, e passam a defender o seu ponto de vista, deixando de lado a "causa" deste ponto de vista, que é (e deveria ser sempre) o foco da coisa toda. É como brigar pelo direito de ter munição, mas a venda e porte de armas ser proibido. Por fim, quando ninguém está mais com saco para tentar fazer aqueles imbecis entenderem o que é tão óbvio, parte-se para o embate ou para a exclusão, ou seja, foi só uma divertida forma de perder tempo. E o mais interessante é que, no fim das contas, nem a opinião nem o "inimigo" realmente importam... eu chamo isso de democracia.


Queda na bolsa de valores

Após todo o post chega-se, meio que obviamente, à conclusão: opiniões não tem mais valor algum. Sério, uma opinião vale menos que escrava sexual com AIDS, afinal, esta ainda pode lavar, passar, cozinhar e ir comprar cigarro, mas uma opinião que não opina e que não é levada em consideração por ninguém além de seu provedor, não tem absolutamente função alguma, e não é o tipo de coisa que pode, do nada, achar outra função para executar.

Opiniões servem para opinar (Oh rly?), para gerar debates, gerar dúvidas, e, por consequência, mudar a forma que uma ou mais pensoas veem algumas coisas. Vivemos num mundo em que a paz é mais valorizada do que na década de 60, que duvidar do que alguém diz é ser anti-reacionário e que ser diferente significa uma exclusão pior do que simplesmente ser "marginalizado pela sociedade", ou seja, matamos completamente a função da opinião, e esta por sua vez se baseia em algo ainda mais importante: a ideia.

Ao tirar todas as funções da opinião, tiramos a arma das ideias, que, são o que nos presenteiam com algo chamado "evolução". Mate o vilão, mate os capangas e exploda o QG e todos seus problemas estão solucionados: passará o resto da vida fazendo as mesmas coisas que faz hoje, pensando do mesmo jeito, sem o mínimo de desafio, novidade ou motivação. Matar opiniões mata a própria evolução da sociedade. Claro, ainda poderemos ter asas no futuro, mas continuaremos achando que relógios digitais são uma grande ideia... e porra, ampulhetas são legais pra caralho.


Minha conclusão

Cambaaaaaaaadaaaaaaa, domingão, depois do almoço, e você se preparando para xingar o Faustão no Twitter. Enfim, é bom acabar um post, principalmente quando ainda tem umas horas para segunda-feira.

Se formos considerar que as coisas mais importantes atualmente são sexo, dinheiro, moda, marca e igualdade, ter opinião significa tomar no cu. Simples assim: pense diferente e merecerá ser empalado de cabeça para baixo. A questão é que, como sempre, ações tem consequências, e "ficar de fora" é a consequência de discordar da maioria. Aí pode surgir o questionamento: "por que não fingir que concorda com todo mundo e viver feliz?". Simples, meus caros, porque é ser um tremendo filho da puta. Não é simplesmente falsidade e falta de caráter, é compactuar com algo só porque é mais fácil, é negar seu ponto de vista só por medo de tomar na cara. É, ao lado do suicídio, uma das maiores demonstrações de covardia, e sinceramente, isso eu não suporto.

Fazer concessões é necessário. Essa frase nada mais significa do que escutar e realmente LEVAR EM CONSIDERAÇÃO a opinião das outras pessoas. É para isso que as opiniões servem: serem usadas como base num raciocínio, que te leva à um ponto diferente do qual você estava. Sim, sua opinião pode ser a mesma de "antes", mas você deve chegar nela sozinho. O ponto não é você concordar ou não com as outras pessoas, mas sim usar o que elas dizem para chegar à SUA conclusão. E, claro, fazer o mesmo com outras pessoas. E muitas vezes a conclusão à que se chega é que a opinião das outras pessoas é uma merda, e não há jeito melhor de dizer isso para ela do que usando "sua opinião de bosta é uma merda". A guerra vale à pena, minha gente, desde que tenha um objetivo e que este não seja esquecido durante a batalha... basta amarrar uma fita no dedo.

See ya!
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domingo, 10 de junho de 2012

Top X Motivos para tanta burocracia na venda de armas

 Aaaaaaaaaeeeeeewwww cambaaaaaaaaaaaddaaaaaaa

Então, ficamos algum tempo sem post, e, de novo, pelo mesmo motivo: falta de tempo. Acreditem, eu quero escrever, mas não tenho tido tempo suficiente, e um post de merda por blog já é o suficiente. Mas deixando isso de lado, vamos falar sobre um fato incrivelmente inédito por aqui: não sei o que escrever.

...

Mas graças ao estoque não-tão-bem-provido de ideias para post, achei um tema interessante, e, vejam só, é um Top X! Ao post!!!

Simbora!


Objetos de criação da paz

Não, eu não me refiro ao Stallone sem camisa.

Certo dia, muito tempo atrás, nossos antepassados descobriram que o mundo era um local perigoso, não só pela natureza, os animais e o clima, mas também por causa de outros iguais (ou igualmente peludos) a eles. Foi apenas questão de tempo que os nossos primos semi-macacos passassem do galho com fogo na ponta para as pistolas, metralhadoras, snipers, fuzis, canhões e tantas outras invenções, algumas que deram certo e outras que falharam miseravelmente.

Tanto tempo convivendo com as mais variadas armas fez com que o ser humano se desse conta de uma coisa: a vida era muito mais fácil quando se tinha uma arma. Claro, chamar a galera para cair na porrada com a galera de outra pessoa era divertido e tal, mas as roupas ficavam sujas, todo mundo ficava cansado, e a menos que algum dos dois grupos fosse muito maior e/ou melhor, não era uma solução definitiva: assim que os olhos deixassem o roxo de lado, a coisa toda se repetia. Voltando ao começo do parágrafo, a vida era muito mais simples com armas: bastava atirar na galera da outra pessoa e você voltava para casa limpo, cheiroso e com o olho da cor normal.

Novamente foi questão de tempo até as pessoas se darem conta que, ao invés de gastar munição, era muito melhor comparar o tamanho e o barulho de suas respectivas armas, sem ninguém atirar em ninguém... meio que uma cópia do "checar se meu pau é maior do que o do cara que tá mijando aqui do lado". Portanto, pouco a pouco, o combate foi trocado pelo "o meu é maior", que na realidade não fere ninguém que não seja muito fresco. Numa frase, da guerra se fez a paz.


A geraldo-vandrelização bélica

Entretanto, como todos sabemos, nada nunca é o suficiente, e surgiu um grupo de gente que dizia que a paz podia ser alcançada sem a comparação penial, afinal, se o resultado era paz, não fazia sentido ter uma arma para não usá-la de verdade.

Tudo muito bom, tudo muito bonito, até o ponto em que a humanidade decidiu que era "civilizada" e passou a adotar medidas de controle na venda de armas, munições e coisas do tipo. Assim como a industria bélica, tal ação evoluiu, e enfim chegamos a um tempo em que chamar a sua galera para mostrar o tamanho do seus pintos é contra a lei. Como sempre tem alguém que é do contra, surgiu outro movimento, que diz que armas são legais e fofas, que é um esporte atirar em coisas, e que comparar pênis era algo saudável.

Irônicamente, esses dois lados resolveram bater com o pau na mesa e dizer que os outros estavam errados sobre tudo. Tal conflito também evolui e finalmente chegamos ao ponto em que estamos hoje: você pode ter armas, contanto que tenha documentação. Ou seja, ao mesmo tempo que você pode dizer que tem um baita dum cacete, você não pode provar. E vou lhes dizer: é realmente bom não poder ver o tamanho do pinto das pessoas.


1 - Inevitavelmente as pessoas não saberiam usar uma arma

Meus caros, o que ia ter de hospital lotado porque alguém se machucou com a própria arma... aliás, isso também vale para máquinas de cortar grama e enchadas. Seriam absurdos ainda piores do que a foto, com nego se matando porque deixou a arma destravada ou porque estranhamente o gatilho funcionou sozinho.

Além disso teria os casos de "maus tratos", em que as armas dão defeito porque nego toma banho com elas, usa para cortar bife, usa para prender a porta, como enfeite em cima da TV da sala... provavelmente o número de mortes com esses "acidentes" seria infinitamente do que o número de mortes matadas pra valer.


2 - "Experiências" seriam comuns

Do mesmo jeito que atualmente tem gente que inventa ser comediante de stand up ia ter gente dando uma de inventor de armas. Claro, muitas armas de "sucesso" vieram de experiências totalmente sem noção, mas de certa forma, quem fazia isso sabia (ao menos até certo ponto) o que estava fazendo, mas não precisa pensar muito para saber que dar um monte de pólvora, tornos, canos e molas para um imbecil é uma excelente fórmula para o fracasso.

Ainda nesse tópico, a quantidade de armas "não certificadas" seria gigantesca, o que significa que vários modelos funcionariam perfeitamente por dez tiros, mas no décimo segundo a arma entraria em combustão, fodendo metade da fuça de quem estivesse atirando.


3 - As crianças fariam muito mais do que quebrar janelas

Como é de conhecimento geral, crianças são o capeta, e o Capeta por si só consegue armar o inferno em pleno quintal de Deus. Adicione balas à isso e é aí que a festa fica um verdadeiro estouro (ok, prometo que não faço mais isso).

Imagine por um momento que você tem um filho, e que seu filho odeia seu vizinho. Normalmente, tudo que seu filho poderia fazer é mostrar a língua ou acertar a janela com uma bola de futebol, entretanto, troque a bola de futebol por uma granada e a mostrada de língua por um bilhete escrito "booooooooom". Pois é, se seu vizinho não morresse, pode ter certeza que ele tocaria a sua campainha com uma bazuca em mãos.


4 - Hobo with a Shotgun, mas não tão legal assim

Enquanto no filme temos Rutger Hauer atirando em gente que não vale muito, teríamos verdadeiros velhos-do-saco atirando em quem desse menos de 10 reais por eles terem "olhado" o carro. Seria quase que uma formação de quadrilha: todos se juntam para transformar você e seu carro em peneira, para depois atirarem uns nos outros para ver quem consegue ficar com o que sobrou de você e do veículo.

Mais ou menos a mesma coisa aconteceria com a galera que se veste de Papai Noel em dezembro para descolar o dinheiro da birita, mas seria uma .38 no lugar do sino... e você não ganharia bala de yogurte. Aliás, uma coisa que seria muito comum é algum sem teto mirando a sua testa enquanto te "pede" dinheiro para comprar mais munição ao invés de dinheiro para "comprá um lanche alí purque eu num como há três dia e tenho câncer".


5 - Estado laico é o caralho

Esqueçam as milícias que combatem pelo controle do morro, a coisa seria nos centros históricos e nos bairros afastados: as diversas religiões armariam os fiéis, padres, freiras, pastores e qualquer um disposto a lutar pela verdade sagrada do Senhor. Seria como retornar para a idade média, quando era obrigatório ir e crer na igreja, só que agora a coisa seria pontual, já que sua crença variaria em função de quem o está salvando da perdição.

Mas não pense que é um deus nos acuda: as táticas e armas usadas por cada religião não poderiam ir contra a mesma, o que significa que enquanto os anglicanos não poderiam usar munição perfurante, os católicos não poderiam ter semi-automáticas e os crentes deveriam sequer olhar para um silenciador... pelo menos todas compartilhariam a ideia de que headshot é proibido por causa do funeral... quem diria que homens-bomba seriam de fato apelação?


6 - Mirar pra quê?

Considerando que munição seria vendida em camelô, o ato de mirar seria totalmente desnecessário (o que tornaria as miras laser um produto de nicho). Com isso, além de os camelôs serem os novos burgueses, viria o fato de que muito "inocente" morreria apenas pelo fato de colocar o corpo no lugar errado, na trajetória da bala errada... claro que isso pouparia o trabalho de outras pessoas, mas criaria um revanchismo, afinal "só eu posso dar os pipoco nesse filho da puta".

Ainda adicionando, os cegos e/ou idosos seriam, de longe, as pessoas com maior número de mortes nas costas, verdadeiros ases do CS live-action, já que varreriam praças inteiras só numa tarde de alimentação aos pombos... seriam eles os portadores de metralhadoras rotatórias e M60... felizmente essas porras não contam com pentes individuais, já que recarregar está fora de questão.


7 - Filho de glock, .38 é

Sim, eu sei que não é uma .38.

Se o mundo já está cheio de babacas, a coisa seria ainda pior. Enquanto que atualmente os FDPs tem de se contentar em pegar sua vaga no estacionamento, com as armas liberadas o mínimo que rolava seria tiro no pneu. E como todos sabemos, todo pai quer que seu filho seja melhor do que ele: enquanto uns querem que seus filhos sejam bons jogadores de futebol, outros querem que seus filhos virem mini-meliantes, prontos para praticar bullyng com semi-automáticas... felizmente os nerds estariam salvos, já que projetariam suas próprias armas, fazendo inveja para os filhos de papai que andam com armas banhadas a ouro. 


8 - Dirigir seria um verdadeiro Twisted Metal

Você provavelmente já viu esse vídeo:



Pois é, troque a pistola por uma daquelas shotguns de uma mão só e terá uma ideia básica de como seria a coisa. Como mostra a foto acima, o conceito de tuning seria totalmente diferente, já que o que importa não são cores berrantes, luzes em baixo do carro, portas que abrem para cima, aros enormes e nem aquela breguice que faz o carro pular, a coisa seria toda voltada para blindagens, pneus reforçados, armas embutidas, óleo e tachinhas na pista e, claro, faróis de milha em xenon, só para acabar de foder a coisa toda.


9 -  Até mesmo os menores pintos gozam

Apesar de ser muito mais legal manejar uma 12 (acabo de me dar conta de que usando a metáfora novamente, essa frase fica EXTREMAMENTE gay), armas pequenas também atiram, também tem cápsulas, também lançam metal em alta velocidade e também fazem estrago. Por conseguinte, os vendedores de coletes a prova de balas enriqueceriam incrivelmente, já que ao invés de pedir papel higiênico por baixo da divisória, nego assaltaria o seu papel higiênico.

A evolução das armas seria quase que a evolução dos celulares, fazendo o possível para ficarem cada vez mais leves e menores, com as marcas competindo para ver quem consegue colocar mais balas no menor espaço, e ainda sim te dar a opção de escolher a cor do cabo... contanto que não façam armas que atiram por bluetooth, está tudo bem. 

10 - A economia ia pro saco

Cedo ou tarde ia faltar material para manter a parada, e depois de ver o que uma calibre 50 faz, é difícil aceitar uma pistolinha de água. Sendo assim, a economia entraria em crise, fodendo a única indústria existente (a bélica), o que significa que a sociedade ou deveria mudar sua base ou voltar para as armas da velha guarda: arco e flecha, zarabatana, lanças e, claro, armas brancas, como facões, cutelos, espadas (que são, de longe, as mais legais) e havaianas de pau.

Ou seja, pouco a pouco a sociedade migraria das armas de fogo para armas tecnologicamente mais simples, feitas com alta tecnologia: fibra de carbono, grafite e coisas do tipo seriam usadas como substitutas para o metal. Seria uma volta às origens, trazendo métodos de tortura de volta, usando aquele "talher" para escargot para arrancar o olho das pessoas.

Até que teríamos esgotados todos os materiais possíveis, terminando assim de foder com o planeta, já que na falta de armas, apela-se para bombas, e é claro que as pessoas não criariam fuzis automáticos e damas de ferro 2.0 e deixariam bombas nucleares de fora do jogo da evolução.


11 - O Silvio Santos da nova geração

 Claro que somos bons em foder a Terra, mas isso leva um certo tempo, e enquanto a coisa não afunda, certas pessoas ficariam quintilhonárias (sim, essa palavra existe): os já mencionados vendedores de coletes, os mercenários, os professores de tiro e, claro, os vendedores de armas. Interessantemente, não haveria mais o tráfico de armas, já que estaria tudo liberado, e de certa forma, todos os outros tráficos seriam extintos, uma vez que manter dois negócios ao mesmo tempo é muito trabalhoso.

Na realidade, a coisa tornaria-se um vício, algo como "só mais um pente, chefe... tomaí meu DVD" ou "faço boquete por coronha". As pessoas literalmente estocariam caixas e mais caixas com balas, os museus seriam inteiramente dedicados à história bélica (eles provavelmente seriam assaltados, mas enfim...), e com absoluta certeza que ia ter gente (no Japão) que iria casar com a própria arma, e lá estaria o vendedor, pronto para anunciar "eu vos declaro, marido e carabina", por módicos 2500 reais.


12 - O desequilibrio na Força

Claro que todo mundo ia querer sempre armas melhores, mas tal como ocorre hoje com carros, celulares e salários, nem todo mundo ia conseguir, seja por falta de capital, incompetência ou até mesmo falta de vontade. A questão é que enquanto uns iam se contentar com armas de paintball adaptadas (sejamos sinceros, quem caralhos ia querem uma arma de paintball enquanto as outras pessoas tem rifles de longo alcance?), outros teriam verdadeiros exércitos de caças radio-controlados, prontos para aniquilar cidades em poucos segundos.

Obviamente que quanto mais se tem, mais se gasta, mas se  matar todo mundo antes de ficar miserável é uma possibilidade, por que não? Quem iria apontar para você e dizer que você está sendo chato, bobo e cara de mamão? Cada um usa o que tem, e não é culpa sua se as .44 do inimigo não são páreo para seus tanques... se apenas "os grandes" restassem, seria tipo War: conquiste a Ásia e a Oceania e mais um território qualquer.


13 - Seria um massacre

Se agora tudo que passa no jornal é sobre atentado, morte, bomba, sequestro, tiroteiro e assassinato, com a liberação os jornais imediatamente cessariam com tais nottícias (e qualquer outra notícia na verdade) uma vez que estariam todos ocupados comprando, cuidando e, claro, utilizando suas armas. Pensem só, finalmente a galera que diz que "não leva desaforo pra casa" poderá falar isso com propriedade: basta lascar um tiro no meio da testa de quem for, e todos os seus problemas estarão resolvidos.

Claro que isso resultaria num "contra-ataque" por parte dos amigos e família das pessoas mortas, mas em quem reclama de beliscão na bunda em orgia é idiota. Seria terra de ninguém, já que basta uma fagulha para a coisa toda explodir, e sempre tem um filho da puta pronto para criar essa fagulha. Os anarquistas finalmente poderiam apontar e dizer "eu disse", já que a anarquia "de verdade" reinaria, e o melhor de tudo é que ninguém leva a culpa, já que todo mundo (literalmente) está envolvido.

Bilhões de pessoas morreriam, até manter um certo equilíbrio, já que se você mata quem comia a pessoa que você gostava, você está livre para ter quantos filhos quiser... aliás, não haveria mais estupro, já que ou quem está estuprando é morto pelo estuprado, ou o estuprado é morto pelo estuprador, e praticar necrofilia não é estupro.  Ou seja, nasceriam alguns, morreriam outros, até que alguém resolva chutar o pau da barraca, e aí sim é que vira um genocídio generalizado... pensando bem, nem seria tão ruim assim.


Minha conclusão

Cambaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaa, são quase duas da manhã, o post está quase pronto. Enfim, não sei se semana que vem terá post, mas prometo que não deixarei o blog abandonado.

Creio que deixei claro durante o post, mas como é melhor não superestimar vocês, vamos botar o preto no branco: e se liberassem geral a venda e porte de armas? Aliás, "liberar" é a palavra errada, e se tocassem o foda-se e cada um por si? Pois então, no fim, acho que esse post provou um ponto: a anarquia é idiota. E sim, eu só notei que provei isso agora, mesmo já sendo dessa opinião. É simplesmente estúpido querer um mundo sem regras, sem leis, sem governos, pelo simples fato de que dá merda. Sempre dá merda.

Pensem assim: se liberar geral fosse algo "bom", o socialismo teria dado certo, os filhos não precisariam de pais, programas não precisariam de códigos-fonte... não é guerra por paz, mas sim controle pela paz. Sim, eu sei que soa errado, que parece que "eu me vendi ao sistema" e coisas assim, mas acreditem, não é. Na realidade, é a mais pura lógica, baseada em fatos. Pode não ser uma verdade bonita, mas ainda sim é uma verdade, e vai continuar sendo, enquanto o homem for homem... e depois tem gente que diz que a humanidade vale à pena.

See ya!
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sábado, 26 de maio de 2012

Camisa 19

Aaaaaaeeewww cambaaaadaaa!!!!

Então, caso vocês estejam se perguntando o porquê da falta repentina de posts, a explicação é simples: falta de tempo. Um post aqui no blog leva ao menos 6 horas para ficar pronto, e a última vez que um post demorou esse tempo, foi há quase um ano. Enfim, é aquela coisa de sempre: blog dá trabalho, por mais que não pareça, e trabalho significa tempo. E não, eu não entrei em depressão por causa do post passado.

Sem mais delongas, e com a promessa de não faltar semana que vem, ao post!

Vamulá!!!


Jaqueline tinha 23 anos, nascida em Minas, mas criada no Rio. Miss Lage 2009, musa da escola de samba da comunidade, torcedora fanática do Bota. Trabalhava numa farmácia, de segunda até sábado, mas domingo era sagrado: ia para a praia logo cedo e só voltava para casa à noite.

Melhor acabar com as piadas ruins logo de cara, não?

Durante a manhã, com um sol mais fraco, era hora de ver os rapazes jogando futvolei. Tomava água de coco, mergulhava, tomava sol (de topless, para não ficar marca) e, à noite, era roda de samba. Dançar juntinho, conhecer gente interessante. Caminhava pela orla para relaxar, esquecer dos problemas; gostava de ver as pessas se divertindo nos barzinhos.

Conheceu Paulo Jorge, Bizu, numa dessas caminhadas. Encontraram-se na praia algumas vezes, até que passaram a caminhar juntos. Ele contou que tinha vindo do interior, de família pobre, que como não tinha muitas chances, começou a jogar desde pequeno, e se destacou. Seria apresentaria no Botafogo em algumas semanas: ala direita. 

Ele era novo, uns 26 ou 28 anos, mas já era casado, tinha um filho lindo, de quatro anos. Nunca amara a esposa, mas ela havia engravidado, então se casaram. Se conheceram numa das festas por lá, uns olhares, uns cutucões... ainda era cedo, e nenhum dos dois queriam voltar para casa ainda.

Jaqueline insistia para as amigas que eram só amigos, mas ela sabia que era mentira, e das grandes.

Bizu havia sido apresentado e estreara logo na semana seguinte, num amistoso. Foi numa terça que ele convidou Jaqueline para uma festa, com os caras do time. Um monte de gente iria, e ele queria que ela também fosse, para comemorarem a vitória e o bom desempenho dele. Ela negou, no início, mas ele insistiu tanto que acabou aceitando.

Roberta, a esposa, voltou com o filho para o interior alguns meses depois: exigia a separação e a guarda da criança. Os companheiros do time deram algumas dicas e ele acabou por aceitá-las: casa, carro e pensão, mas o garoto passaria as férias com ele. 

Bizu e Jaqueline anunciaram o casamento algum tempo depois. Estavam na capa de todas as revistas de fofocas, processo, briga com o técnico. Apesar disso, o Bota ia bem obrigado, algumas vitórias, alguns empates, mas eram uma família: cada fim de semana era churrasco na casa de um. Mas era a incerteza que comandava: ele havia traído a mãe do próprio filho. E se fizesse o mesmo com ela?

Fez. Jaqueline pegou no flagra. Ela era diferente da ex: não iria extorquir o máximo que podia, não ia dar barraco, e definitivamente não ia ser apontada por todo mundo na rua. Não estava pensando direito quando pegou uma faca na cozinha e voltou para o quarto.

Jaqueline acabou por ficar com a chácara, os carros, e se mudou para lá: adeus farmácia. Demorou à voltar para suas caminhadas na praia graças aos paparazzi mas, eventualmente, perderam o interesse nela. Ela faz questão de caminhar perto de onde ela e o segurança enterraram Bizu.

Foi numa dessas caminhadas que ela conheceu Matias...


See ya!
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sábado, 12 de maio de 2012

Vícios Matinais: Sky Full of Holes do Fountains of Wayne

Aaaaaaaaaeeeeeeeewwwww cambaaaaaaaaaadddddaaaaaaaaa!!!!!

Então, eis que temos mais uma semana, mais um sábado, e por conseguinte, mais um post, mas aí você poderia dizer "mas semana passada não teve post porra!!!". Sim, é verdade, pela primeira vez neste ano (e demorou CINCO MESES!) não tive como fazer o post, mas não por falta de ideias, mas pela falta de tempo. Acreditem, cogitei até passar a madrugada de domingo fazendo post, mas aí a segunda-feira iria para o saco.

Enfim, hoje é outro dia, portanto deixemos isso para trás e passemos para aquele clássico exercício que tanto prezo aqui no blog: tentar descobrir um assunto para o post de hoje.

...

Pois agora definido está, então, sem mais recados e/ou explicações, ao post!

Vamulá!!!


Fountains of Wayne

Da esquerda para a direita você tem Chris Collingwood (vocalista), Brian Young (baterista), Adam Schlesinger (baixista) e Jody Porter (é eu sei - guitarrista). A banda começou em 1996, eu conheci por volta de 2005 com Stacy's Mom, que já coloquei em posts várias vezes e que tenho certeza que vocês conhecem, e agora em 2011 eles lançaram o álbum deste post. Na real, apesar de a banda ser americana, não soa como se fosse... é algo quase britânico, mas não tão... fino, pontual e chato, sem ser tosco e farofa como várias bandas dos EUA conseguem ser... e são de NY ainda.

Já são 7 álbuns (2 de coletânea), e é bem provável que você já tenha ouvido outra música deles, uma vez que tem várias que foram usadas em filmes e/ou séries, como California Sex Lawyer, All Kinds of Time e Radiation Vibe. Vou admitir que não ouvi todos os álbuns na íntegra, portanto, este será o primeiro, mas conheço várias das músicas, e já indico Denise, Mexican Wine e Hey Julie.


Este álbum

Como eu disse alí em cima, foi lançado ano passado (mais precisamente em Julho), são 13 faixas, além de outras 2, uma na versão do iTunes e outra da Amazon e porra, as bandas podiam realmente parar com essa putaria do caralho.


The Summer Place



E já começamos com um clipe (que eu nem sabia que existia) e caralho... que chute no saco. Não que a música seja ruim, mas também não é boa: é diferente, totalmente diferente, do que eu esperava. Chega a ser meio bizarro até, já que nornalmente músicas do tipo, que trazem essa coisa de nostalgia/lembraças ficam no meio do álbum... enfim, ficou meio jogada, portanto, nota 6.


Richie And Ruben



Porra, que música idiota... e no bom sentido! Quase igualmente bizarra à primeira, mas esta ainda ganha... acho que a melodia ficou um tanto quanto leve e relaxada demais para a letra, mas é legal, principalmente o começo e o final. Creio que 7 seja uma boa nota, mas eu queria algo "a mais" para essa segunda música, já que a primeira foi meia boca.


Acela

 
Por enquanto a mais animada do álbum (com mini solo!), mas com uma letra meio sem graça, e já informo, "Acela" é o Acela Express, aquele trem de alta velocidade dos EUA, e porra, que merda de inspiração para uma música. Mais um 6 aqui, graças ao solo, mas devo dizer que a situação do álbum não está boa.


Someone's Gonna Break Your Heart

 
Mais um clipe, e até aqui, a melhor letra e a melhor parte instrumental: não coincidentemente é a mais rápida, mais (usando uma palavra que eu odeio) energética. Acho que teria sido uma boa escolha abrir o álbum com esta música, que inclusive foi lançada como single. Indiscutivelmente a melhor até agora: nota 8, mas espero que não pare por aí.


Action Hero



Taí uma música interessante, que combina bem a letra com a parte tocada. É mais um daqueles exemplos que uma música não precisa ter uma letra gigante, cheia de significados e o caralho a quatro, mas que pode fazer um bom trabalho com algo simples. A nota aqui é mais um 8... o álbum está na média... falta ainda algo foda... mas como todos sabemos, a esperança é a última a deixar herança.


A Dip In The Ocean

 

Acho que essa é a letra mais legal até agora, e, de novo, a música em si não passa despercebida... grandes chances de ser uma das minhas favoritas do álbum... não é a melhor, mas é uma das mais... eis aí uma questão: não é uma música alegre, mas também não é triste, não chega nem a ser um saudosismo chato: nota 8, mas é um oito OITO, não um oito como os outros dois oitos que já dei aqui.


Cold Comfort Flowers



Digo logo de cara que não gostei do título da música, sei lá, algo meio capenga. Gostei do refrão, mas a música é provavelmente a mais esquisita do álbum (porque se passar disso...). Não sei exatamente o que dizer dela, é completamente diferente de algo que eu coloco no celular para ouvir, mas é boa, algo que ouço tranquilamente se estiver tocando, mas não vou ter vontade de pegar e escutar. Uma nota 7 está de bom tamanho aqui.


A Road Song

 

Esse é um tipo de clipe (o terceiro!) que eu costumo gostar, com o tipo de letra "sincera" que eu costumo gostar e o tipo de música que eu costumo gostar, mas sei lá porque, esta não me chamou atenção, digo, é boa, tem uma boa letra e tudo mais, mas por algum motivo, eu também não a pegaria para ouvir por vontade própria. Mais um 7 aqui, só porque 6 ou 8 seria injusto.


Workingman's Hands



Não entendi o porquê desta música, quero dizer, ok, entendi a letra e tudo mais, mas ela não combina com o resto do álbum, musicalmente sim, é bem parecida com as outras músicas, mas a letra é completamente diferente, e, ao menos para mim, não tem absolutamente nenhuma ligação com nenhuma outra música (ao menos até agora), portanto, graças à esse "deslocamento", nota 6.


Hate To See You Like This

 
Que nome idiota, e sim, eu sei que MUITAS outras músicas tem nome no mesmo estilo, e sim, são todos nomes ruins. E devo dizer, a letra é igualmente ruim (o título é, obviamente, o refrão), perfeita para aquele momento meloso, em que você, idiota, quer pegar aquela garota cheia de frescuras, que está bêbada no final da festa... e sim, eu acho isso estupidamente idiota: nota 4.


Radio Bar



Eis aí um bom nome: é tão difícil assim?

Então, esta sim é a música mais animada do álbum, tem uma letra legal, de certa forma, é a mais suave, mais leve do álbum até agora, e isso é realmente bom, considerando as demais letras. Mas como todos sabemos, nada é perfeito, e apesar de essa música ser legal e ter uma das melhores partes tocadas (senão a melhor), considerando a letra, a música pedia algo mais... rock, com mais guitarras, um troço mais... (usando outra expressão que odeio) elétrico: nota 8.


Firelight Waltz



Já notei um grande erro do álbum: as músicas lentas (e até certo ponto) depressivas vieram antes das mais alegres, e isso mata a vontade de ouvir a coisa toda, ao invés que criar aquela ideia de "jornada", em que você começa o álbum num ponto e o termina num ponto completamente diferente. Apesar disso, esta é uma das mais legais do álbum, e acho (mas só acho) que é a letra que mais gosto aqui: outro oito OITO.


Cemetery Guns



Devo dizer que estou com vontade de ouvir esta música desde que vi o nome... e é completamente diferente do que eu acho que deveria ser. Eu esperava algo pesado, depressivo, (usando, de novo, outra expressão que odeio) dark... essa música tinha que ter peso, botar moral, e não esse clima filme-de-época-sobre-a-aristocracia-britânica. Apesar de ser diferente de todas as outras, é a que define o álbum (e também a última na "versão principal"), é uma boa música, que podia ser muito mais: nota 8.


Song of the Passaic



Eis a primeira música "extra", e ela começa bem, ou seja, é melhor do que várias músicas que estão na outra versão! Porra, essa música tinha que estar na versão principal: tem um ritmo, letra, melodia... porra, que desperdício. Nota 9, e creio que não seja 10 porque não tiveram o bom senso de a incluir na versão principal... eu falo que essa de "versão" só fode a parada.


The Story In Your Eyes



PUTA QUE PARIU, POR QUE ISSO NÃO TÁ NA PRIMEIRA VERSÃO? Porra, olha isso!!! É foda pra caralho e nego joga fora, numa versão pra internet!!! Tem SOLO!!!!!!!!! Estou boquiaberto com essa música: letra, rítmo, riff, tudo!!! Mais um 9, pelo mesmo motivo da música acima... a prova de que más escolhas podem foder um álbum.


Minha conclusão

Taí uma excelente escola de como não organizar um álbum. Se The Story In Your Eyes e Song of the Passaic estivessem no lugar de  Acela, Workingman's Hands ou Hate To See You Like This este álbum seria infinitamente melhor. A média geral (contando as músicas extras) é 7.5, entretanto eu daria um 6, não pelas músicas, mas pelo planejamento e pelas escolhas. Estou sinceramente torcendo pra que isso tenha sido coisa da gravadora ou do empresário e não da banda.

O álbum anterior (Traffic and Weather) é de 2007, e para quem ficou 4 anos sem lançar nada (já que coletânea não conta), este álbum deveria ser muito mais. Sim, eu sei que foi uma grande mudança para a banda, mas nem isso nem o desejo de maximizar lucros explicam a decisão de tocar o foda-se para o produto: é um tiro no pé, e isso não é bom nem para você nem para seus fãs.

Quanto às músicas, bem, não decidi ainda qual das duas últimas é minha preferida... aliás foi interessante fazer este post assim: ir escutando o álbum pela primeira vez e já ir colocando "no papel", já que nas outras vezes (aqui e aqui) eu já tinha ouvido o álbum várias vezes. Enfim, como eu disse, um desperdício... tomara que não repitam isso no próximo álbum (e que não demorem tanto tempo para lançá-lo).

See ya!
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