quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sobre o boquete

Tem a questão da mulher ser vadia (ou semelhantes) se esta se propõe a atos sexuais quaisquer: Todo homem hétero quer uma mulher que o chupe, mas ao mesmo tempo a tal da sociedade condena esta mulher por chupar alguém.

É um problema de posto de vista, uma vez que tanto a mulher quanto o homem também perfazem a sociedade.

Por outro lado, há algo de submisso e detrimental em ter um pau esfregado na sua cara, e fica ainda pior se é isso que você quer - mais ainda, se é você quem faz isso à si mesma.

Mas a sociedade não liga caso a mulher esteja nua. Além da pornografia há o fato de que a nudez é uma representação única e particular de um indivíduo: Alguém nu só pode ser quem é, não outra pessoa parecida. Não há pintos e bucetas iguais. E isso significa que apenas aquela pessoa está comprometida.

E há também o comprometimento que, aliado ao compromisso social, significa que se uma mulher está nua em frente à um homem, é porque esta assim o quer: Mulher nenhuma faz strip para estuprador... espera-se. Logo, a nudez total da mulher quando acompanhada de um parceiro significa intimidade, e o que é íntimo não é público. Os exibicionistas gostam de serem observados, não de serem interrompidos, e muito menos de receberem ajuda: Há motivos pelos quais casas de swing tem quatro paredes.

Então o grande problema é a mulher vestida, mas que aceita ter um pau esfregado em sua cara de boa vontade. Provavelmente uma rapidinha seria mais condenável que uma orgia em praça pública: A multidão esconde a individualidade explícita de cada envolvido.

A solução para os problemas da vadia é portanto tirar a roupa quando for chupar alguém. Uma mulher vestida é uma mulher para a sociedade, e a sociedade não aceita sexo social, sem compromisso e sem riscos morais.
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