domingo, 10 de junho de 2012

Top X Motivos para tanta burocracia na venda de armas

 Aaaaaaaaaeeeeeewwww cambaaaaaaaaaaaddaaaaaaa

Então, ficamos algum tempo sem post, e, de novo, pelo mesmo motivo: falta de tempo. Acreditem, eu quero escrever, mas não tenho tido tempo suficiente, e um post de merda por blog já é o suficiente. Mas deixando isso de lado, vamos falar sobre um fato incrivelmente inédito por aqui: não sei o que escrever.

...

Mas graças ao estoque não-tão-bem-provido de ideias para post, achei um tema interessante, e, vejam só, é um Top X! Ao post!!!

Simbora!


Objetos de criação da paz

Não, eu não me refiro ao Stallone sem camisa.

Certo dia, muito tempo atrás, nossos antepassados descobriram que o mundo era um local perigoso, não só pela natureza, os animais e o clima, mas também por causa de outros iguais (ou igualmente peludos) a eles. Foi apenas questão de tempo que os nossos primos semi-macacos passassem do galho com fogo na ponta para as pistolas, metralhadoras, snipers, fuzis, canhões e tantas outras invenções, algumas que deram certo e outras que falharam miseravelmente.

Tanto tempo convivendo com as mais variadas armas fez com que o ser humano se desse conta de uma coisa: a vida era muito mais fácil quando se tinha uma arma. Claro, chamar a galera para cair na porrada com a galera de outra pessoa era divertido e tal, mas as roupas ficavam sujas, todo mundo ficava cansado, e a menos que algum dos dois grupos fosse muito maior e/ou melhor, não era uma solução definitiva: assim que os olhos deixassem o roxo de lado, a coisa toda se repetia. Voltando ao começo do parágrafo, a vida era muito mais simples com armas: bastava atirar na galera da outra pessoa e você voltava para casa limpo, cheiroso e com o olho da cor normal.

Novamente foi questão de tempo até as pessoas se darem conta que, ao invés de gastar munição, era muito melhor comparar o tamanho e o barulho de suas respectivas armas, sem ninguém atirar em ninguém... meio que uma cópia do "checar se meu pau é maior do que o do cara que tá mijando aqui do lado". Portanto, pouco a pouco, o combate foi trocado pelo "o meu é maior", que na realidade não fere ninguém que não seja muito fresco. Numa frase, da guerra se fez a paz.


A geraldo-vandrelização bélica

Entretanto, como todos sabemos, nada nunca é o suficiente, e surgiu um grupo de gente que dizia que a paz podia ser alcançada sem a comparação penial, afinal, se o resultado era paz, não fazia sentido ter uma arma para não usá-la de verdade.

Tudo muito bom, tudo muito bonito, até o ponto em que a humanidade decidiu que era "civilizada" e passou a adotar medidas de controle na venda de armas, munições e coisas do tipo. Assim como a industria bélica, tal ação evoluiu, e enfim chegamos a um tempo em que chamar a sua galera para mostrar o tamanho do seus pintos é contra a lei. Como sempre tem alguém que é do contra, surgiu outro movimento, que diz que armas são legais e fofas, que é um esporte atirar em coisas, e que comparar pênis era algo saudável.

Irônicamente, esses dois lados resolveram bater com o pau na mesa e dizer que os outros estavam errados sobre tudo. Tal conflito também evolui e finalmente chegamos ao ponto em que estamos hoje: você pode ter armas, contanto que tenha documentação. Ou seja, ao mesmo tempo que você pode dizer que tem um baita dum cacete, você não pode provar. E vou lhes dizer: é realmente bom não poder ver o tamanho do pinto das pessoas.


1 - Inevitavelmente as pessoas não saberiam usar uma arma

Meus caros, o que ia ter de hospital lotado porque alguém se machucou com a própria arma... aliás, isso também vale para máquinas de cortar grama e enchadas. Seriam absurdos ainda piores do que a foto, com nego se matando porque deixou a arma destravada ou porque estranhamente o gatilho funcionou sozinho.

Além disso teria os casos de "maus tratos", em que as armas dão defeito porque nego toma banho com elas, usa para cortar bife, usa para prender a porta, como enfeite em cima da TV da sala... provavelmente o número de mortes com esses "acidentes" seria infinitamente do que o número de mortes matadas pra valer.


2 - "Experiências" seriam comuns

Do mesmo jeito que atualmente tem gente que inventa ser comediante de stand up ia ter gente dando uma de inventor de armas. Claro, muitas armas de "sucesso" vieram de experiências totalmente sem noção, mas de certa forma, quem fazia isso sabia (ao menos até certo ponto) o que estava fazendo, mas não precisa pensar muito para saber que dar um monte de pólvora, tornos, canos e molas para um imbecil é uma excelente fórmula para o fracasso.

Ainda nesse tópico, a quantidade de armas "não certificadas" seria gigantesca, o que significa que vários modelos funcionariam perfeitamente por dez tiros, mas no décimo segundo a arma entraria em combustão, fodendo metade da fuça de quem estivesse atirando.


3 - As crianças fariam muito mais do que quebrar janelas

Como é de conhecimento geral, crianças são o capeta, e o Capeta por si só consegue armar o inferno em pleno quintal de Deus. Adicione balas à isso e é aí que a festa fica um verdadeiro estouro (ok, prometo que não faço mais isso).

Imagine por um momento que você tem um filho, e que seu filho odeia seu vizinho. Normalmente, tudo que seu filho poderia fazer é mostrar a língua ou acertar a janela com uma bola de futebol, entretanto, troque a bola de futebol por uma granada e a mostrada de língua por um bilhete escrito "booooooooom". Pois é, se seu vizinho não morresse, pode ter certeza que ele tocaria a sua campainha com uma bazuca em mãos.


4 - Hobo with a Shotgun, mas não tão legal assim

Enquanto no filme temos Rutger Hauer atirando em gente que não vale muito, teríamos verdadeiros velhos-do-saco atirando em quem desse menos de 10 reais por eles terem "olhado" o carro. Seria quase que uma formação de quadrilha: todos se juntam para transformar você e seu carro em peneira, para depois atirarem uns nos outros para ver quem consegue ficar com o que sobrou de você e do veículo.

Mais ou menos a mesma coisa aconteceria com a galera que se veste de Papai Noel em dezembro para descolar o dinheiro da birita, mas seria uma .38 no lugar do sino... e você não ganharia bala de yogurte. Aliás, uma coisa que seria muito comum é algum sem teto mirando a sua testa enquanto te "pede" dinheiro para comprar mais munição ao invés de dinheiro para "comprá um lanche alí purque eu num como há três dia e tenho câncer".


5 - Estado laico é o caralho

Esqueçam as milícias que combatem pelo controle do morro, a coisa seria nos centros históricos e nos bairros afastados: as diversas religiões armariam os fiéis, padres, freiras, pastores e qualquer um disposto a lutar pela verdade sagrada do Senhor. Seria como retornar para a idade média, quando era obrigatório ir e crer na igreja, só que agora a coisa seria pontual, já que sua crença variaria em função de quem o está salvando da perdição.

Mas não pense que é um deus nos acuda: as táticas e armas usadas por cada religião não poderiam ir contra a mesma, o que significa que enquanto os anglicanos não poderiam usar munição perfurante, os católicos não poderiam ter semi-automáticas e os crentes deveriam sequer olhar para um silenciador... pelo menos todas compartilhariam a ideia de que headshot é proibido por causa do funeral... quem diria que homens-bomba seriam de fato apelação?


6 - Mirar pra quê?

Considerando que munição seria vendida em camelô, o ato de mirar seria totalmente desnecessário (o que tornaria as miras laser um produto de nicho). Com isso, além de os camelôs serem os novos burgueses, viria o fato de que muito "inocente" morreria apenas pelo fato de colocar o corpo no lugar errado, na trajetória da bala errada... claro que isso pouparia o trabalho de outras pessoas, mas criaria um revanchismo, afinal "só eu posso dar os pipoco nesse filho da puta".

Ainda adicionando, os cegos e/ou idosos seriam, de longe, as pessoas com maior número de mortes nas costas, verdadeiros ases do CS live-action, já que varreriam praças inteiras só numa tarde de alimentação aos pombos... seriam eles os portadores de metralhadoras rotatórias e M60... felizmente essas porras não contam com pentes individuais, já que recarregar está fora de questão.


7 - Filho de glock, .38 é

Sim, eu sei que não é uma .38.

Se o mundo já está cheio de babacas, a coisa seria ainda pior. Enquanto que atualmente os FDPs tem de se contentar em pegar sua vaga no estacionamento, com as armas liberadas o mínimo que rolava seria tiro no pneu. E como todos sabemos, todo pai quer que seu filho seja melhor do que ele: enquanto uns querem que seus filhos sejam bons jogadores de futebol, outros querem que seus filhos virem mini-meliantes, prontos para praticar bullyng com semi-automáticas... felizmente os nerds estariam salvos, já que projetariam suas próprias armas, fazendo inveja para os filhos de papai que andam com armas banhadas a ouro. 


8 - Dirigir seria um verdadeiro Twisted Metal

Você provavelmente já viu esse vídeo:



Pois é, troque a pistola por uma daquelas shotguns de uma mão só e terá uma ideia básica de como seria a coisa. Como mostra a foto acima, o conceito de tuning seria totalmente diferente, já que o que importa não são cores berrantes, luzes em baixo do carro, portas que abrem para cima, aros enormes e nem aquela breguice que faz o carro pular, a coisa seria toda voltada para blindagens, pneus reforçados, armas embutidas, óleo e tachinhas na pista e, claro, faróis de milha em xenon, só para acabar de foder a coisa toda.


9 -  Até mesmo os menores pintos gozam

Apesar de ser muito mais legal manejar uma 12 (acabo de me dar conta de que usando a metáfora novamente, essa frase fica EXTREMAMENTE gay), armas pequenas também atiram, também tem cápsulas, também lançam metal em alta velocidade e também fazem estrago. Por conseguinte, os vendedores de coletes a prova de balas enriqueceriam incrivelmente, já que ao invés de pedir papel higiênico por baixo da divisória, nego assaltaria o seu papel higiênico.

A evolução das armas seria quase que a evolução dos celulares, fazendo o possível para ficarem cada vez mais leves e menores, com as marcas competindo para ver quem consegue colocar mais balas no menor espaço, e ainda sim te dar a opção de escolher a cor do cabo... contanto que não façam armas que atiram por bluetooth, está tudo bem. 

10 - A economia ia pro saco

Cedo ou tarde ia faltar material para manter a parada, e depois de ver o que uma calibre 50 faz, é difícil aceitar uma pistolinha de água. Sendo assim, a economia entraria em crise, fodendo a única indústria existente (a bélica), o que significa que a sociedade ou deveria mudar sua base ou voltar para as armas da velha guarda: arco e flecha, zarabatana, lanças e, claro, armas brancas, como facões, cutelos, espadas (que são, de longe, as mais legais) e havaianas de pau.

Ou seja, pouco a pouco a sociedade migraria das armas de fogo para armas tecnologicamente mais simples, feitas com alta tecnologia: fibra de carbono, grafite e coisas do tipo seriam usadas como substitutas para o metal. Seria uma volta às origens, trazendo métodos de tortura de volta, usando aquele "talher" para escargot para arrancar o olho das pessoas.

Até que teríamos esgotados todos os materiais possíveis, terminando assim de foder com o planeta, já que na falta de armas, apela-se para bombas, e é claro que as pessoas não criariam fuzis automáticos e damas de ferro 2.0 e deixariam bombas nucleares de fora do jogo da evolução.


11 - O Silvio Santos da nova geração

 Claro que somos bons em foder a Terra, mas isso leva um certo tempo, e enquanto a coisa não afunda, certas pessoas ficariam quintilhonárias (sim, essa palavra existe): os já mencionados vendedores de coletes, os mercenários, os professores de tiro e, claro, os vendedores de armas. Interessantemente, não haveria mais o tráfico de armas, já que estaria tudo liberado, e de certa forma, todos os outros tráficos seriam extintos, uma vez que manter dois negócios ao mesmo tempo é muito trabalhoso.

Na realidade, a coisa tornaria-se um vício, algo como "só mais um pente, chefe... tomaí meu DVD" ou "faço boquete por coronha". As pessoas literalmente estocariam caixas e mais caixas com balas, os museus seriam inteiramente dedicados à história bélica (eles provavelmente seriam assaltados, mas enfim...), e com absoluta certeza que ia ter gente (no Japão) que iria casar com a própria arma, e lá estaria o vendedor, pronto para anunciar "eu vos declaro, marido e carabina", por módicos 2500 reais.


12 - O desequilibrio na Força

Claro que todo mundo ia querer sempre armas melhores, mas tal como ocorre hoje com carros, celulares e salários, nem todo mundo ia conseguir, seja por falta de capital, incompetência ou até mesmo falta de vontade. A questão é que enquanto uns iam se contentar com armas de paintball adaptadas (sejamos sinceros, quem caralhos ia querem uma arma de paintball enquanto as outras pessoas tem rifles de longo alcance?), outros teriam verdadeiros exércitos de caças radio-controlados, prontos para aniquilar cidades em poucos segundos.

Obviamente que quanto mais se tem, mais se gasta, mas se  matar todo mundo antes de ficar miserável é uma possibilidade, por que não? Quem iria apontar para você e dizer que você está sendo chato, bobo e cara de mamão? Cada um usa o que tem, e não é culpa sua se as .44 do inimigo não são páreo para seus tanques... se apenas "os grandes" restassem, seria tipo War: conquiste a Ásia e a Oceania e mais um território qualquer.


13 - Seria um massacre

Se agora tudo que passa no jornal é sobre atentado, morte, bomba, sequestro, tiroteiro e assassinato, com a liberação os jornais imediatamente cessariam com tais nottícias (e qualquer outra notícia na verdade) uma vez que estariam todos ocupados comprando, cuidando e, claro, utilizando suas armas. Pensem só, finalmente a galera que diz que "não leva desaforo pra casa" poderá falar isso com propriedade: basta lascar um tiro no meio da testa de quem for, e todos os seus problemas estarão resolvidos.

Claro que isso resultaria num "contra-ataque" por parte dos amigos e família das pessoas mortas, mas em quem reclama de beliscão na bunda em orgia é idiota. Seria terra de ninguém, já que basta uma fagulha para a coisa toda explodir, e sempre tem um filho da puta pronto para criar essa fagulha. Os anarquistas finalmente poderiam apontar e dizer "eu disse", já que a anarquia "de verdade" reinaria, e o melhor de tudo é que ninguém leva a culpa, já que todo mundo (literalmente) está envolvido.

Bilhões de pessoas morreriam, até manter um certo equilíbrio, já que se você mata quem comia a pessoa que você gostava, você está livre para ter quantos filhos quiser... aliás, não haveria mais estupro, já que ou quem está estuprando é morto pelo estuprado, ou o estuprado é morto pelo estuprador, e praticar necrofilia não é estupro.  Ou seja, nasceriam alguns, morreriam outros, até que alguém resolva chutar o pau da barraca, e aí sim é que vira um genocídio generalizado... pensando bem, nem seria tão ruim assim.


Minha conclusão

Cambaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaadaaaaaaa, são quase duas da manhã, o post está quase pronto. Enfim, não sei se semana que vem terá post, mas prometo que não deixarei o blog abandonado.

Creio que deixei claro durante o post, mas como é melhor não superestimar vocês, vamos botar o preto no branco: e se liberassem geral a venda e porte de armas? Aliás, "liberar" é a palavra errada, e se tocassem o foda-se e cada um por si? Pois então, no fim, acho que esse post provou um ponto: a anarquia é idiota. E sim, eu só notei que provei isso agora, mesmo já sendo dessa opinião. É simplesmente estúpido querer um mundo sem regras, sem leis, sem governos, pelo simples fato de que dá merda. Sempre dá merda.

Pensem assim: se liberar geral fosse algo "bom", o socialismo teria dado certo, os filhos não precisariam de pais, programas não precisariam de códigos-fonte... não é guerra por paz, mas sim controle pela paz. Sim, eu sei que soa errado, que parece que "eu me vendi ao sistema" e coisas assim, mas acreditem, não é. Na realidade, é a mais pura lógica, baseada em fatos. Pode não ser uma verdade bonita, mas ainda sim é uma verdade, e vai continuar sendo, enquanto o homem for homem... e depois tem gente que diz que a humanidade vale à pena.

See ya!
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