sábado, 15 de dezembro de 2012

Costumes

Aew cambada!

Esta é a primeira vez deste a criação do blog que o banner do mesmo permanece igual no fim de ano. É também a primeira vez que não há neve caindo, e já adianto que nada mudará para o ano novo, nem o banner e nem fogos de artifício. E, devo admitir, é estranho.

Eu realmente gosto de comemorar tais coisas. Claro, eu sacaneio com os costumes destas épocas, mas ainda sim, gosto de montar a árvore, perdurar luzes, ouvir canções... E também gosto de fazer novos banners, mudar o esquema de cores, e, claro, os posts comemorativos de fim de ano. Então, esta será a primeira vez em que não teremos um especial de Natal e nem uma retrospectiva. E acreditem, escrevo estas linhas com uma certa tristeza.

"Mas porra, o blog é seu, e já que você quer, faz as porras dos posts!". Então... Não. O blog não precisa mais disso. Não é porque eu gosto de chocolate que eu vou comer chocolate o tempo todo, ou seja, não é porque eu gosto de passar horas pensando num novo "slogan" que eu passarei horas pensando num slogan.

Eu provavelmente prometi que faria alguma coisa este ano, mas bem, eu não sabia como seria este ano. E já que estamos falando disso, sim, eu sinto falta dos grandes posts, com várias imagens, vídeos e tudo mais (meio que exatamente como eram os posts de final de ano). Talvez ainda role algum deles por aqui, mas porque eu quero fazer tal tipo de post, e não porque é o que eu faria normalmente.

Por fim, não me resta nada a não ser manter algo que falo todo ano: Feliz Natal, feliz Ano Novo. Este ano não tem agradecimentos, ou imagens, ou a Simone, mas foi tão interessante (senão mais) que os outros... Como sempre, não passem o Natal e o Ano Novo lendo este blog de merda, vão comerar. E see sobrevivermos ao dia 21, aproveitem 2013... Podemos escapar desta vez, mas vai saber da próxima?

See ya!
Related Posts with Thumbnails

sábado, 1 de dezembro de 2012

Teje Errado

Eu não gosto de pafletagem, comício, ativismo, militância, é chato. Simples assim.

A questão é que ninguém convence ninguém de absolutamente nada, e a coisa toda fica como estava porque quem tenta, fracassa, e quem é tetado não quer ter o trabalho e o incômodo de ter de repensar o que provavelmente já não pensou, provavelmente apenas englobou, juntando-se ao discurso pré-estabelecido, com uma ou outra mudança, só para não dar na cara.

Estou no Bacon há uns anos, e tenho certeza absoluta que não consegui convencer ninguém sobre nada. Talvez eu seja um incompetente, mas a questão não é a causa, é a consequência. Entratanto, como posso afirmar tal coisa, sendo que o único parâmetro é o outro? Simples, porque nenhum deles conseguiu me convencer de nada. Talvez eu seja duplamente incompetente, na hora de convencer e de ser convencido, mas aí já é demais até para mim.

Não vou mentir, o que gerou este post foi mais uma incrivelmente fantástica mensagem de pregação do ateísmo. Eu não queria transformar isto em mais um post sobre "ateus podem ser tão chatos (ou mais) do que religiosos", então para encerrar logo a conversa de religião e não-religião, digo apenas que odeio igualmente quem toca minha campainha às 8 da manhã de sábado para pregar a palavra do Senhor quanto odeio alguém que compartilha a porra da imagem da cédula de real e faz discurso por causa de três palavras.

Mas voltando ao tema, as pessoas não querem ser convencidas do que não são convencidas. Eu não quero, você não quer, o seu Lourival da padaria não quer, e se você não concorda com estas linhas, de nada adiantará lê-las, e portanto de nada terá adiantado eu tê-las escrito. "Uma verdade incoveniente", como diria aquele cara que curte uns filmes mais fortes.

É um tanto quanto triste a situação toda. Um "não vai e não racha", ou melhor ainda, um "não dá e não desce", num empata-fodismo total. É tudo muito bonito enquanto a coisa está relativamente boa para todo mundo, mas a partir do momento em que algo desanda, e deve-se tomar atitudes para reverter e/ou alterar tal quadro, todo mundo leva a pior, uma vez que não há ninguém preparado (ou com culhões) para tomar tais atitudes.

É a troca que gera o entendimento, se um não aceita (ou ao menos considera) o que não é seu, não há a compreensão, e portanto fica-se de mãos atadas. Há teorias que dizem que o avanço somente acontece quando há o choque entre costumes, culturas, conhecimentos diferentes, choque este amigável ou não, e que somente depois do choque, em que tais diferenças já foram acertadas, há a capacidade de sanar problemas (para depois criar outros).

Portanto, finalmente fecha-se o ciclo do post: não há a troca (ou embate) de opiniões, costumes, conhecimentos diferentes, porque ninguém quer aceitar o que é do outro, porque o que é do outro é chato. Mea culpa total isso aqui, mas não pensem nem por um momento que estou sozinho nessa: estamos todos no mesmo barco. E vamos naufragar se continuarmos assim, só restando decidir quem é, de fato, o capitão, que, como diz a tradição, deve ir para o fundo com seu navio.

See ya!
Related Posts with Thumbnails