sábado, 14 de janeiro de 2012

Pássaros, aviões e playlists ou A trilha do herói

 Aaaaaaaaeeeeewwwwww cambaaaaaaaaaaaaaaaddddaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!

É realmente bom começar "de verdade" o ano, e, vejam só, sem deixar de postar nada no tempo certo (ao menos por enquanto)! E sim, eu pretendo manter a coisa desse jeito, já que 2012 é o último ano de tudo que existe no mundo (inclusive o próprio mundo), então farei bonito agora (ou ao menos tentarei).

Sim, eu sei que já faz algum tempo que venho dizendo sobre mudanças aqui no blog, e admito que seria bom se todas elas tivessem ocorrido logo na virada do ano, mas feliz ou infelizmente não deu para fazer, então vou aos poucos, e o primeiro indício pode ser visto aqui (e o segundo aqui), e, caso você esteja se perguntando, não, os posts não seguirão apenas essa linha... enfim, bastante coisa deve rolar aqui, mas não de forma tão imediata. Mas também não pensem que o blog ficará irreconhecível, afinal eu ainda odeio as mesmas coisas, ainda gosto de alguns dos costumes que criei aqui e ainda gosto de posts gigantes (mesmo que eu não consiga mais escrevê-los), então, para mostrar que não é mentira, vamos com uma velha tradição:


Porra, esses caras são fodas...

Enfim, o post de hoje, apesar de começar no bom e velho estilo do blog, deve sair ligeiramente... novo. Não que os outros fossem velhos, mas bem, chega um ponto que é mais do mesmo, e cedo ou tarde isso cansa... me cansa... às vezes é foda não saber se vocês existem ou não, tipo agora, quando não dá pra fazer mais uma piada ruim... mas sem mais nenhum recado (por enquanto), ao post!

Simbora!!!


Há um momento na vida de todo mundo...

Quase isso.

Nascemos, crescemos, aprendemos algumas coisas, fazemos algumas idiotices e enfim chegamos à um momento de estagnação na vida, quando as coisas parecem que são sempre as mesmas, que não há nada novo, e depois de aproveitar o início dessa calmaria, você começa a ficar inquieto, afinal, ficar na mesma por muito tempo é ruim.

E há muitas coisas que você pode fazer para sair (ou continuar) nessa: ir praticar um esporte, fazer compras, mudar de casa, ir trabalhar (para variar), aprender coisas novas, conhecer pessoas e dar uma revisada em todos os arquivos que você tem no computador, fazendo uma limpa em fotos, vídeos, filmes, putarias e músicas, afinal, espaço virtual é algo valioso nos dias de hoje. 

Qualquer um que já tenha lido qualquer outra coisa aqui no blog sabe que sou um preguiçoso vagabundo (vide o ano passado inteiro), e com um pouco mais de afinco, sabe que vivo procrastinando algumas coisas, para manter o bom e velho status quo das coisas... em suma, toquei um foda-se para o que as pessoas chamam de vida e fui tirar as fotos de putaria que estavam duplicadas. E graças à isso e uns outros fatores misteriosos, fiz uma das coisas mais heróicas e incríveis de todos os tempos. 


Capa, colant e cueca por cima da calça

Se este não fosse um blog sério, aqui teria uma piada com o Eric e o Sheldon.

Não sei o que dizer.

No final de 2010, creio que por volta de Novembro, há mais de UM ANO, peguei meu (então novo) celular, o cabo USB e montei, sem saber, a trilha sonora que me acompanharia por mais de 13 meses, sem alterações, ou seja, nada de adições, subtrações e uso do 3G pra baixar músicas. Em suma, ouvi as mesmas coisas por vários meses, e, acreditem ou não, não ouvi todas as músicas que coloquei.

É claro, as que não foram ouvidas são a minoria, mas ainda sim é impressionante que em tanto tempo todas elas não tenham sido reproduzidas do começo ao fim. Você agora deve estar pensando que eu enfiei milhares de músicas no celular, a ponto de que mais nada pudesse ser colocado nele, e bem, não cheguei à tanto. De fato, pouco espaço sobrou, mas o que mais tem no cartão de memória são vídeos e fotos do show do U2... o que quero provar aqui é que, dos 4 GB do cartão, apenas pouco mais de 1,5 GB foram ocupados com música, e lhes pouparei o trabalho de fazer a conta, são 371 músicas.

Isso dá, aproximadamente, 29 músicas por mês, com as que eu não ouvi, 28, e porra, tem que ter culhões pra aguentar a mesma coisa por tanto tempo. Sim, sim, podem aplaudir, eu sei que mereço, mas como tenho post para fazer, vou alongar esta história até que ninguém tenha saco para lê-la, e ela começa assim. 


Eu ouvo, tu ouves, ele ouve

Conheço alguém que irá querer copiar isso.

Se você já teve a infelicidade de depender dos seus próprios pés para ir à algum lugar, é bem provável que você já tenha dependido de ônibus, e como as coisas sempre podem piorar, você deve ficar no ponto de ônibus para garantir seu lugar no infernomóvel. Dentre as mais diversas atrocidades que você presenciará, você irá reconhecer algumas que podem ser evitadas de forma simples, ou seja, os bons e velhos fones de ouvido. Claro que os fones não impedem que te encoxem ou que você conheça de perto os chicletes de baixo dos assentos, mas você estará imune à coisas ainda piores, mas os fones são apenas o escudo, e guerreiro que é guerreiro tem escudo e espada.

E mulheres (mas isso já é outro post).

E, claro, não é qualquer arma que está à altura de tal tarefa, então você deve ir à um bom ferreiro e treinar suas habilidades, para enfrentar a fera, de forma simples e direta, não adianta você lutar contra o funk com um forró. Tem que ser coisa de qualidade, e de preferência que o volume seja alto. Sim, eu sei que o método usado atualmente fode com a qualidade da música, que entendo perfeitamente que ouvir músicas fodas no ônibus é um desperdício, mas use coisas com um bom volume, e nesse caso, quanto mais solos tiver a música, melhor... foda-se, ouça Metallica.



Simples assim.

E trate de cuidar bem da espada e do escudo, afiando-a e o reforçando, ou seja, faça uma boa seleção de músicas, com os mais variados estilos, e use fones decentes, nada de coisa do Carrefour. De nada adianda você passar horas escolhendo músicas se todas elas são do mesmo tipo, o mesmo gênero, você tem que preparar um troço amplo, que sirva para as mais diversas situações, você tem que ser o maluco que saca o celular e faz a sonoplastia da sua própria vida.


Taxa de transferência

Não sei vocês, mas eu mudava as músicas de tempos em tempos, um ou dois meses, justamente para não ouvir sempre a mesma coisa, e admito que já quis mudar várias vezes as que tinha alí, mas graças à preguiça, a falta de tempo, as férias e a falta de saco para escolher outras 370 músicas, fizeram com que eu precisasse pouco do celular, e, por consequência, das músicas nele, e bem, eu me fiz o favor de perder o fone de ouvido do aparelho.
Tal como quando você se perde numa ilha deserta, chegará um ponto em que você irá querer arrancar seus tímpanos fora e conversar com uma bola de vôlei, o que é compreensível, caso você ouça 91264 vezes a mesma música e ela perca totalmente o significado, e é neste momento que você passará a criar as mais completas desculpas para ter feito a burrice de continuar ouvindo as mesmas coisas. Não que Metallica seja ruim, mas depois de tanto tempo, você quer um pouco disso:



Basicamente, o que te impede é mais um "fator externo" do que as próprias músicas, afinal, você as colocou alí, você gosta delas e tudo mais, só prefere ser fuzilado a ouvi-las novamente dentro de alguns meses, e é aí que você deve fazer uma escolha: sucumbir ou lutar. E, claro, no final das contas a segunda opção é infinitamente mais irritante e recompensadora. 


Ajoelhe

Uma coisa que você notará, é que as músicas que as músicas ficarão divididas em playlists secundárias, só esperando a hora certa de tocar, sejam divididas por ritmo, estilo, artista ou do jeito que você gostar de ouvi-las. Essas panelinhas causarão duas coisas: a possibilidade de você ouvir sempre a mesma coisa e esquecer boa parte delas, e uma divisão que lhe permitirá saber exatamente o que quer ouvir.

Irônicamente, você provavemente irá aprender que fones de ouvido com proteção contra ruídos externos não são exatamente tão bons assim, logo, deixar o volume da música no mínimo ou no máximo não fará diferença alguma. Irá aprender também que as pessoas tem a incrivel capacidade de falarem com você entre uma música e outra, o que irá lhe obrigar a responder (ou matá-las), bem como aprenderá que os fones tem uma tendência suicida, de se atirem de sua orelha em direção aos pés das outras pessoas.
Há entretanto um perigo maior que esse. Com o passar do tempo, você ficará tão puto com a quantidade de coisa que dará errado, seja em relação aos fones, ao aparelho e às próprias músicas, que irá considerar o convite Lado Negro da Força, unindo-se aos filhos da puta que não usam fones. 
Em uma frase? Você DEVE RESISTIR.

Uma vez do lado de lá, não há volta, e com razão: ninguém quer um traidor ao seu lado. Pense sempre em como você será bem visto pelas pessoas que tem consciência, pense que você não irá se odiar, pense no bom-Senhor-Jesus-que-a-todos-cuida e pense que você não correrá o risco de levar um tiro de 12. Não será fácil, mas você deve lutar bravamente e negar o Capeta sempre que ele aparecer, e as portas do céu estarão abertas para você.


Fama, dinheiro e mulheres

 É claro que o título é puramente ilustrativo.

Além da clara demonstração de seu inerente mau gosto musical, há mais um fator, ligeiramente preocupante, que cerca essa coisa toda: sempre vai faltar alguma música. Sim, aquela que, quando você estava escolhendo as músicas, não te interessava, mas você não previa que passaria tanto tempo ser dar atenção ao pobre cabo USB, e, como já dizia Murphy, a porra toda sempre dará errado quando você mais precisa que dê certo.

E é neste momento de desespero que você se dará conta de que só há uma solução para todo este caso:

Ouvir no mudo.

Este conceito revolucionário surgiu há algum tempo, e é praticado por milhões de pessoas no mundo todo, mas de forma amadora e, na grande maioria das vezes, por acidente. "Ouvir no mudo" consiste em colocar quaisquer músicas para tocar, não ouvi-la, deixando que ela simplesmente "suma", ou seja, é como quando você coloca algo para tocar no computador, começa a ler algo e quando se dá conta, todas as músicas já tocaram.

É quando a música deixa de ser o foco para ser o coadjuvante (puta palavrinha feia...), servindo apenas como pano de fundo e/ou como desculpa para você não ter que conversar com a velha que está sentada ao seu lado. Você pode pensar que isso é perda de tempo, e que bastaria colocar os fones (sem música) ou simplesmente ignorar a velha, mas aí ficaria fácil demais. Deixando seu subconsciente se preocupar com a música, você mata três coelhos numa estilingada só: ignora a velha, fica livre para pensar no que quiser e memoriza, subconscientemente a letra da música, já podendo se considerar um especialista na coisa.

Com o tempo, esta prática o levará de um ninguém-sem-talento para um incrível conhecedor de letras, nomes, datas e curiosidades acerca de seus artistas favoritos, deixando todos os seus amigos atônitos ao provar que você sabe tudo sobre centenas de álbuns, turnês e shows, sendo assim coroado como líder supremo do karaokê da sua tia e ganhando inúmeros pedidos na linha de "canta Bruno e Marrone agora!".

Se alguma vez você ver um pai ou mãe dizendo que não sabe como o filho ficou "desse jeito", e que não tem ideia de como concertar, já que "a culpa não foi minha", "eu não fiz nada pra ela ficar assim" e "eu ainda não sei cuidar de uma criança", tenha certeza que é a mais pura safadeza. 


Taaaaaam rãdam dam dam tam tam tam

Chegará um ponto em que você já terá amado, odiado e ignorado todas as músicas alí presentes, e é nesse ponto que você começa a perceber que as conhece infinitamente melhor agora do que antes, e gosta mais delas por isso. Ainda tem aquelas que você ainda não ouviu, as que gosta mais e as que deixa sempre para momentos específicos, mas todas elas tem uma função, e, num velho clichê, já acharam seu lugar especial alí... é tipo quando você come chocolate demais e passa mal, mas te ofereçem um diferente do que você estava comendo, e você aceita mesmo assim.

Aquelas músicas te acompanharam por muito tempo, sim, algumas faltaram, outras sobraram, mas nada é perfeito, então você terá que se contentar com a certeza de que várias das músicas alí, mesmo sendo legais, tem uma letra estúpida, bem como tem umas que são absurdamente fodas mas se corromperam na transferência. Sabe o Murphy? Pois é.

Apesar disso tudo, é aqui também que todas (ou a maioria) dessas músicas ganham um espaço maior na sua vida, mesmo "fora" do celular (ou mp3, iPod, etc.), elas ganham um momento próprio, tem o espaço definido, e mesmo que sejam substituidas mais para frente, elas ainda farão parte daquela lista de músicas que você quer ouvir no seu funeral... ou na missa.

 Em um resumo, elas serão especiais para você, e toda a irritação e os desafios práticos terão valido à pena. Claro, você ainda gostará de ouvir coisas novas, mas estas estarão marcadas, seja porque as adora seja porque passou à odiá-las.


Olhem, lá no céu

Hoje, dia 14/01, troquei todas as músicas do celular. Sinceramente, não pretendo fazer isso de novo, essa vez foi única e deve continuar assim, mas isso para mim, para vocês a experiência tá valendo. Sei que todos vocês (ou seja, zero) estão curiosos para saber quais foram as músicas que compuseram a trilha sonora de tanto tempo na minha vida, bem como quais foram as músicas que eu não ouvi, e bem, não falarei.

Não porque queira forçar comentários ou porque não anotei os nomes antes de apagá-las, mas o post não foi para falar delas em momento algum. Sim, eu sei que acaba tirando um pouco da graça, mas este nunca foi um blog de humor, então fica assim mesmo. Não sei quanto tempo faz desde a última vez que pedi algo à vocês, mas se tiverem a chance (e a vontade), façam essa experiência.

Não escolham pensando em "vou passar um ano ouvindo a mesma porra", mas escolham as que vocês querem ouvir agora, e vejam como (e se) elas vão se encaixando, tomando novas proporções e significados, enfim, descubram, de verdade, cada uma delas. O máximo que pode acontecer é você deixar de ouvi-la, mas se isso acontecer, ou você é um imbecil ou a música era uma merda: nenhuma grande perda no final.

Porém, aviso desde agora: as chances de você gostar algo da qual terá vergonha será grande, à persistirem os sistomas, procure um bom show e o assista.


Minha conclusão

Cambaaaaaaaaaaaaaaaaddddddaaaaaaaaaaa, mais um dia, mais um post e mais uma frase clichê. Post estranho esse... não ficou como eu queria, mas isso era algo que já sabia que iria acontecer... creio que falta alguma coisa nele, mas bem, só lembrarei dela depois de publicar o post e desligar o computador.

Resumão: ficar muito tempo ouvindo a mesma coisa é um saco, mas graças à essa repetição, você logo perceberá que as músicas podem ser bem diferentes de uma "primeira análise", e sim, várias dessas vezes será para pior, mas outras vezes será para melhor, e toda a encheção de saco que essas músicas causaram irão fazer sentido. Sim, é masoquismo, e é vergonhoso passar por isso só por preguiça, mas acabou sendo uma das coisas mais legais que fiz em 2011 (E 2010 e esse começo de 2012).

Sinceramente, nunca pensei que faria algo assim, justamente por parecer algo muito simples e sem importância, mas nada que me faça ter quase 400 músicas duplicadas pode ser ruim. Digo, sem exagero algum, que essa coisa toda me fez entender melhor acerca da música, e sim, eu sei que esse é mais um clichê, bem como está ficando clichê falar sobre clichês neste post, mas, no fim das contas, é a verdade: algumas vezes clichês existem porque estão certos, e essa é uma delas. Enfim, se quiserem, tentem também. Não é exatamente fácil como parece, mas vai ficando melhor com o passar do tempo.
Então, para manter mais este costume, vamos com uma música:



E sim, esta estava no celular.

Mas é isso, mudanças em breve, posts nos dias certos, Os Seminovos... 2012 vai ser uma merda, mas uma merda bem feita.

See ya!
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