sábado, 26 de maio de 2012

Camisa 19

Aaaaaaeeewww cambaaaadaaa!!!!

Então, caso vocês estejam se perguntando o porquê da falta repentina de posts, a explicação é simples: falta de tempo. Um post aqui no blog leva ao menos 6 horas para ficar pronto, e a última vez que um post demorou esse tempo, foi há quase um ano. Enfim, é aquela coisa de sempre: blog dá trabalho, por mais que não pareça, e trabalho significa tempo. E não, eu não entrei em depressão por causa do post passado.

Sem mais delongas, e com a promessa de não faltar semana que vem, ao post!

Vamulá!!!


Jaqueline tinha 23 anos, nascida em Minas, mas criada no Rio. Miss Lage 2009, musa da escola de samba da comunidade, torcedora fanática do Bota. Trabalhava numa farmácia, de segunda até sábado, mas domingo era sagrado: ia para a praia logo cedo e só voltava para casa à noite.

Melhor acabar com as piadas ruins logo de cara, não?

Durante a manhã, com um sol mais fraco, era hora de ver os rapazes jogando futvolei. Tomava água de coco, mergulhava, tomava sol (de topless, para não ficar marca) e, à noite, era roda de samba. Dançar juntinho, conhecer gente interessante. Caminhava pela orla para relaxar, esquecer dos problemas; gostava de ver as pessas se divertindo nos barzinhos.

Conheceu Paulo Jorge, Bizu, numa dessas caminhadas. Encontraram-se na praia algumas vezes, até que passaram a caminhar juntos. Ele contou que tinha vindo do interior, de família pobre, que como não tinha muitas chances, começou a jogar desde pequeno, e se destacou. Seria apresentaria no Botafogo em algumas semanas: ala direita. 

Ele era novo, uns 26 ou 28 anos, mas já era casado, tinha um filho lindo, de quatro anos. Nunca amara a esposa, mas ela havia engravidado, então se casaram. Se conheceram numa das festas por lá, uns olhares, uns cutucões... ainda era cedo, e nenhum dos dois queriam voltar para casa ainda.

Jaqueline insistia para as amigas que eram só amigos, mas ela sabia que era mentira, e das grandes.

Bizu havia sido apresentado e estreara logo na semana seguinte, num amistoso. Foi numa terça que ele convidou Jaqueline para uma festa, com os caras do time. Um monte de gente iria, e ele queria que ela também fosse, para comemorarem a vitória e o bom desempenho dele. Ela negou, no início, mas ele insistiu tanto que acabou aceitando.

Roberta, a esposa, voltou com o filho para o interior alguns meses depois: exigia a separação e a guarda da criança. Os companheiros do time deram algumas dicas e ele acabou por aceitá-las: casa, carro e pensão, mas o garoto passaria as férias com ele. 

Bizu e Jaqueline anunciaram o casamento algum tempo depois. Estavam na capa de todas as revistas de fofocas, processo, briga com o técnico. Apesar disso, o Bota ia bem obrigado, algumas vitórias, alguns empates, mas eram uma família: cada fim de semana era churrasco na casa de um. Mas era a incerteza que comandava: ele havia traído a mãe do próprio filho. E se fizesse o mesmo com ela?

Fez. Jaqueline pegou no flagra. Ela era diferente da ex: não iria extorquir o máximo que podia, não ia dar barraco, e definitivamente não ia ser apontada por todo mundo na rua. Não estava pensando direito quando pegou uma faca na cozinha e voltou para o quarto.

Jaqueline acabou por ficar com a chácara, os carros, e se mudou para lá: adeus farmácia. Demorou à voltar para suas caminhadas na praia graças aos paparazzi mas, eventualmente, perderam o interesse nela. Ela faz questão de caminhar perto de onde ela e o segurança enterraram Bizu.

Foi numa dessas caminhadas que ela conheceu Matias...


See ya!
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sábado, 12 de maio de 2012

Vícios Matinais: Sky Full of Holes do Fountains of Wayne

Aaaaaaaaaeeeeeeeewwwww cambaaaaaaaaaadddddaaaaaaaaa!!!!!

Então, eis que temos mais uma semana, mais um sábado, e por conseguinte, mais um post, mas aí você poderia dizer "mas semana passada não teve post porra!!!". Sim, é verdade, pela primeira vez neste ano (e demorou CINCO MESES!) não tive como fazer o post, mas não por falta de ideias, mas pela falta de tempo. Acreditem, cogitei até passar a madrugada de domingo fazendo post, mas aí a segunda-feira iria para o saco.

Enfim, hoje é outro dia, portanto deixemos isso para trás e passemos para aquele clássico exercício que tanto prezo aqui no blog: tentar descobrir um assunto para o post de hoje.

...

Pois agora definido está, então, sem mais recados e/ou explicações, ao post!

Vamulá!!!


Fountains of Wayne

Da esquerda para a direita você tem Chris Collingwood (vocalista), Brian Young (baterista), Adam Schlesinger (baixista) e Jody Porter (é eu sei - guitarrista). A banda começou em 1996, eu conheci por volta de 2005 com Stacy's Mom, que já coloquei em posts várias vezes e que tenho certeza que vocês conhecem, e agora em 2011 eles lançaram o álbum deste post. Na real, apesar de a banda ser americana, não soa como se fosse... é algo quase britânico, mas não tão... fino, pontual e chato, sem ser tosco e farofa como várias bandas dos EUA conseguem ser... e são de NY ainda.

Já são 7 álbuns (2 de coletânea), e é bem provável que você já tenha ouvido outra música deles, uma vez que tem várias que foram usadas em filmes e/ou séries, como California Sex Lawyer, All Kinds of Time e Radiation Vibe. Vou admitir que não ouvi todos os álbuns na íntegra, portanto, este será o primeiro, mas conheço várias das músicas, e já indico Denise, Mexican Wine e Hey Julie.


Este álbum

Como eu disse alí em cima, foi lançado ano passado (mais precisamente em Julho), são 13 faixas, além de outras 2, uma na versão do iTunes e outra da Amazon e porra, as bandas podiam realmente parar com essa putaria do caralho.


The Summer Place



E já começamos com um clipe (que eu nem sabia que existia) e caralho... que chute no saco. Não que a música seja ruim, mas também não é boa: é diferente, totalmente diferente, do que eu esperava. Chega a ser meio bizarro até, já que nornalmente músicas do tipo, que trazem essa coisa de nostalgia/lembraças ficam no meio do álbum... enfim, ficou meio jogada, portanto, nota 6.


Richie And Ruben



Porra, que música idiota... e no bom sentido! Quase igualmente bizarra à primeira, mas esta ainda ganha... acho que a melodia ficou um tanto quanto leve e relaxada demais para a letra, mas é legal, principalmente o começo e o final. Creio que 7 seja uma boa nota, mas eu queria algo "a mais" para essa segunda música, já que a primeira foi meia boca.


Acela

 
Por enquanto a mais animada do álbum (com mini solo!), mas com uma letra meio sem graça, e já informo, "Acela" é o Acela Express, aquele trem de alta velocidade dos EUA, e porra, que merda de inspiração para uma música. Mais um 6 aqui, graças ao solo, mas devo dizer que a situação do álbum não está boa.


Someone's Gonna Break Your Heart

 
Mais um clipe, e até aqui, a melhor letra e a melhor parte instrumental: não coincidentemente é a mais rápida, mais (usando uma palavra que eu odeio) energética. Acho que teria sido uma boa escolha abrir o álbum com esta música, que inclusive foi lançada como single. Indiscutivelmente a melhor até agora: nota 8, mas espero que não pare por aí.


Action Hero



Taí uma música interessante, que combina bem a letra com a parte tocada. É mais um daqueles exemplos que uma música não precisa ter uma letra gigante, cheia de significados e o caralho a quatro, mas que pode fazer um bom trabalho com algo simples. A nota aqui é mais um 8... o álbum está na média... falta ainda algo foda... mas como todos sabemos, a esperança é a última a deixar herança.


A Dip In The Ocean

 

Acho que essa é a letra mais legal até agora, e, de novo, a música em si não passa despercebida... grandes chances de ser uma das minhas favoritas do álbum... não é a melhor, mas é uma das mais... eis aí uma questão: não é uma música alegre, mas também não é triste, não chega nem a ser um saudosismo chato: nota 8, mas é um oito OITO, não um oito como os outros dois oitos que já dei aqui.


Cold Comfort Flowers



Digo logo de cara que não gostei do título da música, sei lá, algo meio capenga. Gostei do refrão, mas a música é provavelmente a mais esquisita do álbum (porque se passar disso...). Não sei exatamente o que dizer dela, é completamente diferente de algo que eu coloco no celular para ouvir, mas é boa, algo que ouço tranquilamente se estiver tocando, mas não vou ter vontade de pegar e escutar. Uma nota 7 está de bom tamanho aqui.


A Road Song

 

Esse é um tipo de clipe (o terceiro!) que eu costumo gostar, com o tipo de letra "sincera" que eu costumo gostar e o tipo de música que eu costumo gostar, mas sei lá porque, esta não me chamou atenção, digo, é boa, tem uma boa letra e tudo mais, mas por algum motivo, eu também não a pegaria para ouvir por vontade própria. Mais um 7 aqui, só porque 6 ou 8 seria injusto.


Workingman's Hands



Não entendi o porquê desta música, quero dizer, ok, entendi a letra e tudo mais, mas ela não combina com o resto do álbum, musicalmente sim, é bem parecida com as outras músicas, mas a letra é completamente diferente, e, ao menos para mim, não tem absolutamente nenhuma ligação com nenhuma outra música (ao menos até agora), portanto, graças à esse "deslocamento", nota 6.


Hate To See You Like This

 
Que nome idiota, e sim, eu sei que MUITAS outras músicas tem nome no mesmo estilo, e sim, são todos nomes ruins. E devo dizer, a letra é igualmente ruim (o título é, obviamente, o refrão), perfeita para aquele momento meloso, em que você, idiota, quer pegar aquela garota cheia de frescuras, que está bêbada no final da festa... e sim, eu acho isso estupidamente idiota: nota 4.


Radio Bar



Eis aí um bom nome: é tão difícil assim?

Então, esta sim é a música mais animada do álbum, tem uma letra legal, de certa forma, é a mais suave, mais leve do álbum até agora, e isso é realmente bom, considerando as demais letras. Mas como todos sabemos, nada é perfeito, e apesar de essa música ser legal e ter uma das melhores partes tocadas (senão a melhor), considerando a letra, a música pedia algo mais... rock, com mais guitarras, um troço mais... (usando outra expressão que odeio) elétrico: nota 8.


Firelight Waltz



Já notei um grande erro do álbum: as músicas lentas (e até certo ponto) depressivas vieram antes das mais alegres, e isso mata a vontade de ouvir a coisa toda, ao invés que criar aquela ideia de "jornada", em que você começa o álbum num ponto e o termina num ponto completamente diferente. Apesar disso, esta é uma das mais legais do álbum, e acho (mas só acho) que é a letra que mais gosto aqui: outro oito OITO.


Cemetery Guns



Devo dizer que estou com vontade de ouvir esta música desde que vi o nome... e é completamente diferente do que eu acho que deveria ser. Eu esperava algo pesado, depressivo, (usando, de novo, outra expressão que odeio) dark... essa música tinha que ter peso, botar moral, e não esse clima filme-de-época-sobre-a-aristocracia-britânica. Apesar de ser diferente de todas as outras, é a que define o álbum (e também a última na "versão principal"), é uma boa música, que podia ser muito mais: nota 8.


Song of the Passaic



Eis a primeira música "extra", e ela começa bem, ou seja, é melhor do que várias músicas que estão na outra versão! Porra, essa música tinha que estar na versão principal: tem um ritmo, letra, melodia... porra, que desperdício. Nota 9, e creio que não seja 10 porque não tiveram o bom senso de a incluir na versão principal... eu falo que essa de "versão" só fode a parada.


The Story In Your Eyes



PUTA QUE PARIU, POR QUE ISSO NÃO TÁ NA PRIMEIRA VERSÃO? Porra, olha isso!!! É foda pra caralho e nego joga fora, numa versão pra internet!!! Tem SOLO!!!!!!!!! Estou boquiaberto com essa música: letra, rítmo, riff, tudo!!! Mais um 9, pelo mesmo motivo da música acima... a prova de que más escolhas podem foder um álbum.


Minha conclusão

Taí uma excelente escola de como não organizar um álbum. Se The Story In Your Eyes e Song of the Passaic estivessem no lugar de  Acela, Workingman's Hands ou Hate To See You Like This este álbum seria infinitamente melhor. A média geral (contando as músicas extras) é 7.5, entretanto eu daria um 6, não pelas músicas, mas pelo planejamento e pelas escolhas. Estou sinceramente torcendo pra que isso tenha sido coisa da gravadora ou do empresário e não da banda.

O álbum anterior (Traffic and Weather) é de 2007, e para quem ficou 4 anos sem lançar nada (já que coletânea não conta), este álbum deveria ser muito mais. Sim, eu sei que foi uma grande mudança para a banda, mas nem isso nem o desejo de maximizar lucros explicam a decisão de tocar o foda-se para o produto: é um tiro no pé, e isso não é bom nem para você nem para seus fãs.

Quanto às músicas, bem, não decidi ainda qual das duas últimas é minha preferida... aliás foi interessante fazer este post assim: ir escutando o álbum pela primeira vez e já ir colocando "no papel", já que nas outras vezes (aqui e aqui) eu já tinha ouvido o álbum várias vezes. Enfim, como eu disse, um desperdício... tomara que não repitam isso no próximo álbum (e que não demorem tanto tempo para lançá-lo).

See ya!
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