domingo, 15 de abril de 2012

She’s Got

Aaaaeewwww cambaaaaaadaaaaaa!

Seguinte: estou quase que totalmente sem tempo neste fim de semana (são 1:55 da matina), e como Murphy já dizia, quando chega sua vez na fila da pipoca, a pipoca com manteiga já acabou, ou seja, estou com umas duas ou três boas ideias para posts, estou afim de escrever, porém o tempo fode o esquema todo, o que fará com que essas boas ideias sejam estragadas num dia que eu esteja sem saco para escrevê-las.

Tal como este e este posts, e toda a Era de Aquarius, este é um post totalmente sem compromisso, logo, será divertido fazê-lo... espero que gostem, talvez o estilo faça parte da "nova temporada" que está por vir... e sim, ela sairá, apesar de um terço do ano já ter passado. Enfim, divirtam-se.


Fui num bar com uns amigos, daqueles que fedem à cigarro e batom... o bar. Era grande, com algumas mesas de bilhar, pebolim, além, do balcão, poltronas, bancos e aquela meia luz que te faz errar as tacadas. Aliás, por que a luz fica tão baixa, logo acima da mesa?

Entramos, pegamos uma cerveja, uma, duas, três partidas, conversa, nada de mais. "Vamos ver as garotas" disseram, e se viraram, no famoso exercício de checar um buffet que você não pode pagar. Uma passou na nossa frente, vestido colado, curto, bem curto; a outra passou longe, sentou numa mesa, com outra amiga; uma terceira não passou, ficou onde estava, conversando em 45 com um cara de camisa rosa. Pelo jeito escolhemos o dia errado para ir, todos que foram contavam grandes histórias do local e de suas frequentadoras... com direito à duplo sentido.

Decidimos nos separar, metade foi pro balcão, outra parte foi para um dos tais "lounges", eu fui pra mesa de truco. Não tem que fazer bico para falar "truco". Mão de onze, a mulher e outro cara levaram, não tinha próximo, então entrei com outro que também tava olhando o jogo. Era vez da mulher dar as cartas, embaralhou, mandou cortar, distribuiu. Um quatro, um rei e um sete: maço do caralho que a desgraçada fez. Fugimos. Dois um; dois dois; cinco dois; sete nove; dez dez, truco. Levantou, gritou, fez pose, xingou e isso não podia ficar assim, então fomos: primeira nossa, segunda deles, joguei meu dois, o cara jogou um seis, meu parceiro mandou o três, era a vez dela, um valete, que por pura coincidência era espadilha.

A filha da puta pulou nos braços do outro babaca, apontou, riu e tudo mais, mas tem que aguentar, foi justo... na medida que truco pode ser justo. Ela estava de preto, menos o sapato, "preto fosco" como identificou meu parceiro de jogo, aquelas meias grandes e cinta-liga. A desgraçada usava uma saia mais curta que um cinto, espartilho, a coisa toda, e como não poderia deixar de ser, todo o balcão olhava para ela pulando. Me sacaneou no truco, vestida daquele jeito... gostei, e queria revanche.

Ganhamos de doze à oito, foi nossa vez de apontar e rir alto, então fomos para a negra. A coisa tava tensa: era uma questão de honra que a gente ganhasse aquela, mas por outro lado, todo mundo queria vê-la pular de novo. O jogo foi aos poucos, sem grandes riscos, nenhum truco, nenhum grito, só de um em um, por garantia, até que finalmente chegamos na mão de onze. Onze pra gente, dez pra eles. Levamos a primeira, deixamos a segunda, pica-fumo do parceiro, um três, outro três dela, e eu, o pé, colei na testa.

Ganhamos limpo, acreditem ou não, e eles reconheceram isso, ela nos abraçou, me abraçou, e foi pro balcão. Fiquei alí parado, só pensando no jogo, olhando o que ela fazia. Vagabunda total, notei que tinha uma tatuagem na perna esquerda, uma arma no coldre, e um "LP" no braço direito. Devia ser um Luiz Paulo ou qualquer apelido de malandro que já foi pra cadeia, mas pra mim era mais que long play, era Les Paul, e isso já era um motivo pra ir até ela. Pedi o mesmo que ela, "bom jogo", eu disse, ou talvez tenha sido "ganhamos", não importa. O que importa é que ela olhou pra mim, piscou e me levou para a parte de trás do bar.

Rasguei sem querer a meia dela, já que a cinta não soltava de jeito nenhum, mas acho que ela nem ligou. Saimos um de cada vez, fui procurar os amigos e perdi ela de vista. Não contei pra eles, bando de paus no cu, falando sobre trabalho e pensão, e eles nem iam acreditar mesmo... ela fazia jus as roupas que usava inclusive... será que ela tinha ido embora?

Não, achei, fui falar com ela. Fomos pra outro lugar... ela me disse que aquela tinha sido a primeira vez dela. Claro que era mentira, mas concordei... quem não concordaria? Ela realmente sabia o que estava fazendo... a garota da portaria me olhou com uma cara de impressionada quando saimos. Eu diria que o mérito foi meio a meio. "E se...?" eu perguntei, e ela disse que nunca tinha acontecido... ah, a contradição... mas pra mim isso era bom. Nos vimos várias vezes por algumas semanas, até que ela disse que ia se mudar e merda, eu gostava daquela vadia!

Eu sei que todo mundo já tinha estado onde eu estava, mas mesmo assim... naquele meio tempo descobri que a tatuagem era uma Colt do século XIX, que ela era fã de Guns e que odiava camisinha. Fomos feitos um pro outro, e ainda sim ela tava alí, deitada do meu lado, sem roupa, falando que ia pra sei lá onde, numa clínica pra qualquer coisa. Fizemos mais três vezes naquela noite, e peguei no sono... merda, eu nem falei com ela, ela só gemia e chorava.

Acordei no dia seguinte, bem de manhã, e tava lá no lençol, a mancha... eu nem sabia qual delas era, mas nada que é amarelo é bom, e a filha da puta passou pra mim! E sumiu! E eu tinha que manter uma reputação, como é que eu fico se a coisa espalha, e dizem que a via foi ao contrário, que a culpa foi minha? 

Voltamos naquele bar alguns dias depois. Já tinha ido no médico, mas espalhei pros caras que a vagabunda me passou o troço e desvaneceu da face da Terra... ela era gostosa pra caralho, mas que se foda, não sou eu que vou ter filho pra criar. E os babacas tavam perguntando pro cara do bar se isso passa mãe pra filho! Resolvi largá-los e ir procurar coisa pra fazer: por costume ou por, qualquer outra coisa, fui ver a mesa de truco. Tinha uma outra garota lá, ruiva, jogando com outros três caras... foda-se, fui jogar poker.
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