sábado, 4 de fevereiro de 2012

Atire antes, pergunte depois

Nesta manhã mais um prédio foi invadido, e já é o terceiro. O cordão de isolamento, garante o porta-voz exército, está totalmente preparado para tomar as medidas necessárias para manter as Criaturas longe de civis. Dentre a enorme quantidade de armamentos pesados, nota-se o clima de tensão entre os soldados, e os constantes protestos públicos contra a resolução armada vem se tornando cada vez mais "ousados": o que começou com cartazes e faixas já conta com fogos de artifício e até mesmo bombas caseiras. A polícia foi obrigada à contar as manifestações públicas usando bombas de gás lacrimogênio e balas de borracha.

A retirada de pessoas das áreas afetadas continua, mas segundo relatórios oficiais, boa parte das famílias se recusa à abandonar suas casas. Entretanto, muitos moradores, mesmo de locais distantes do morro, já abandonaram suas moradias, muitos rumam para outros estados. Não há dados oficiais, mas estima-se que mais de 750 mil pessoas já tenham deixado a cidade. "O êxodo - explica Cornelius Oliveira - apesar de manter a população mais segura, complica o estado das cidades que recebem estas pessoas. As rodovias ficam tomadas, o trânsito fica impossível... caso haja a necessidade de um transporte de armas, o único meio possível passa à ser o aéreo".

Está marcada para esta terça-feira a chegada de tropas internacionais, para auxiliar no combate e contenção contra as Criaturas. EUA, Rússia e Portugual já comunicaram que além de tropas enviarão medicamentos, roupas e alimentos para os desabrigados. O Ministro, através de uma nota à imprenssa, agradeceu o apoio internacional e afirmou ainda que esta é "uma demonstração, acima de tudo, de humanidade". Desde que o primeiro prédio foi tomado, há pouco mais de uma semana, o Ministro não mais respondeu à perguntas, mesmo tendo sido procurado diversas vezes.

Graças ao que as tropas nomearam de "ataque aberto" os diversos casos de contrabando e violência policial foram deixados de lado, fato que divide ainda mais a opinião pública: enquanto uns apoiam o fim das revistas ao que entra na zona atingida, outros afirmam que o abuso de autoridade, tanto por parte da polícia quando do exército, é constante. Além disso, as incursões de exploração e derrubada da mata no morro foram suspensas, bem como o toque de recolher e as operações de vigias noturnas. "Todos nossos esforços estão centrados em liberar os edifícios tomados e garantir a segurança da população" afirmou o porta-voz do exército.

Nenhuma informação foi liberada acerca de novas operações, mas ficou como "aberta" o fim da retirada de civis das áreas afetadas: estima-se que menos de 100 pessoas ainda se recusam à abandonar o morro. Apesar das invasões, além dos ataques às pessoas presentes nos edifícios atacados, mais nenhuma vítima "ocasional" foi encontrada, e os vestígios, que até semanas atrás eram visíveis por todo o morro, tem desaparecido. Tanto professores da Federal quanto especialistas em vida selvagem afirmam que a sitação é algo "completamente novo e surreal" e Oliveira conclui dizendo "está no limite... depois disso, ninguém sabe". Apesar dos esforços, nenhuma das Criaturas foi capturada até agora.
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