domingo, 22 de abril de 2012

Porquês e Afins: Papai me deu uma bota Gucci para marchar

 Aaaaaaaaeeeeewww cambaaaaaaaadddddaaaaa!!!!!!

Pois bem, o post está ligeiramente atrasado, considerando que já é domingo, mas não tem problema. Não há muito o que falar aqui, nenhum recado, nenhuma informação... pergunto-me até quando. Mas enfim, sem mais delongas, ao post!

Vamulá!!!


Da inocência à consciência

Recentemente temos visto crescer a quantidade de protestos, a maioria em forma de passeatas urbanas, para foder ainda mais com o trânsito nas cidades, e por um lado isso é ótimo: uma parte da sociedade se deu conta de que não concorda com alguma coisa, e está lutando pelo que quer. Por outro lado, a coisa está indo de mal à pior.

É realmente bom que as pessoas estejam conseguindo mais informações, mesmo que jogadas aos montes na sua cara, e que, mesmo com um filtro mínimo, consigam separar um pouco o que é bom do que é ruim. Claro, de forma totalmente distorcida, com informações erradas e um quase que total descaso pela "verdade", mas ainda sim é um avanço se formos levar em conta que 5 anos atrás, boa parte da população pertencia à classe D e não podiam financiar um Uno em 60 vezes.

Sim, há várias coisas que poderiam ser citadas e debatidas apenas nesto tópico, afinal, o Uno é um bom meio de transporte e tals, mas porra, tem outros muito melhores por aí. A questão aqui é outra, ligeiramente diferente: em questão de pouco tempo passamos da omissão e do "não vai adiantar anda mesmo" para uma mobilização pública, que, relativamente, tem uma boa quantidade de gente, e incrivelmente, não só os filhos de papai estão envolvidos, levando os filhos de mãe solteira juntos, mas os filhos de pai nenhum e os filhos de pais que não-entendem-como-minha-vida-é-uma-droga-e-não-me-aceitam-como-eu-sou também estão entrando na onda... daqui à pouco vão falar de paz mundial, pode esperar.


Direitos... e só

Que o ser humano é folgado e interesseiro todos sabemos, bem como sabemos que o Brasil tem um talento incrível para a arte da negligência e da vagabundagem, e bem, algo não se muda algo (praticamente) intrínseco de uma hora para outra, leva décadas, até mesmo milênios, e nestes últimos 5 séculos, o Brasil passou por muita coisa. E, por fim, chegamos ao "hoje", em que a influência intercultural está cada vez maior.

Em suma, graças à nossos amigos gringos, passamos a acreditar que o mundo é um arco-íris de 8 cores, e que é nosso direito que ele volte a ter apenas 7. Igualmente acreditamos que é nosso direito que todo o universo seja perfeito para cada um de nós... uma utopia (literalmente) universal, em que temos o direito de ter dever algum.


Marcha soldado

Notaram que tivemos vários "movimentos" nos últimos tempos? Movimentos pela economia, pelos direitos da mulher, pela igualdade, pelas drogas, pela moradias, pelas drogas, pelas moradias, , pela segurança, pela educação, pela violência, pela educação, pelo tráfico, pelas baleias, pelo aquecimento global, pela política, pelos rios, pela qualidade de vida e, se bobear, pelo direito de prostitutas receberem décimo terceiro. Em todos estes movimentos (não só no Brasil, mas em todo o mundo), todo mundo reivindica algo, mas não quer abrir mão de absolutamente nada.

Entendam, eu quero um mundo e um país melhor para viver. Ok, meus motivos são ligeiramente deturpados e egoístas, mas de certa forma, meus objetivos e os das outras pessoas são os mesmos. Acontece que essa masturbação toda chegou à um nível tão grande, que as pessoas sequer lavam as mãos depois de gozar. É tipo um concurso de punheta, onde 3500 japoneses ficam assistindo hentai e tem a meta de gozar e limpar a porra na toalha do outro, sem que este note.


Louis

O mundo não é perfeito, e todos afirmam isso, mas insistem em pensar que não há governos, guerras, diferenças, religiões e bilhões de outras coisas (incluindo a própria natureza) que impedem terminantemente  a paz mundial. Temos misses magrelas e artificiais dizendo que obesos depressivos são iguais à elas, e os gordos suicidas acreditam!

Uma coisa possibilitou à natureza (e por consequência, a humanidade) chegar ao que chegou hoje: a evolução. Saímos de seres unicelulares, crescemos, fomos para terra, passamos pelo frio e pelo calor, o continente se dividiu, o mundo mudou e agora, alguns bilhões de anos depois, cá estamos. A evolução se baseia em três coisas: a necessidade de se adaptar o meio ambiente, a seleção dos seres mais aptos para evoluir e a capacidade de passar esses "dados" para seus decententes. Numa única frase: a evolução só existe por causa das diferenças.

Acreditem, se todas as células fossem verdes, triangulares e sorridentes, não estaríamos aqui. Se não fosse pela diferenciação individuas, entre raças, culturas, órgãos, capacidade de adaptação e um pouco de sorte, o mundo seria completamente desolado, e quando eu digo "desolado", quero dizer "não há absolutamente vida nenhuma nesta porra". Você só está aqui porque seu tio-tataravô de terceiro grau não pegou mau olhado e bateu as botas, e você só não tem uma vizinha gostosa agora porque a bisavó da prima dela pegou a peste.

O mundo é assim, e não são constituições, leis, debates, reclamações, reinvindicações e direitos políticos e civis que irão mudar isso. Pessoas são diferentes, independente de religião, cargo, nacionalidade, orientação sexual, classe social e remuneração. Você está vivo porque o Jorge morreu, a Aline está morrendo porque a Giovanna está com o pé do lado de lá e quer você goste ou não, o mundo é assim, e nada que você faça vai mudar isso.


Rosas e cápsulas

Em algum lugar neste blog inútil, falei sobre guerras, utopias e coisas do tipo, mas a preguiça e a falta de memória me impedem de ir procurar (e linkar) tais posts. Mas para não ficar chato, e dar mais sustância para este post, farei um resumo da obra: guerra é inevitável porque as pessoas sempre foram, são e sempre serão diferentes, o que faz com que elas discordem em um monte de coisas, e na falta de argumentos, apelam para o ataque físico, o que, se acontecesse de novo, seria a solução para todos os problemas de superpopulação do mundo. E o ponto principal disso tudo: o ser humano gosta de guerra. Não passarei outros parágrafos explicando/defendendo isso, uma vez que já o fiz em outros posts, mas a base é essa: estaremos sempre em guerra e gostamos de estar sempre em guerra.

Não sei se já deu para notar, mas não gosto de citações diretas, então digo-lhes assim: há uma famosa frase de Einstein que diz que a quarta guerra mundial será com pedras e paus. De forma bem simples, é uma frase genial, mesmo quase 60 anos depois que ele já morreu. Porém de nada importa pensar na quarta, sem pensar na terceira, algo que jogos, estrategistas, terroristas, RPGs e filmes já fizeram aos montes (para não falar daqueles malucos babacas que acham realmente incrível uma guerra acontecer). De certa forma, todos eles tem coisas em comum: um personagem principal que milagrosamente não morre, bombas atômicas, armas grandes de munição infinita, tiroteios, monumentos histórios explodindo, um romance idiota, cena de fulga e, claro, alguma "enorme catástrofe" que faz o herói virar de fato o herói.

Meus caros, esqueçam bombas atômicas, esqueçam combates de campo, esqueçam armas individuais, e esqueçam algum ator "bonito" comendo uma magrela, já que nada disso vai acontecer. Caso de na telha da Europa e Estados Unidos iniciarem outra guerra (porque sério, sem eles o mundo seria incrivelmente calmo), seria uma coisa completamente... covarde. Nada de espionagem, movimentação de tropas e o caralho, a questão principal seria o tempo: quem lança mais rápido alguma bomba que destrua seus inimigos. E de novo, nada disso aqui:

Seria uma guerra à distância e, de certo modo, limpa. Não há sentido e destruir seu inimigo, se os efeitos colaterais do seu próprio ataque te afetam. Haveria milhões de mortes? Sim, mas nem 10% delas seriam numa batalha, com um exército de cada lado e vença o melhor, aliás, duvido que até mesmo tenham batalhas: é mais provável que navios e aviões sejam usados para ataques à distância simples, e grandes "troços" (na onda de teoria da conspiração, tipo o HAARP) para grandes e importantes ataques. Seria uma guerra rápida, potente, sem grandes efeitos colaterais, com realmente muitas mortes e que deixaria o mundo em estado de desolação, uma vez que a probabilidade de nego se atacar mutuamente é alta.

E por que toda essa análise?


Por causa dos umbigos

"Nos bons e velhos tempos" uma guerra se dava porque um país invadia o outro, porque pessoas eram sequestradas e mortas, porque políticos brigavam para ver quem roubava mais e porque os alemães estavam cansados de suas rotinas de comer salsichão e beber cerveja. Entretanto, creio que a terceira guerra não seria por algum desses... "motivos maiores", mas sim porque as "minorias" se juntariam, formando a maioria, e, usando a promessa (e a desculpa) de um mundo mais justo, paciente, respeitoso, alegre, verde, equilibrado, produtivo e pacífico, para iniciar a guerra... algo como "os conservadores preconceituosos VS os liberais oprimidos".

Vejam bem, é uma guerra fadada ao fracasso: digamos que as minorias ganham a guerra. Seria questão de tempo para que estas minorias voltem-se umas contras as outras, afinal, neo nazistas e judeus são minorias em relação ao mundo todo, mas teriam de se juntar para conseguir vencer a parada. E isso jamais aconteceria. As pessoas pedem um mundo justo, mas o ponto é que não é possível ter um mundo justo para todo mundo: no fim, alguém se fode. Também já falei isso em outro post que não vou procurar, mas a ideia é realmente muito simples: para você ser feliz, alguém tem que ser infeliz. Como eu disse alí em cima, sempre haverão diferenças, e estas são inconciliáveis. Todos lutam "juntos" por um mundo justo e alegre que não existe, e vão culpar (com certa razão) uns aos outros por isso, e depois das minorias terem destruído o mundo, se atacarão com pedrinhas e gravetos, para ver quem leva a melhor.


Rise and rise again until lambs become lions

Eis que chegamos ao tópico que retoma o início do post. Já notaram a quantidade de protestos das minorias que vem acontecendo no mundo todo? São sobre tudo, e o mais impressionante é que nenhuma delas sequer se preocupa de fato em ter uma visão realista e verdadeiramente ampla da coisa. Ainda em mais um post, falei sobre aquele velho chavão "a ignorância é uma benção", e é verdade, se é muito maiz feliz sendo burro, pelo menos até o ponto em que você decide que não quer mais ser burro, e resolve se meter em coisas sobre as quais você não entende nada, e aí, meus caros, misericórdia não é uma opção.

Temos marchas, movimentos, manifestações, caminhadas, greves, protestos, estirões, comícios e passeatas, todas pedindo algo, todas exigindo não ter de abrir mão de algo, todas querendo que algo seja feito, mas fica nisso: falam, andam, escrevem cartazes, fazem faixas, alguns megafones, uma jingle talvez, sem falar nas camisetas, as cruzes nas praias, queima de pneus, gente deitada se fazendo de morta e aquele mote, aquela famozíssima máxima: "queremos justiça".

E num balanço entre a omissão, o fazer vista grossa e o deixar para depois, nenhum dos lados ganha absolutamente nada, até que ambos encham o saco de vez, e resolvam partir das tosquíssimas "reinvindicações pacíficas" para a "justiça com as próprias mãos"... Sabem, o século XXI vai ser realmente interessante... chato, moralista, irritante, repetitivo e ignorante, mas ainda sim vai ser um belo espetáculo... basta alguém se tocar de que o único modo definitivo de resolver as coisas é aniquilando a oposição.


Minha conclusão

Cambaaaaaadaaaaaa fazia tempo que não rolava um post desse tipo por aqui, e devo dizer, estou ligeiramente orgulhoso de mim mesmo. Enfim, não sei nada sobre como será a semana que vem, mas os posts estão saindo com regularidade, e mesmo com as "reformas" atrasadas, a coisa está indo bem... nem tenho o que reclamar.

Mas então, como todo Porquês e Afins, este aqui tem uma questão fundamental que motiva o post, uma questão que por mais que eu me esforce, não consigo resolver... no máximo uma teoria meia boca, mas fica por aí, e este é o post é o reflexo de minha esperança: de que vocês iluminassem minha vida, mas claro, você não existem, logo, eu preciso de um médico especializado.

A questão-base deste post aqui é bem simples: qual a porra do problema que essas pessoas tem ao nomear seu movimento? Sério, já pararam para pensar nisso? Marcha da Maconha, Marcha das Vadias, Marcha Contra a Corrupção,  Ocupe Wall Street, Marcha para Jesus, Marcha pela Liberdade. Ok, concordo que Diretas Já não é o nome mais criativo do mundo, mas porra, isso aí tá cada vez pior! Sério que nenhuma dessas, sei lá, 700 mil pessoas, consegue criar algo minimamente mais... digno que isso? E olha que essa galera de história, publicidade, jornalismo (Né?), "redes sociais" e o caralho a quatro são os mais envolvidos. Todos muito politizados, muito respeitosos, cheios dos direitos, mas sem capacidade alguma pra levantar a mão e dar uma sugestão de nome. E nego ainda vem me dizer que é por um mundo melhor! Vadios.

See ya!
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